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Produtores Mineiros serão treinados a calcular custos de
produção
A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a
FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de
Minas Gerais) e o SENAR MINAS (Serviço Nacional de
Aprendizagem Rural) promovem em Uberlândia (02 a 06/06/08),
Uberaba (16 a 20/06) e Unaí (30/06 a 04/07) o
Curso Gestão de Custos e Riscos. Produtores
rurais serão treinados a calcular os custos de produção de
suas propriedades e a usar operações em mercado futuro como
instrumento de gestão de riscos de preços da atividade.
“O curso é uma abordagem moderna sobre o gerenciamento da
propriedade rural, com foco no cálculo do custo de produção
das atividades rurais e no uso do mercado futuro e de opções
como mecanismo de gestão dos riscos das cotações
agropecuárias”, diz o engenheiro agrônomo Antônio Lima, da
Assessoria Técnica da FAEMG. Serão relacionados
exclusivamente os produtos agropecuários (milho, soja e gado
de corte) comercializados na BM&F (Bolsa de Mercadorias e
Futuros).
A carga horária prevista é de 40 horas semanais para grupo
de até 25 produtores. Os temas do curso são Agronegócio da
Soja, Milho e Pecuária de Corte – Custo de Produção e
Introdução aos Mercados Derivativos Agropecuários – Mercado
Futuro. O curso é uma ação do Campo Futuro, projeto que
pretende fortalecer a rede de acesso dos produtores a
mecanismos de gestão de custos e riscos, além de fornecer
continuamente informações estratégicas sobre o setor rural.
Informações e inscrições para o Curso Gestão de Custos e
Riscos:
Entidades do setor firmam "Pacto de Uberaba"
Entidades representativas do setor agropecuário, reunidas
por ocasião da 74ª Expozebu, redigiram um documento
denominado "Pacto de Uberaba", com o objetivo de solicitar
ao Governo Federal que priorize algumas medidas estratégicas
e operacionais para o setor. Assinaram o documento os
presidentes da Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA), Fábio de Salles Meirelles, da Associação
Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), José Olavo Borges
Mendes, do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC),
Sebastião Costa Guedes, e da Sociedade Rural Brasileira (SRB),
Cesário Ramalho da Silva.
Formulado após análises e debates com parlamentares ligados
à agricultura e executores da política de sanidade animal, o
documento foi entregue no sábado (3/5), ao secretário de
Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), Inácio Afonso Kroetz, que representou
o ministro Reinhold Stephanes durante a abertura oficial da
Expozebu.
Veja os itens do pacto na íntegra:
a) Desenvolver um plano estratégico com definição dos
parâmetros, exigências e prazos para a retirada da vacinação
contra aftosa nas áreas mais estruturadas do País. Tais
áreas excluem apenas a calha do Rio Amazonas, o Norte
amazônico, o Nordeste brasileiro e as zonas fronteiriças com
Paraguai e Bolívia.
b) Apoiar o programa de erradicação da aftosa na Amazônia e
no Nordeste com medidas práticas e adequadas ao fluxo de
recursos. A agulha oficial deve ser usada nessas regiões.
c) Estreitar a cooperação internacional com Paraguai,
Bolívia e Venezuela.
d) Incentivar as discussões no âmbito dos circuitos
pecuários já bem definidos.
e) Evitar que estados tomem medidas isoladas dentro dos
citados circuitos.
f) Solicitar que se amplie a delegação de poderes para
auditoria e fiscalização às defesas estaduais.
g) Auditar e fiscalizar com maior intensidade as
certificadoras e os frigoríficos.
h) Melhorar o fluxo de informações ao setor privado,
referentes às auditorias e exigências internacionais.
i) Assegurar o fluxo de recursos adequados e
cronologicamente corretos às defesas estaduais.
j) Manter a fiscalização sobre a vacina brasileira com
relação à sua potência e no controle de proteínas não
estruturais, ora iniciado.
k) Ampliar o rastreamento da vacina contra a aftosa até o
nível de criadores.
l) Priorizar e seguir as recomendações para a zona de alta
vigilância na fronteira Centro-oeste.
m) Implantar e aprimorar o sistema de vigilância ativa e
passiva que permita a retirada da vacinação e reagir às
possíveis emergências.
n) Desenvolver um plano nacional de saúde animal para médio
e longo prazos, privilegiando as doenças de importância em
saúde publica e as restritivas ao comercio internacional da
carne.
o) Propiciar recursos e condições para cadastros e ações de
defesa informatizados.
p) Colaborar com as Comissões de Agricultura e Política
Rural da Câmara e do Senado para propor medidas de
aprimoramento do controle da sanidade e da rastreabilidade
com ampla discussão prévia em fóruns adequados e na Câmara
Setorial da Carne Bovina.
q) Incentivar com recursos e facilitar a desoneração
tributária para uso de meios eletrônicos na rastreabilidade.
r) Promover o atendimento das normas atuais de
rastreabilidade pactuadas com a União Européia e outros
países, assegurando a médio prazo condições para se
rediscutir os parâmetros referentes à União Européia.
s) A rastreabilidade deve ser atribuição da entidade máxima
responsável pela estrutura sindical patronal do setor e da
entidade máxima de registro das raças zebuínas.
t) Agradecer ao Mapa as medidas já implementadas para
facilitar o atingimento dos objetivos da pecuária.
u) Por fim parabenizar o Governo e a ABCZ pelo êxito da
assinatura do importante acordo sanitário com a República do
Panamá visando exportar matéria genético do zebu brasileiro,
abrindo assim vias de acessos para nossa melhor inserção no
mercado mundial da pecuária de qualidade.
Fórum da CNA defende medidas para reduzir custos da
suplementação mineral
A redução do uso da suplementação mineral na pecuária pode
acarretar impactos negativos, como a queda da produtividade
do rebanho e, conseqüentemente, da oferta de carne e de
leite e da eficiência econômica da atividade. A previsão é
do presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de
Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA), Antenor Nogueira, que participou hoje (6/5) de
audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir os
possíveis impactos do aumento do preço dos insumos nos
setores de alimentação animal e de fertilizantes agrícolas.
Para que os produtores não precisem abrir mão do sal
mineral, Nogueira cobrou do Governo medidas para diminuir os
custos de produção relacionados a este item, que representa
23,3% do custo operacional da pecuária, sendo a segunda
principal despesa dos pecuaristas, ficando atrás apenas da
mão-de-obra. “Quem paga a conta com o aumento dos custos
sempre é o produtor”, disse o representante da CNA.
Na opinião de Nogueira, entre as providências relacionadas à
suplementação mineral que têm de ser tomadas pelo Governo
está a inclusão do fosfato bicálcico e do ácido fosfórico,
utilizados na nutrição dos gados de corte e leiteiro, na
lista de exceções à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul,
com alíquota zero, quando os dois componentes forem
importados de fora do bloco sul-americano. A questão depende
de análise da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Hoje, ao
entrarem no País, estes dois insumos são taxados em 4% e
10%, respectivamente. Ele também defendeu a isenção, para os
dois produtos, da taxação de 25% do frete cobrado na
importação destinado ao Adicional de Renovação do Fundo da
Marinha Mercante (ARFMM).
Antenor Nogueira disse ainda que os pecuaristas querem o fim
da cobrança de 9,25% do Programa de Integração Social (PIS)
e da Contribuição Financeira para a Seguridade Social (Cofins)
sobre os suplementos minerais utilizados na alimentação do
rebanho. “O sal mineral é o único insumo que paga PIS/Cofins”,
afirmou. De acordo com o presidente do Fórum da CNA, o preço
da tonelada do fosfato bicálcico aumentou 169,9% de
fevereiro de 2007 a abril deste ano, passando de R$ 780 para
R$ 2.100. O preço do saco do sal com 90 gramas de fósforo,
matéria-prima para o fosfato, subiu de R$ 27,70 para R$ 48
no mesmo período, um incremento de 81,82%.
Segundo Nogueira, enquanto a arroba do boi teve valorização
de 23,43% de março de 2003 a fevereiro deste ano, o preço do
sal mineral subiu 81%. “Não dá para ter uma pecuária de
corte com um custo desses. Agora que conseguimos melhorar os
preços, temos os problemas dos custos”. No caso do leite,
mencionou, o preço subiu apenas 2,9% no mesmo período. “Não
há como fechar a conta”.
Conab prorroga prazo para comprovação de Pep e Pepro
O prazo para que as indústrias, produtores e cooperativas
que arremataram seus produtos por meio dos Prêmios de
Escoamento de Produto (Pep) e Equalizadores Pago ao Produtor
(Pepro) foi prorrogado para 30 de maio. A data limite
prevista para a quitação era 30 de abril.
A ampliação do prazo foi decidida pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) para que os participantes dos leilões
de Pep e Pepro que enfrentam problemas no escoamento dos
produtos, em decorrência da greve dos auditores fiscais da
Receita Federal, tenham tempo hábil para formalizar as
transações.
MP exclui rolagem de inadimplente
A Medida Provisória das dívidas rurais não incluirá a
renegociação dos débitos de produtores inadimplentes nem o
passivo de operações com risco de crédito assumido por
instituições bancárias. O governo também não prevê a
concessão de carência generalizada para o refinanciamento
das dívidas de R$ 66 bilhões dos empresários rurais e de R$
13,4 bilhões dos produtores familiares e assentados da
reforma agrária. Na última versão do texto, o governo
oferece aos cerca de três milhões de contratos a suspensão
das execuções de dívidas para quem aderir à nova repactuação
dos débitos.
A nova renegociação deve custar R$ 10 bilhões ao Tesouro e
aos fundos constitucionais até 2025. Em linhas gerais, a MP
garante aos beneficiários a substituição de indexadores,
expurgo de encargos por inadimplência, prazo adicional de
até 17 anos para pagamento, descontos e prazos para
liquidação total da dívida, bônus progressivos para
renegociação e diluição dos valores ao longo dos contratos.
Em contrapartida, estabelece o pagamento de um percentual
como "pedágio" para adesão e outro como "multa" para não
"premiar" inadimplentes.
Fonte: Valor Econômico |