Plano avança, mas não atende pontos estratégicos

Governo prorroga dívidas do Crédito Rural

FAEMG comemora Dia do Produtor com Medalha do Mérito Rural

Produtor aprende a sair dos barracões e ganharem dinheiro na BM&F

Uberlândia recebe segundo Módulo do Novas Lideranças

Plano avança, mas não atende pontos estratégicos

 

O governo federal anunciou esta semana o Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009. De um modo geral, o Plano avançou em relação ao ano passado, porém ainda se mostra insuficiente para atender as reais necessidades do setor. De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) José Mário Schreiner o Plano Agrícola e Pecuário continua sendo um ato isolado do Governo.

 

Ainda não é tratado como parte de uma Política Agrícola de médio e longo prazo que seja capaz de garantir o crescimento sustentável da atividade rural brasileira. Esse tratamento preocupa o setor de produção de alimentos. “Com o Plano Agrícola o cenário da próxima já está sendo traçado. Os preços do arroz, feijão, carne, milho no próximo ano estão sendo ditados pelas regras que o governo anunciou hoje. Essas regras podem não atender a demanda de produção do setor e obrigá-lo a optar por investir em determinada cultura que talvez não seja a realmente necessária ao País.

 

Schreiner explica que o plano avançou em pontos como: a redução da taxa de juros para agricultura familiar, a criação de linhas de crédito para financiar a recuperação de áreas degradadas e a criação de uma linha especial para o Feijão com a garantia de comercialização por parte do Governo. Mas não evoluiu no estabelecimento de preços mínimos de produtos fundamentais na cesta básica do brasileiro e não contemplou o problema do aumento dos preços de adubos e fertilizantes.

 

A Gerência Técnica e Econômica da Faeg realizou um estudo detalhado dos pontos em que o Plano Agrícola e Pecuário avançou e daqueles em que não evolui. Confira:

 

De modo em geral o Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 teve alguns avanços em relação ao Plano Agrícola 2007/2008, porém ainda insuficientes para atender as reais necessidades do setor. O Plano Agrícola e Pecuário continua sendo um ato isolado do Governo, não fazendo parte de uma Política Agrícola de médio e longo prazo, capaz de garantir o crescimento sustentável da atividade rural brasileira. Alguns novos pontos foram apresentados pelo Ministro, Reinhold Stephanes em relação ao último Plano Agrícola:

 

1) Redução da taxa de juros para 2% ao ano para a Agricultura Familiar.

 

Posição FAEG: Extremamente importante reduzir juros para o setor produtivo, fato contribui para reduzir os custos financeiros da atividade, estimulando a produção. No entanto, achamos que a redução dos juros deveria ser estendido também para a agricultura comercial e não somente para a agricultura familiar.

 

2) Criação de uma linha de crédito específica do BNDES para financiar áreas degradadas e recuperação de pastagens no valor de R$ 1 bilhão a taxa de juros negativas.

 

Posição FAEG: Extremamente importante, uma vez propicia ao produtor a aumentar os seus índices de produtividade sem inserir novas áreas ao processo produtivo. Esperamos que realmente o produtor possa ter acesso aos recursos, sem burocracia e com taxas e prazos condizentes com a finalidade a que se propõe.

 

3) Eliminação da taxa flat de 4% que incide sobre os financiamentos do Programa Moderfrota.

 

Posição FAEG: Representa um avanço em relação aos Planos Anteriores. Esperamos que a eliminação desta taxa possa, na prática, promover a redução dos custos dos investimentos e consequentemente dos custos de produção para a safra que se inicia.

 

4) Linha especial para o Feijão com a garantia de comercialização por parte do Governo.

 

Posição FAEG: Ampliar os recursos para a atividade produtiva rural é extremamente importante, uma vez que o agronegócio no Brasil representa mais de 30% do PIB. No entanto, o Governo deveria priorizar não somente a cultura do feijão, mas todas as demais culturas que fazem parte da economia agropecuária brasileira.

 

 

 

Principais medidas do Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009:

 

Crédito Rural

 

Disponibilização de R$ 65 bilhões para a agricultura empresarial. 12,1% maior do que no Plano Safra 2007/2008.

 

Posição FAEG: Avanço em relação ao plano anterior, porém aquém das necessidades do setor para se plantar a safra que se inicia que é de R$ 110 bilhões.

 

 

 

Custeio e Comercialização

 

Disponibilidade de R$ 55 bilhões, 12% maior do que o previsto para a safra anterior. Destes, R$ 45,4 bilhões serão ofertados com juros eqüalizados (6,75% ao ano), valor 20% superior ao destinado na safra anterior.

 

Posição FAEG: Os recursos continuam aquém dos necessários para o setor, bem como boa parte dos recursos a juros livres, aumentando os custos para o produtor.

 

 

 

Investimento

 

Disponibilidade de R$ 1,1 bilhão a mais, totalizando R$ 10 bilhões. R$ 6,5 bilhões do BNDES e R$ 3,5 bilhões dos Fundos Constitucionais.

 

Posição FAEG: É extremamente Importante a ampliação de recursos e a redução dos juros dos financiamentos. Particularmente para o Estado de Goiás, como a principal linha de financiamento de investimentos com juros mais compatíveis com a atividade está relacionada ao Fundo Constitucional do Centro-Oeste - FCO, este poderia ter ampliados os seus recursos.

 

 

 

Apoio à comercialização

 

Estão previstos apenas 3,8 bilhões, sendo 2,3 bilhões para a aquisição de produtos e R$ 1,5 bilhão para a equalização de preços.

 

Posição FAEG: Segundo o próprio governo, tais recursos têm como objetivo os leilões de compra e venda para garantir aos produtores a comercialização de suas safras em 2009 a preços compatíveis com os custos, assegurando melhor renda. No entanto, os reajustes dos preços mínimos, para a maior parte dos produtos agrícolas, foram inferiores ao aumento médio dos custos de produção, que em média ficaram de 30% à 40% (dependendo do produto) maior que a safra anterior. Além do mais, recursos de R$ 1,5 bilhão para equalização de preços estão muito aquém das necessidades do setor.

 

 

 

Preços mínimos

 

Preços mínimos foram reajustados em relação à safra 2007/2008. Reajustes médios de 17% em relação à safra anterior.

 

Posição FAEG: Basicamente só fora mencionado dos produtos básicos (arroz e feijão) e milho, onde os reajustes ficaram inferiores ao aumento médio dos custos de produção do período. O do milho, por exemplo, o governo aumentou o preço mínimo de R$ 14 para R$ 16,50, inferior aos R$ 20 que se refere ao custo de produção da cultura. Portanto, a correção da PGPM deveria ser de acordo com os custos de produção.

 

 

 

Seguro Rural

 

O Ministro anunciou a criação do fundo de catástrofe, que deverá ter efeito somente a partir da safra 2009/2010. Ainda serão utilizado os instrumentos convencionais de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural, com um orçamento de R$ 160 milhões de reais.

 

Posição FAEG: Passo importante para reduzir os riscos das intempéries climáticas que atingem todos os anos os produtores. A lei que cria o fundo foi aprovada, agora é importante que se regulamente a Lei para que o Fundo passe a vigorar o quanto antes para dar suporte ao setor produtivo primário.

 

 

 

Pontos não contemplados

 

1) Os constantes aumentos dos fertilizantes, que praticamente triplicaram nos últimos 12 meses. O governo disse que está mobilizando todas as suas instituições e núcleos de inteligência para até o final do ano apresentar uma proposta, para que o Brasil, nos próximos 5 a 10 anos possa ser auto-sustentável na produção de fertilizantes. No entanto, medidas de curto prazo já apresentadas pelas representações de classe dos produtores rurais, para pelo menos se não anular, mas minimizar os aumentos nos preços dos principais insumos utilizados na produção. Medidas tais como redução da carga tributária; desembaraço portuário, e outras medidas que a curto prazo podem reduzir os custos desses insumos aos produtores;

 

2) Antecipação dos leilões de apoio à comercialização, para dar maior tranqüilidade aos produtores;

 

3) Promover a redução gradual da taxa de juros para a agricultura empresarial, da mesma forma como se tem feito com a agricultura familiar.

 

 

 

O Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 não foi o que desejamos e nem o que realmente necessitamos. Teve alguns avanços em relação ao plano anterior. Sabemos das dificuldades existentes e que nem todas são passíveis de resolução em curto prazo. No entanto, algumas medidas são fundamentais para que o setor produtivo rural possa ampliar a produção, reduzir o impacto do custo para o produtor, garantir o abastecimento interno e aumentar a participação do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Portanto, o Governo poderia ter sido mais sensível com algumas medidas apresentadas pelo setor.  Fonte: FAEG

 

 

 

 

 

 

Governo prorroga dívidas do Crédito Rural

 

O governo federal autorizou novos prazos de vencimento de dívidas rurais. As parcelas de operações da Securitização I e II, Pesa (Programa Especial de Saneamento de Ativos), Recoop (Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária) e Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Dação em Pagamento), que venciam no dia 01/07/08, tiveram o prazo de pagamento prorrogado para 1º de outubro de 2008.

 

O Conselho Monetário Nacional prorrogou para 15 de agosto o prazo de pagamento da parcela de custeio agrícola das safras 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006. Estas dívidas estavam vencendo entre abril e junho deste ano e deveriam ser pagas hoje. São débitos da agricultura empresarial, Proger (Programa de Geração de Emprego e Renda), Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e do FAT Giro Rural.

 

 

 

 

 

FAEMG comemora Dia do Produtor com Medalha do Mérito Rural

 

Será comemorado neste ano, pela primeira vez, o Dia do Produtor Rural Mineiro. A data – 7 de julho – dia também do aniversário da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), foi instituída pela Assembléia Legislativa. Este também foi o dia escolhido para a solenidade de entrega da Medalha do Mérito Rural, comenda criada pela FAEMG para homenagear pessoas e instituições que tenham realizado relevantes trabalhos em prol do setor rural. O evento será no auditório da CDL-BH (Câmara de Dirigentes Lojistas), às 20:00. A grande homenageada será a senadora Kátia Abreu.

 

Criada em 2007, a condecoração é dividida em dois graus: Grande Medalha, dedicada a quem tenha prestado excepcionais benefícios ao setor, e Medalha do Mérito, para as categorias Produtor Rural, Sindicato, Política e Técnico-Científica. A escolha dos 17 agraciados foi feita pelo Conselho da Medalha, formado pelo presidente da FAEMG, Roberto Simões; os diretores Marcos de Abreu e Silva e João Roberto Puliti; o superintendente do SENAR MINAS, Antônio do Carmo Neves; e pelos presidentes dos Sindicatos de Campo Belo, Denise Cássia Garcia; Sete Lagoas, Jadir Maurício Lanza Rabelo; e Taquaraçu de Minas, Paulo Afonso de Oliveira.

 

Agraciados

 

Grande Medalha: Senadora Kátia Abreu

 

Categoria Produtor Rural:

Acrísio Luciano Rocha (produtor de grãos e hortaliças – Conselheiro Lafaiete)

Afrânio de Avelar Marques Ferreira (agropecuarista – Sete Lagoas)

Antônio Coelho de Mello Lemos (agropecuarista – Cássia)

Joaquim Campos Cabral (pecuarista – Itambacuri)

Jorge Brandão Simões (produtor de leite – Serro)

Luiz Gava (horticultor – Barbacena)

Paulo Ferolla da Silva (agropecuarista – Uberlândia)

Sebastião Nunes (pecuarista – Patrocínio)

Takasuke Esaki (horticultor – Jaboticatubas)

 

Categoria Sindicato: Campanha – Governador Valadares – Montes Claros – Pará de Minas – Sacramento

 

Categoria Política: Deputado federal Marcos Montes

 

Categoria Técnico-Científica: Armando Leal do Norte

 

 

 

 

 

Produtor aprende a sair dos barracões e ganharem dinheiro na BM&F

 

 

Gestão com Qualidade no Campo, Novas Lideranças, Campo Futuro, dentre tantos outros cursos oferecidos pelo Senar, são alguns dos exemplos que levam o produtor ao novo caminho a ser seguido no mercado atual, onde não há espaço para o amadorismo.

 

Essa mudança de atitude pode oferecer novas oportunidades aos produtores, começando da porteira para dentro, ampliando as condições de um melhor negócio da porteira pra fora.

 

Esse é o principal objetivo do Sistema CNA-FAEMG-SENAR, que tem mostrado ao produtor rural como administrar profissionalmente o setor. A análise é do Presidente da FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, Roberto Simões, que conclamou aos produtores para participarem dos inúmeros cursos e treinamentos oferecidos durante o ano.

 

Nos cursos, até mesmo consultoria na propriedade tem sido feito junto com os alunos, mostrando que a realidade do mercado globalizado não é a mesma vivida em algumas áreas rurais.

 

Um dos treinamentos que revela essa necessidade de mudança é o curso para “Trabalhadores na Administração de Propriedades em Regime Familiar”, que mostra uma nova visão da Família no campo, sem a necessidade de migração para áreas urbanas, tirando proveito de tudo que a terra oferece, onde o desperdício dá lugar à melhoria na renda familiar e uma melhor qualidade de vida.

 

O Presidente do Sindicato Rural de Prata, Amauri Rezende Junqueira falou da importância desse trabalho do Senar, que tem capacitado mão-de-obra em todas as áreas, melhorando a produtividade nas propriedades rurais.

 

Para Rivaldo Machado Borges, Presidente do Sindicato Rural de Prata o Senar tem dado ao produtor as ferramentas necessárias para que ele possa ter rendimento satisfatório em sua propriedade.

 

Um dos exemplos citados pelos Presidentes de Sindicatos é o “Campo Futuro”, que foi realizado em Uberlândia (02 a 06/06/08) e Uberaba (16 a 20/06), e agora chega a Unaí (30/06 a 04/07).

 

Segundo o Instrutor responsável pelo Curso, Daniel Couto, o “Campo Futuro” tem o foco em gestão de riscos, BM&F, onde os produtores aprendem gerenciamento de riscos, travamento de preço (hedge), mercado de opções (calls e puts).

 

Nesse curso, o agronegócio é tratado muito além de um simples cálculo de custos e diminuição de despesas, ele ensina os produtores a conhecerem o mercado futuro, e os mecanismos da BM&F – Bolsa Mercantil e Futuro.

 

Quando o preço da soja aumenta, o suco de laranja ganha novos valores, e o produtor depara no efeito que a Bolsa de Chicago faz com o Brasil, ele indaga o por que, e quando ele conhece os mecanismos de negociações em contratos futuros, em Bolsas, ele para a ter melhores chances de efetuar bons negócios.

 

A necessidade de conhecer essa forma de negociação surgiu com a implantação da plataforma eletrônica de negociação de derivativos (Global Trading System, ou GTS) da BM&F foi introduzida em 2000.

 

Os clientes que desejam negociar mini-contratos futuros de dólar, Ibovespa, boi gordo e café podem acessar o WebTrading por meio de internet e inserir, diretamente no sistema, ofertas de compra e de venda para os referidos contratos. As ofertas acolhidas pelo WebTrading são automaticamente inseridas no GTS, onde ocorre o fechamento (matching) dos negócios.

 

A BM&F também possui sistema eletrônico de negociação, o Sisbex, especialmente adaptado para a realização de operações com títulos públicos federais, com destaque para operações definitivas de compra e de venda, operações compromissadas e operações de empréstimo de títulos.

 

 

 

 

 

Uberlândia recebe segundo Módulo do Novas Lideranças

 

Acontece nestes dias 2 e 3 de julho em Uberlândia o 2º Módulo do “Curso de Formação de Novas Lideranças”, num Programa desenvolvido pelo Sistema FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais e SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

 

O curso é dividido em módulos, cujo primeiro aconteceu entre 18 e 20 de junho, e será encerrado com o último módulo em agosto.

 

Nos Módulos são levados aos alunos temas de suma importância para a adaptação dos novos líderes às constantes mudanças do mercado e da política, como: O Mundo Contemporâneo do Agronegócio; Estado e Sociedade; Grandes Desafios do Agronegócio; Comunicação e Liderança.

 

O curso é voltado para pessoas integradas ao meio rural, sendo produtor rural ou filho de produtor rural, ter o 2º grau completo e idade preferencial entre 25 e 45 anos, podendo ser também dirigente do sindicato.