Núcleo se reúne em Veríssimo

Falta de crédito poderá reduzir safra em até 8%

Clima e pragas podem provocar queda de 5% a 8% na safra 2008/2009

Safra 2008/2009 terá queda de 2,5% na produção

Governo vai utilizar instrumentos para garantir comercialização

Núcleo se reúne em Veríssimo

O Núcleo de Sindicatos Rurais do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas se reúne na cidade de Veríssimo neste dia 9/12, marcando a última reunião do ano.

Segundo informações do Presidente do Núcleo, Amauri Rezende Junqueira, a reunião será mais em função de uma avaliação do que foi feito pelo Núcleo ao longo do ano, e traçar algumas metas para 2009, tendo em vista que a safra agrícola já está praticamente plantada e muitos problemas já são enfrentados pelos produtores.

Amauri afirma que o leite e a carne esse ano derrubaram as expectativas do setor, se juntamente a uma crise que dura anos no setor de grãos.

 

 

Falta de crédito poderá reduzir safra em até 8%

A forte queda na produção industrial de adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas reflete a falta de crédito para o setor agrícola e revela que a queda da safra de grãos em 2009 poderá ser superior aos 3,3% previstos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o recuo pode chegar a 8%. O segmento de defensivos agrícolas sofreu redução de 30% e o de adubos, fertilizantes e corretivos para o solo caiu 32%.

O presidente da Comissão de Grãos e Oleaginosas da CNA e da Faeg (Federação da Agricultura de Goiás), José Mário Schreiner, diz que a restrição de financiamento e a volatilidade nos preços das commodities vão levar a uma queda no uso de tecnologia e na área plantada no país. Schreiner explica que 75% do crédito disponível para o setor agrícola vêm da iniciativa privado e "está totalmente travado" desde o agravamento da crise financeira mundial. Diário do Comércio

 

 

Clima e pragas podem provocar queda de 5% a 8% na safra 2008/2009

Com as chuvas ocorridas em Santa Catarina nas últimas semanas, além da seca no Paraná e Rio Grande do Sul e o problema das pragas na região Centro-Oeste, a produção de grãos na safra 2008/2009 deverá ter queda de 5% a 8%, superando os 2,5% anunciados hoje (8/12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa é do presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner. “A projeção da Conab ainda não levou em consideração esses fatores negativos e a vulnerabilidade da produção”, explica. Na sua avaliação, os próximos levantamentos da estatal devem projetar uma retração maior, incorporando as adversidades climáticas que aconteceram na região Sul e outros fatores negativos. “O próprio ministro da Agricultura já admite queda de 5%”, lembra. 

Segundo os dados divulgados hoje pela Conab, o Brasil deverá produzir 140,2 milhões de toneladas. Na safra anterior, a colheita totalizou 143,8 milhões de toneladas. Schreiner frisa ainda que o levantamento da Conab não levou em conta a provável redução da área plantada na safrinha de culturas como o milho, diante dos baixos preços pagos pela saca do grão devido ao excesso de oferta no mercado, além do alto custo de produção e da restrição ao crédito para o plantio deste cereal. Pelo levantamento da Conab, a área plantada de milho safrinha permanecerá em 5,1 milhões de hectares. “Não há dúvida de que ira diminuir, pois o produtor quer rentabilidade e pode reduzir sua área para equilibrar o preço”, sustenta Schreiner. Para ele, “o produtor hoje está analisando toda a conjuntura para saber se é vantajoso ou não produzir o milho safrinha”.


Ainda segundo Schreiner, há 14 milhões de toneladas de milho estocadas, em razão da falta de mecanismos de apoio à comercialização. “Estimávamos exportar dez milhões de toneladas neste ano e só exportamos cinco milhões”, explica. Ele afirma que outras culturas como trigo e sorgo também enfrentam problemas de comercialização. “A falta de apoio para vender a produção leva os produtores a uma situação muito ruim, pois a safrinha representa 25 milhões de toneladas hoje”, enfatiza.    

 

 

Safra 2008/2009 terá queda de 2,5% na produção

A produção brasileira de grãos na safra 2008/2009 deverá totalizar 140,2 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 143,8 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do terceiro levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado hoje (8/12), em Brasília. As maiores retrações estão projetadas para o Nordeste, que deverá colher 11,5 milhões de toneladas, 8,3% a menos do que a safra 2007/2008. Para o Centro-Oeste, há estimativa de redução de 7,1%. Desta forma, a produção cairá de 50,4 milhões de toneladas para 46,8 milhões de toneladas.  

Segundo o estudo da estatal, o algodão em caroço, o algodão em pluma e o milho 1ª safra estão entre as culturas que deverão sofrer as maiores retrações na produção: 20,9%, 20,8% e 7,4%, respectivamente. Para a soja, e queda prevista na produção é de 2%. Em relação à área plantada, a Conab estima crescimento de 0,2%, passando de 47,391 milhões para 47,489 milhões de hectares. O levantamento aponta que a região Centro-Oeste deverá ter uma área 3% menor nesta safra, enquanto a área plantada no Sul terá aumento de 3,2%.

 

 

 

Governo vai utilizar instrumentos para garantir comercialização

“Temos que garantir a comercialização desta safra e a da seguinte. Para isso, vamos utilizar os instrumentos atuais, como a formação de estoques. Se precisarmos alterar medidas relacionadas à política agrícola, vamos agir. É importante que o agricultor acredite na próxima safra.” A declaração é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ao anunciar, nesta segunda-feira (8/12), em Brasília, 3º Levantamento da Safra de Grãos 2008/2009 e a 4ª Estimativa de Café para 2008. 

Em relação à cultura do arroz, o ministro enfatizou que a produtividade deverá ser mantida e que existe um milhão de toneladas em estoque, o que é suficiente para abastecer o mercado interno e continuar assegurando preços remuneratórios para o produtor. No caso do feijão, a produção deve ter aumento de 20% e o preço da saca está em torno de R$ 110. “O ideal seria reduzir para até 90 reais, o que ainda é remuneratório para o produtor”, explicou.

Stephanes ressaltou, ainda, que o crescimento agrícola alcança, em média, 4,6% ao ano. Destes, 3,5% está relacionado à produtividade. “Vale destacar que, em 2007, alcançamos 9%, o que é um resultado extraordinário e o consumo da produção agrícola é de 2% ao ano”, acrescentou.

O último levantamento da safra do café, realizado neste ano pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta colheita de 46 milhões de sacas de 60 quilos. O resultado é 27,5% superior à safra passada, de 36 milhões de sacas.

De acordo com o diretor do Departamento do Café, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Lucas Tadeu Ferreira, o foco da cafeicultura é a geração de renda, principalmente do pequeno agricultor. “Para isso, temos o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) que, neste ano, tem previsto no orçamento R$ 2,5 bilhões. Destes, R$ 2 bilhões já foram repassados para apoiar todo o setor. A previsão para 2009 é de aumentar esses investimentos em 20%.