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Contribuição Sindical Rural vence no dia 22 de maio
Vence dia 22 de maio o prazo para pagamento da Contribuição
Sindical Rural 2008. Por ser um tributo federal, a
Contribuição tem que ser obrigatoriamente paga até a data do
seu vencimento, em qualquer agência bancária. De acordo com
a Constituição Federal, empregados e patrões, sindicalizados
ou não, devem pagar a Contribuição Sindical, todos os anos.
“Só com o pagamento deste imposto o produtor rural poderá
contar com um Sistema Sindical forte e atuante”, ressalta o
presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado
de Minas Gerais (FAEMG), Roberto Simões.
O responsável pela cobrança da Contribuição é a Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Os recursos
arrecadados são distribuídos da seguinte forma: 20% vão para
o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 15% para as
Federações Estaduais da Agricultura, 60% para os Sindicatos
dos Produtores Rurais e 5% para a CNA. O Ministério do
Trabalho fiscaliza o pagamento. Sem a quitação da
Contribuição Sindical Rural, o contribuinte fica sujeito à
cobrança judicial, com pesados encargos de multa e juros,
além das despesas judiciais de praxe.
Além das restrições individuais impostas a quem não paga a
Contribuição Sindical, toda a classe rural perde, pois sem
recursos suas entidades representativas não têm como
desenvolver seu trabalho político. Conforme assinala Roberto
Simões, “o produtor brasileiro acaba ficando ‘sem voz’ junto
aos governos e nas mesas de negociações internacionais”.
Além desta atuação política, o Sistema Sindical Rural vem
investindo maciçamente na capacitação do homem do campo,
através da realização de seminários, palestras e outros
eventos técnicos e dos cursos de formação profissional do
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).
Safra mineira deve chegar 10 milhões de toneladas
Boa remuneração e preços firmes continuam garantindo o
crescimento da safra de grãos em Minas Gerais. No último
ano, foram colhidas 9,7 milhões de toneladas enquanto que a
previsão da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para
este exercício deverá superar dez milhões de toneladas. A
produção de milho será o destaque, com crescimento de 4,4% e
colheita de 6,5 milhões de toneladas em Minas. De acordo com
o secretário de Estado de Agricultura, Gilman Viana
Rodrigues, o sistema produtivo mineiro respondeu à demanda
aumentando a produção.
Caso a previsão se confirme, esta será a segunda vez que a
safra mineira de grãos chegará à casa dos dez milhões de
toneladas. A primeira foi em 2005, com 10,4 milhões de
toneladas. O crescimento do milho em relação ao último ano
deverá ser de 4,4%. Mesmo com redução na área de 4,3%, a
produtividade vai garantir esse incremento. Com a produção
estimada para este ano, Minas figura na segunda posição
nacional em volume, ficando atrás apenas do Paraná. "O
melhor sinal do mercado é a remuneração, que aponta a
melhoria através dos preços", salientou Gilman Viana. Fonte:
Diário do Comércio
MP será finalizada esta semana
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que
será ajustada ainda nesta semana a Medida Provisória com a
proposta definitiva para renegociação das dívidas dos
produtores rurais. Ele lembrou que na agenda do Ministério
da Agricultura existem 12 pontos que estão sendo trabalhados
paralelamente e que a questão da dívida rural brasileira
será resolvida muito em breve. O ministro da Agricultura
afirmou também que entregará, no mês de julho, o projeto de
zoneamento agrícola para a produção de álcool em todo o
país.
Safras maiores exigem mais fertilizantes e preço aumenta
Os custos dos fertilizantes realmente estão aquecidos. É o
que admite a própria Anda, a associação das indústrias. Mas
a alta não é exclusividade do Brasil. A forte demanda
mundial por alimentos gera produção maior, que passa a
exigir mais adubos e fertilizantes. Apenas de 20% a 25% do
preço final ao produtor depende de custos internos e o país
não deve esperar alívio nos custos. China e Índia, onde há
aumento no consumo de alimentos, não têm mais terra
disponível para cultivar. A saída é o uso maior de
fertilizantes, segundo Alexandre Mendonça de Barros, da
MBAgro.
A alta dos fertilizantes eleva os custos de produção, que
geram inflação, que puxa os juros. Já o Fed (banco central
dos EUA) baixa os juros, facilitando a entrada de capital
aqui, valorizando o real e deteriorando a renda do produtor.
Conclusão: o país que mais poderia elevar a produção mundial
de alimentos tem dificuldade de investir. Acompanhamento de
preços da Agroconsult mostra que, na safra 2008/2009, os
produtores que anteciparam compras pagaram US$ 464,00 (R$
773,00) pela tonelada de adubo em Mato Grosso. Na safra
anterior, o custo era de US$ 290,00 (R$ 483,00). Fonte:
Folha de São Paulo
Bancos não prorrogam prazo para investimento
Praticamente todas as instituições financeiras, com exceção
do Banco do Brasil, ignoram a Resolução 3.563 do Conselho
Monetário Nacional (CMN) que concedeu prazo adicional até 1º
de outubro para pagamento das parcelas de dívidas de
financiamento de investimento que venceriam entre 1º de
abril e 30 de setembro.
É o que denunciam os produtores rurais do estado do Paraná.
A informação já foi confirmada pela Federação da Agricultura
do Estado do Paraná (FAEP). De acordo com a Federação, o
prazo de espera foi adotado pelo governo, que não editou as
medidas de reestruturação das dívidas agrícolas até o
momento.
Nos investimentos, estão previstos a redução nos juros e o
alongamento do prazo de reembolso das dívidas vigentes.
Dessa forma, os produtores não poderão se beneficiar dessas
medidas enquanto o governo não editar uma Resolução no CMN.
De acordo com a FAEP, muitos produtores estão com a parcela
de 15 de abril em aberto e são pressionados a pagar, também,
a parcela de 15 de maio. Com isso, eles correm o risco de
ter os nomes incluídos em listas de restrições de crédito e
de pagar multas e juros de mora.
Os produtores, a exemplo do que ocorreu em anos anteriores,
acreditam que as parcelas têm prazo de espera de forma
automática. Porém, eles são surpreendidos com a cobrança de
alguns agentes financeiros. Já em outros bancos, como no
Banco do Brasil, haverá a prorrogação.
Os agentes financeiros alegam que a Resolução apenas
autoriza a prorrogação e não sua obrigatoriedade. Portanto,
cabe ao banco decidir se irá acatar a medida. Além disso, ao
prorrogar as parcelas de investimentos, as instituições
financeiras argumentam que isso impacta no limite junto ao
Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). O que reduz os
recursos disponíveis para novos negócios de financiamentos
de máquinas.
Diante da proximidade do vencimento das parcelas de 15 de
maio, a FAEP enviou ofícios ao governo federal e à bancada
de deputados da Comissão de Agricultura, em que solicita uma
atuação imediata, e em caráter de urgência, do governo. A
FAEP sugere que o BNDES edite imediatamente uma
carta-circular, que esclareça aos agentes financeiros a
determinação obrigatória do prazo de espera, evitando
maiores prejuízos aos produtores rurais.
Reserva Legal é discutida em Ituiutaba
A OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, de Ituiutaba promoveu
nesta segunda-feira importante debate que lotou o salão do
Fórum Newton Luz.
Produtores Rurais, técnicos agrícolas, estudantes do
agronegócio e meio-ambiente, empresários, e muitos outros
profissionais ligados ao setor rural lotaram o auditório
para acompanharem as discussões.
O tema que mais tem tirado o sono dos produtores rurais e
empresas do agronegócio foi tratado por dois palestrantes:
* Reserva Legal - Edno Cesar Silveira - Supervisor Regional
do IEF – Uberlândia, que falou sobre a legislação,
possibilidades e os caminhos a serem percorridos para quem
quer continuar na atividade respeitando sempre o meio
ambiente.
* Área de Preservação Permanente - Edmar Antonio de Oliveira
- Sgto. da 9ª Cia. Ind. de MAP, que mostrou quais os crimes
que mais são cometidos na nossa região, as principais
infrações e multas aplicadas, bem como os critérios
utilizados pela fiscalização sobre o tema.
Na oportunidade estiveram presentes representantes dos
Sindicatos de Produtores Rurais de Ituiutaba, Capinópolis e
Santa Vitória.
Segundo Dora Drummond (foto), Presidente da Comissão de Meio
Ambiente da 44ª Subseção da OAB/MG, coordenadora do evento,
o assunto é polêmico e a grande procura pelos advogados da
OAB, e isso despertou o interesse em tirar várias dúvidas
junto a pessoas especializadas, e as orientações ajudaria a
todos aqueles que necessitam de ajustes em suas propriedades
rurais.
Dora destacou ainda que o problema não seja só dos
produtores rurais, mas de empresas, prefeituras, enfim, é de
todos, pois as conseqüências também atingem a todos, e que
temos todos que procurar de fato o desenvolvimento
sustentável.
O evento foi uma realização da 44ª Subseção da OAB, com
apoio do IEF, 9ª Cia. Ind. MAP, e Sindicatos de Produtores
Rurais de Ituiutaba, Capinópolis, Santa Vitória e Gurinhatã,
e contou ainda com o apoio do Jornalista Ricardo Abalém, que
conduziu o Cerimonial.
O Diretor
Tesoureiro do Sindicato Rural de Capinópolis, Hélio Divino
Alves esteve representando a entidade na reunião.
Plantio da cana não compromete atividade agropecuária em
Minas
Minas Gerais é hoje o terceiro maior produtor nacional de
cana-de-açúcar. São 467 mil hectares destinados à atividade
sulcroalcooleira, sendo que a maior parte das novas
plantações ocupa áreas de pastagem. Na safra do ano passado,
64% dos novos canaviais foram cultivados em terras antes
dedicadas à pecuária. Os dados são de um levantamento sobre
o perfil do setor do açúcar em álcool no Brasil, realizado
pela Companhia Nacional de Abastecimento. O estudo indica
ainda que, em Minas, o aumento da produção de cana não
prejudica outras atividades como o cultivo de grãos e a
pecuária bovina. É o que explica o Secretário de Estado de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana.
Cana-de-açúcar já ocupa lugar das pastagens
A cana-de-açúcar já faz parte do cenário no campo mineiro.
No início, ela ocupava as plantações de soja e milho. Agora,
já se estende também por boa parte das pastagens. Em
Capinópolis, as lavouras de cana já representam segundo
lugar em áreas cultivadas no município.
A cena é cada vez mais comum na região: máquinas e
trabalhadores abrindo espaço para a cana-de-açúcar. Foi o
que aconteceu na fazenda Sertãozinho em Capinópolis. O
proprietário Denis Andrade arrendou toda a área que era
ocupada por milho, soja e algodão para uma usina de álcool.
Na cidade, a cana-de-açúcar já é a segunda principal
cultura; ocupa mais de 30% da área cultivada no município.
São 8.300 hectares fora os novos plantios que estão sendo
feitos. E além da agricultura tradicional, a pecuária perdeu
espaço para a nova cultura.
De acordo com um levantamento da Emater, grande parte dos
novos plantios de cana-de-açúcar em Minas Gerais ocupa áreas
de pastagens. Na safra 2007/2008, 64% dos novos canaviais do
estado foram plantados em terras antes dedicadas à pecuária
bovina.
Em Ituiutaba onde a criação de gado sempre dominou, a cana
já ocupa 22 mil hectares. Destes, cerca de sete mil eram
áreas de pastagens até 2007. Para o presidente do Sindicato
Rural, Romes Gouveia Bastos, não existe risco de
monocultura, o que seria prejudicial para a região. Denis,
que arrendou os 70 hectares da fazenda para o plantio de
cana há dois anos, se arrependeu da decisão. MEGAMINAS |