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Queda nos preços pode reduzir ritmo das exportações
A queda registrada nos preços do litro de leite pagos aos produtores
no Brasil nos últimos meses pode provocar desaceleração no ritmo das
exportações de produtos lácteos. O alerta foi feito hoje (4/11) pelo
assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Marcelo
Martins, durante audiência pública na Câmara dos Deputados para
debater a atual situação do setor leiteiro. Ele informou que o valor
médio recebido pelo pecuarista em outubro foi de R$ 0,61, recuo de
7,3% em relação a setembro deste ano e de 18,9% na comparação com
outubro do ano passado. “Estes preços podem desestimular os
produtores a produzir”, afirmou Martins. De janeiro a setembro de
2008, as exportações de lácteos cresceram 160% em relação ao mesmo
período de 2007, totalizando US$ 397 milhões.
O assessor da CNA atribuiu a redução dos valores recebidos pelos
pecuaristas de leite principalmente ao aumento da produção, que foi
de 15% no primeiro semestre deste ano, e à retração do consumo de
leite e derivados causada pela alta dos alimentos e do maior
endividamento das famílias, o que gerou um excedente de 1,4 bilhão
de litros. Para regular a oferta e garantir o abastecimento interno
e a ampliação das exportações, bem como recuperar os preços pagos ao
produtor, Martins defendeu a adoção de medidas de apoio à
comercialização, como a liberação de R$ 300 milhões de Empréstimo do
Governo Federal (EGF) para estocar 400 milhões de litros e de outros
R$ 100 milhões, em Contratos Privados de Opção e Venda (Prop), para
escoamento de um bilhão de litros, levando leite das principais
bacias leiteiras para regiões menos consumidoras. Estas
reivindicações, já feitas ao ministro da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, Reinhold Stephanes, estão sendo analisadas pelo
Ministério da Fazenda.
Segundo Marcelo Martins, a receita obtida pelo produtor atualmente
cobre apenas o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade
leiteira, que consiste nos gastos mais rotineiros (sal mineral,
mão-de-obra, medicamentos, etc.). Contudo, ele ressaltou que os
ganhos obtidos com a produção não cobrem os custos totais da
atividade, principalmente devido à depreciação do patrimônio, que
leva à necessidade de reposição de máquinas e benfeitorias. “Se a
queda continuar, a receita não vai pagar nem os custos efetivos”,
disse o assessor. Ele acrescentou que a retração nos preços do leite
não é exclusiva no Brasil e tem provocado quedas significativas nos
valores dos produtos lácteos comercializados no mercado
internacional. A tonelada do leite em pó integral, por exemplo, caiu
de US$ 4,7 mil para US$ 2,9 mil, enquanto a tonelada do leite em pó
desnatado sofreu diminuição de US$ 4 mil para US$ 2,2 mil.
O representante da CNA cobrou outras ações para estimular a produção
brasileira de leite, como o fim da cobrança de PIS/Cofins sobre
rações e sais minerais, além de acordos de equivalência sanitária,
habilitação de novas fábricas para exportação e continuidade das
ações de combate à fraude no leite.
Orçamento limitado pode afetar socorro do governo
O orçamento do governo prevê um adicional de R$ 225 milhões para
executar a PGPM (Política de Garantia de Preços Mínimos) e sustentar
as cotações dos principais produtos agropecuários no próximo ano,
valor considerado pequeno no mercado. A proposta de orçamento do
governo enviada ao Congresso estima a necessidade de R$ 3,815
bilhões para financiar os instrumentos de apoio à comercialização e
garantir a renda aos produtores rurais na "boca da safra".
Produtores e instituições financeiras querem ampliar a "rede de
proteção" da PGPM, com elevação de recursos, na época da venda da
produção para evitar impactos negativos na renda do setor. "É
preciso uma sinalização mais forte do governo para os preços em
2009", diz o diretor da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos),
Ademiro Vian. "É uma hora que o governo não pode se descuidar",
afirma Carlos Ernesto Augustin, da Associação Mato-Grossense dos
Produtores de Algodão. Valor
Faltam recursos para soja e milho
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que os
agricultores precisam de dinheiro para concluir o plantio da safra
de soja, iniciar o cultivo do algodão e semear as lavouras de milho
safrinha. No caso do algodão, as lavouras são cultivadas entre
dezembro e janeiro no Centro-Oeste, a principal região produtora do
país. A safrinha de milho será plantada no primeiro semestre do ano
que vem. O ministro disse que é "desejável" a liberação de mais R$ 5
bilhões para o financiamento da safra.
Stephanes deve se reunir nos próximos dias com o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, para tratar das medidas adicionais. A idéia
é liberar dinheiro para os bancos, para empréstimos para o crédito
rural, ou por meio de linhas de ACC (Adiantamento de Contrato de
Câmbio). O ministro disse que os produtores de algodão só vão
plantar se houver garantia de crédito, especialmente para o ACC. O
governo deu um prazo extra para pagamento das dívidas de
investimento que venceram no mês passado. Diário do Comércio
R$ 30 mi para cooperativas agropecuárias
O incentivo à organização e capacitação do cooperativismo é uma das
prioridades do governo federal, que já investiu, só no ramo
agropecuário, cerca de R$ 30 milhões nos últimos cinco anos. Até o
final deste ano, devem ser liberados pelo menos R$ 8,5 milhões.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e
Cooperativismo do Ministério da Agricultura, os recursos, repassados
de 2003 a 2007, foram destinados à capacitação técnica, organização
social e realização de exposições agropecuárias.
O coordenador-geral de Acompanhamento do Departamento de
Cooperativismo e Associativismo do Ministério, Luiz Carlos Colturato,
explica que os recursos são repassados de acordo com a demanda de
cada área produtiva. "São as cooperativas, ou entidades que as
representam, que nos procuram e solicitam o apoio. O investimento é
feito de acordo com as necessidades de cada região", ressaltou. Como
resultado do investimento, Colturato registra a crescente evolução
do setor. Diário do Comércio
Impasse do frango com a UE volta à mesa de negociação
A UE (União Européia) informou que voltará a negociar no dia 14 com
o Brasil a distribuição de cotas para exportação de frango
brasileiro para o mercado europeu, que vem causando dor de cabeça na
relação bilateral. Negociadores falam em "esforço concentrado" para
resolver o contencioso ainda este mês e evitar uma paralisia nos
embarques de frango a partir de janeiro dentro da cota, onde a
tarifa é mais baixa. A UE não aceita o novo modelo de distribuição
de cotas estabelecido pelo Brasil.
Já o Brasil considera insatisfatória a mudança proposta pela UE,
segundo a qual metade da cota seria definida pelo volume histórico e
a outra metade seria destinada a quem chegasse primeiro. Estima que
isso mantém parte do sistema antigo, que estimulou o surgimento de
um mercado de licenças de importação. Como cada papel custava de 500
a 600 euros, os importadores acabavam obtendo descontos em suas
compras de frango dentro das cotas. Valor
Produtores de Pompéu distribuirão leite em protesto contra os baixos
preços
A crise do setor leiteiro é o motivo do ato de protesto que deverá
reunir cerca de dez mil produtores de Pompéu e de outros municípios
das regiões do Alto São Francisco e Centro-Oeste na próxima
sexta-feira (07/11/08). Os produtores distribuirão leite para a
população. A manifestação está sendo organizada por um grupo de
pecuaristas da região, com o apoio do Sindicato dos Produtores
Rurais de Pompéu.
O presidente do Sindicato de Pompéu, Antônio Adelmo de Lacerda,
informa que o preço médio pago ao produtor está em torno de R$ 0,50
o litro, para um custo de produção da ordem de R$ 0,70. “No ano
passado, neste mesmo período de entressafra, o produtor estava
recebendo de R$ 0,85 até R$ 1,00 pelo litro de leite”, compara.
Enquanto a renda do produtor caiu, os preços de medicamentos,
fertilizantes, rações e mão-de-obra subiram 60%.
Os produtores de leite irão se concentrar a partir de 9:00 no Parque
de Exposições de Pompéu. Em seguida, farão passeata pelas ruas da
cidade e distribuirão 20 mil litros de leite, em saquinhos. Estão
sendo esperados deputados, dirigentes de cooperativas e presidentes
de Sindicatos dos Produtores Rurais de municípios próximos. O
comércio deverá fechar as portas em apoio à manifestação dos
produtores.
A produção de leite é a principal fonte de renda e de geração de
emprego de Pompéu e, com a crise, muitos proprietários rurais estão
demitindo trabalhadores, o que já se reflete nas vendas do comércio.
Além da manifestação, os produtores reivindicarão medidas contra a
crise em carta a ser encaminhada ao ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes, ao governador Aécio Neves, deputados e a
lideranças rurais e cooperativistas.
Em Uberlândia, produtores rurais doam leite para o Hospital do
Câncer
A solidariedade
novamente ganha espaço no Triângulo Mineiro. Desta vez, é do campo
que vem o exemplo. Produtores associados à Cooperativa Agropecuária
Ltda. de Uberlândia – Calu uniram-se por uma causa nobre. Desde
setembro, eles doam parte do leite produzido na fazenda para o
Hospital do Câncer da cidade.
A matéria-prima ofertada
pelos cooperados chega à Calu, passa pelo processo de
industrialização e a Cooperativa repassa para o hospital os produtos
lácteos finalizados.
Em dois meses, desde o
início do programa, já foram doados mais de 2 mil achocolatados.
A administração da
entidade, que atende sete casos novos por dia de pacientes em fase
de tratamento contra o câncer, entrou em contato com a diretoria da
Calu, em agosto deste ano, para solicitar a doação de lácteos.
De acordo com a
coordenadora das provedoras da instituição - que se mantém,
principalmente, com o apoio de recursos doados pela população -,
Dora Lúcia Crosara de Resende, os derivados do leite são o alimento
mais indicado aos pacientes que passam pelo processo de
radioterapia. “Por isso, entramos em contato com a Calu que é uma
empresa séria. Nós sabíamos que a diretoria não mediria esforços
para nos ajudar”, diz.
Atualmente, mais de 30
produtores rurais abraçaram o projeto. “A Calu não pode fazer doação
em nome do cooperado, sem sua prévia autorização. Contudo, nós
pensamos em engajar nossos produtores à causa e tivemos um retorno
muito positivo”, comenta o presidente da Calu, Eduardo Dessimoni.
Para os cooperados, o
projeto foi uma forma de contribuir com o próximo. “Eu acompanhei
meu sogro, que morreu de câncer no ano passado, e realmente vi a
dificuldade que a instituição enfrenta por falta de recursos. Por
isso, resolvi participar. Essa parceria viabilizada pela Calu foi
muito importante, pois temos a oportunidade de ajudar um hospital
que cuida muito bem dos pacientes”, relata Sérgio Bernardes, um dos
colaboradores.
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NOTÍCIAS DA HORA 05/11/08
A FAEMG informa:
TRANSPORTE DO TRABALHADOR RURAL –
AUTORIZAÇÃO DE PRORROGAÇÃO DAS LICENÇAS ATÉ 31/12/08
Atendendo ao
pleito apresentado pela FAEMG, o secretário de Estado de
Transportes e Obras Públicas em exercício, João Antônio
Fleury Teixeira, expediu o Ofício nº 1789/08 ao diretor
geral do DER/MG, autorizando a prorrogação/renovação das
licenças do transporte de trabalhador rural em veículo de
carga até 31/dezembro/08.
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GABINETE DO
SECRETÁRIO |
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GAB/1789/08
Belo Horizonte, 29 de
outubro de 2008
Assunto:
Autorização para transporte de trabalhador rural em
veículo de carga
Senhor Diretor Geral,
Considerando as várias reivindicações que têm
chegado a esta Secretaria, no sentido de que as
autorizações emitidas pelo DER-MG, para o transporte
de trabalhador rural em veículo de carga sejam
prorrogadas e considerando-se ainda o período de
transição da substituição desses veículos, por
veículos ônibus, tomo a decisão de que as
autorizações emitidas por esse Órgão, vencidas a
partir da edição da Resolução SETOP n° 052 de 12 de
setembro de 2008, sejam renovadas até 31 de dezembro
de 2008 data em que todas as autorizações serão
extintas.
Para tanto, solicito sejam as Coordenadorias
Regionais instruídas nesse sentido, devendo os
veículos a terem suas autorizações renovadas,
atender rigorosamente ao que dispõe a Resolução n°
82 de 19 de novembro de 1998, do Conselho Nacional
de Trânsito-CONTRAN.
Sendo o que se apresenta o momento, meus protestos
de estima e apreço.
Atenciosamente,
JOÃO ANTÔNIO FLEURY TEIXEIRA
Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas
em exercício
Ilmo. Sr.
José Elcio Santos
Monteze
Diretor Geral do
DER/MG
BELO HORIZONTE – MG |
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INAES
FAEMG estrutura instituto de estudos da agropecuária
Com o objetivo de gerar conhecimentos para o planejamento da
agropecuária mineira, a FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária
do Estado de Minas Gerais) criou o Inaes (Instituto Antonio Ernesto
de Salvo). Hoje (29/10/08), cerca de 30 pessoas, entre
representantes da FAEMG, Sebrae-MG (Serviço de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas de Minas Gerais), setores público e privado e de
universidades participaram, na FAEMG, da 1ª Oficina de Estruturação
e Planejamento Estratégico do Inaes.
“Com o Inaes, pretendemos preencher uma lacuna em nosso setor,
carente de uma instituição que estude os problemas da agropecuária e
proponha soluções nas áreas de política agrícola, mercado de
trabalho e tecnologia, entre outras”, diz o presidente da FAEMG,
Roberto Simões, que também preside o Instituto. Instalada
oficialmente no final do ano passado, a instituição funcionará na
sede da Federação. Seu nome é uma homenagem ao líder rural Antonio
Ernesto de Salvo, falecido em junho de 2007.
A primeira oficina do Inaes foi coordenada pelo Pensa – Centro de
Conhecimento em Agronegócios, um programa da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo). O
superintendente do Instituto, Rodolfo Oliveira, informa que serão
realizados outros eventos para definição das linhas programáticas do
Inaes e estruturação de um comitê assessor, formado por lideranças
indicadas pela FAEMG. A próxima oficina está marcada para 7 de
novembro, na Federação.
Deputado Aelton quer medidas para ameninar crise na agricultura
Esta semana, o Deputado Aelton Freitas (PR/MG), defendeu em
pronunciamento na Câmara dos Deputados, medidas governamentais que
tranqüilizem os agricultores frente a crise dos mercados financeiros
nacional e internacional.
O
parlamentar disse que o cenário de incertezas trouxe insegurança aos
produtores rurais e que a falta de recursos aos agricultores irá
refletir na queda da produtividade e em prejuízo para o País. “A
ação rápida do Governo é fundamental para manter o equilíbrio nos
preços para os produtores e consumidores. As medidas que foram
tomadas demonstram uma preocupação com esse setor que desponta como
uma alavanca ao crescimento do País, mas infelizmente, não atendem
totalmente as necessidades dos produtores. Desta forma, para que a
safra 2010 não seja prejudicada com os respingos da atual crise, é
preciso que mais medidas de proteção sejam tomadas de imediato”,
alertou Aelton.
O
Deputado esclareceu que a crise afeta a agricultura de formas bem
definidas, pelo custo mais alto na produção, com preços elevados dos
fertilizantes e pela restrição de crédito ao agricultor, e as
conseqüências não são das mais animadoras. Safras mais caras, com
menor crédito, produção mais baixa, incertezas no mercado interno,
aumento de preços ao consumidor. Com o dólar alto e crédito
estrangulado, os empresários acabam repassando àquele que compra
para gastar em uso próprio e dos seus, os possíveis prejuízos da
crise.
“A
dupla preferida na mesa dos brasileiros, o feijão com arroz, já
sofreram ajustes de preços. Só o grão do feijão obteve um acréscimo
de 87,41% nos últimos 12 meses. Atualmente, com a dúvida das
conseqüências da crise, o feijão preto sofreu repasse de 10% na
venda aos atacadistas. Já o setor do arroz enfrenta o desafio de
ajustar estoques para atender o mercado interno, já que apenas 7% da
produção mundial é comercializada. Para agravar a situação, a
produção de 2008 ficou abaixo da demanda, com 12.057 mil toneladas
produzidas contra 12,9 mil toneladas necessárias ao mercado. Isso
representa um aumento de preço do produto nos supermercados e a
diminuição no poder de compra do brasileiro”, destacou Freitas. |