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Núcleo se
reúne em Veríssimo
O Núcleo de
Sindicatos Rurais do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
se reúne na cidade de Veríssimo neste dia 9/12, marcando a última
reunião do ano.
Segundo
informações do Presidente do Núcleo, Amauri Rezende Junqueira, a
reunião será mais em função de uma avaliação do que foi feito pelo
Núcleo ao longo do ano, e traçar algumas metas para 2009, tendo em
vista que a safra agrícola já está praticamente plantada e muitos
problemas já são enfrentados pelos produtores.
Amauri afirma
que o leite e a carne esse ano derrubaram as expectativas do setor,
se juntamente a uma crise que dura anos no setor de grãos.
Falta de crédito poderá reduzir safra em até 8%
A forte queda na produção industrial de adubos,
fertilizantes e defensivos agrícolas reflete a falta de crédito para
o setor agrícola e revela que a queda da safra de grãos em 2009
poderá ser superior aos 3,3% previstos pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a CNA
(Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o recuo pode
chegar a 8%. O segmento de defensivos agrícolas sofreu redução de
30% e o de adubos, fertilizantes e corretivos para o solo caiu 32%.
O presidente da Comissão de Grãos e Oleaginosas
da CNA e da Faeg (Federação da Agricultura de Goiás), José Mário
Schreiner, diz que a restrição de financiamento e a volatilidade nos
preços das commodities vão levar a uma queda no uso de tecnologia e
na área plantada no país. Schreiner explica que 75% do crédito
disponível para o setor agrícola vêm da iniciativa privado e "está
totalmente travado" desde o agravamento da crise financeira mundial.
Diário do Comércio
Clima e pragas podem provocar
queda de 5% a 8% na safra 2008/2009
Com as chuvas ocorridas em Santa
Catarina nas últimas semanas, além da seca no Paraná e Rio Grande do
Sul e o problema das pragas na região Centro-Oeste, a produção de
grãos na safra 2008/2009 deverá ter queda de 5% a 8%, superando os
2,5% anunciados hoje (8/12) pela Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab). A estimativa é do presidente da Comissão Nacional de
Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner. “A projeção da Conab
ainda não levou em consideração esses fatores negativos e a
vulnerabilidade da produção”, explica. Na sua avaliação, os próximos
levantamentos da estatal devem projetar uma retração maior,
incorporando as adversidades climáticas que aconteceram na região
Sul e outros fatores negativos. “O próprio ministro da Agricultura
já admite queda de 5%”, lembra.
Segundo os dados divulgados hoje
pela Conab, o Brasil deverá produzir 140,2 milhões de toneladas. Na
safra anterior, a colheita totalizou 143,8 milhões de toneladas.
Schreiner frisa ainda que o levantamento da Conab não levou em conta
a provável redução da área plantada na safrinha de culturas como o
milho, diante dos baixos preços pagos pela saca do grão devido ao
excesso de oferta no mercado, além do alto custo de produção e da
restrição ao crédito para o plantio deste cereal. Pelo levantamento
da Conab, a área plantada de milho safrinha permanecerá em 5,1
milhões de hectares. “Não há dúvida de que ira diminuir, pois o
produtor quer rentabilidade e pode reduzir sua área para equilibrar
o preço”, sustenta Schreiner. Para ele, “o produtor hoje está
analisando toda a conjuntura para saber se é vantajoso ou não
produzir o milho safrinha”.
Ainda segundo Schreiner, há 14 milhões de toneladas de milho
estocadas, em razão da falta de mecanismos de apoio à
comercialização. “Estimávamos exportar dez milhões de toneladas
neste ano e só exportamos cinco milhões”, explica. Ele afirma que
outras culturas como trigo e sorgo também enfrentam problemas de
comercialização. “A falta de apoio para vender a produção leva os
produtores a uma situação muito ruim, pois a safrinha representa 25
milhões de toneladas hoje”, enfatiza.
Safra 2008/2009 terá queda de 2,5%
na produção
A produção brasileira de grãos
na safra 2008/2009 deverá totalizar 140,2 milhões de toneladas,
queda de 2,5% em relação à safra anterior, quando foram colhidas
143,8 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do terceiro
levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab), divulgado hoje (8/12), em Brasília. As maiores retrações
estão projetadas para o Nordeste, que deverá colher 11,5 milhões de
toneladas, 8,3% a menos do que a safra 2007/2008. Para o
Centro-Oeste, há estimativa de redução de 7,1%. Desta forma, a
produção cairá de 50,4 milhões de toneladas para 46,8 milhões de
toneladas.
Segundo o estudo da estatal, o
algodão em caroço, o algodão em pluma e o milho 1ª safra estão entre
as culturas que deverão sofrer as maiores retrações na produção:
20,9%, 20,8% e 7,4%, respectivamente. Para a soja, e queda prevista
na produção é de 2%. Em relação à área plantada, a Conab estima
crescimento de 0,2%, passando de 47,391 milhões para 47,489 milhões
de hectares. O levantamento aponta que a região Centro-Oeste deverá
ter uma área 3% menor nesta safra, enquanto a área plantada no Sul
terá aumento de 3,2%.
Governo vai utilizar instrumentos
para garantir comercialização
“Temos que garantir a
comercialização desta safra e a da seguinte. Para isso, vamos
utilizar os instrumentos atuais, como a formação de estoques. Se
precisarmos alterar medidas relacionadas à política agrícola, vamos
agir. É importante que o agricultor acredite na próxima safra.” A
declaração é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ao
anunciar, nesta segunda-feira (8/12), em Brasília, 3º Levantamento
da Safra de Grãos 2008/2009 e a 4ª Estimativa de Café para 2008.
Em relação à cultura do arroz, o
ministro enfatizou que a produtividade deverá ser mantida e que
existe um milhão de toneladas em estoque, o que é suficiente para
abastecer o mercado interno e continuar assegurando preços
remuneratórios para o produtor. No caso do feijão, a produção deve
ter aumento de 20% e o preço da saca está em torno de R$ 110. “O
ideal seria reduzir para até 90 reais, o que ainda é remuneratório
para o produtor”, explicou.
Stephanes ressaltou, ainda, que o
crescimento agrícola alcança, em média, 4,6% ao ano. Destes, 3,5%
está relacionado à produtividade. “Vale destacar que, em 2007,
alcançamos 9%, o que é um resultado extraordinário e o consumo da
produção agrícola é de 2% ao ano”, acrescentou.
O último levantamento da safra do
café, realizado neste ano pela Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab), aponta colheita de 46 milhões de sacas de 60 quilos. O
resultado é 27,5% superior à safra passada, de 36 milhões de sacas.
De acordo com o diretor do
Departamento do Café, do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), Lucas Tadeu Ferreira, o foco da cafeicultura é
a geração de renda, principalmente do pequeno agricultor. “Para
isso, temos o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) que,
neste ano, tem previsto no orçamento R$ 2,5 bilhões. Destes, R$ 2
bilhões já foram repassados para apoiar todo o setor. A previsão
para 2009 é de aumentar esses investimentos em 20%. |