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Paulo Henrique alerta produtores rurais

A safra agrícola 2008/2009 vem com a expectativa de recordes de
produção, preços compatíveis com a necessidade do produtor rural, e
muita ansiedade por parte de quem vai plantar.
Essa pelo menos é a teoria do início de mais um ciclo do
agronegócio, que preocupa as lideranças do setor.
O Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Capinópolis,
Paulo Henrique Fontoura em reunião na cidade de Uberlândia fez um
alerta aos produtores rurais mineiros para que tenham cuidado com as
negociações que já estão acontecendo com vistas à safra agrícola
2008/2009.
Para Ele já tem produtor rural empolgado com os preços agrícolas e
com a alta produtividade, e fechando negócios em troca de insumos e
com venda antecipada.
Para Paulo Henrique é hora de cautela e muitas contas, pois corremos
o risco de no próximo ano estar mais uma vez mobilizando para salvar
o produtor, alerta.
O custo de produção é altíssimo e muitos contratos são fechados em
cima deste custo, e se no próximo ano tivermos uma queda de preço, o
produtor é quem vai pagar a conta, e pode ser outra quebradeira do
setor.
Quanto a Medida Provisória assinada pelo Presidente Lula, irá salvar
cerca de 70% dos produtores, contudo, a maior parte desses já não
está mais na atividade, e na verdade se fizer um apanhado detalhado,
o País verá que apenas 15% dos produtores na atividade estarão sendo
beneficiados com a MP, concluiu Paulo Henrique.
O assunto foi levado em pauta durante reunião do Núcleo dos
Sindicatos de Produtores Rurais do Triângulo, Alto Paranaíba e
Noroeste de Minas.
União Européia habilita mais 33 propriedades para exportar carne
bovina in natura
A União Européia (UE) habilitou oficialmente, nesta sexta-feira
(25/7), mais 33 Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras).
A partir de hoje, 123 propriedades de cinco estados brasileiros
estão aptas a fornecer animais para frigoríficos exportadores de
carne bovina in natura ao bloco europeu. O aumento do fluxo
comercial com a UE é resultado das auditorias realizadas pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e
serviços estaduais de Defesa Agropecuária no sistema de certificação
dessas propriedades rurais.
Minas Gerais é o estado que teve mais Eras incluídos na lista Traces
do Serviço de Alimentação e Veterinária da União Européia (FVO) - o
estado saltou de 65 para 80. Mato Grosso, de sete, subiu para 12,
enquanto o Rio Grande do Sul passou de 10 para 13. O Espírito Santo
completa a relação, de duas plantas para cinco.
Produtores querem Política Geral de Preços Mínimos
As dificuldades enfrentadas pelos produtores independentes de
cana-de-açúcar, que estão recebendo preços até 50% inferiores aos
custos de produção, reforçam a urgência de inclusão deste produto na
Política Geral de Preços Mínimos (PGPM). O mecanismo garantiria uma
rentabilidade mínima ao setor canavieiro a partir de instrumentos
como o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), que é uma
subvenção econômica dada ao produtor rural ou cooperativa que vender
seu produto pela diferença entre o valor de referência definido pelo
Governo e o do Prêmio arrematado em leilão. O Pepro é acionado
quando o preço comercializado nos leilões fica abaixo do preço de
referência.
No Nordeste, os custos totais da lavoura são 22% superiores aos
custos dos produtores da região Centro-Sul, enquanto os custos
operacionais chegam a ser 30% maiores. Este quadro é atribuído se
deve ao grande numero de empregados utilizados em todas as fases da
lavoura de cana no Nordeste. Do plantio até a colheita, os gastos
com mão-de-obra são quase o dobro das despesas dos produtores de
cana da região Centro-Sul. A estimativa para a safra 2008/2009 é de
que os preços tenham acréscimo de apenas R$ 0,50 na comparação com a
safra anterior. Em São Paulo, que responde por 60% da produção
nacional, os preços pagos aos produtores devem subir R$ 0,12 na
próxima safra. No entanto, os custos de produção devem ter alta de
15%, por causa principalmente da elevação dos fertilizantes.
Dia do Agricultor: hora de reconhecer quem produz alimentos e
abastece o País
No último sábado (26/7), foi comemorado o Dia do Agricultor. Apesar
dos problemas que o agricultor tem enfrentado, como alta dos insumos
e dificuldades de acesso ao crédito rural, o 1º Vice-Presidente da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato
Simplício, acredita há motivos para celebrar a data porque os
agricultores têm papel importante na sociedade como produtores de
alimentos e de biocombustíveis. Para ele, o dia é uma oportunidade
para exigir do Governo medidas que proporcionem condições
necessárias para que o agricultor exerça sua atividade com mais
tranqüilidade. “Os produtores rurais têm problemas de toda natureza,
mas a sociedade não se alimentaria sem eles e precisa ter
consciência disso”, enfatiza.
Para dar mais segurança à atividade rural, Renato Simplício defende
medidas para conter a alta dos insumos, principalmente dos
fertilizantes. Ele enfatiza que, no curto prazo, é necessária a
eliminação da cobrança de 25% do Adicional de Frete para Renovação
da Marinha Mercante (AFRMM), incidida sobre as mercadorias
importadas. O Brasil importa mais da metade das matérias-primas
usadas na fabricação de insumos. O 1º Vice-Presidente da CNA frisa
ainda a exploração de jazidas de substâncias que compõem os
fertilizantes, como nitrogenados, fósforo e potássio. “Com a demanda
mundial por alimentos crescendo, aumenta a demanda por
fertilizantes. Se não forem tomadas providências, teremos problemas
sérios”, alerta.
Simplício também reivindica mais facilidade de acesso ao crédito
para custeio e comercialização da safra, com taxas de juros e prazos
compatíveis com a atividade. Quanto à questão climática, ele avalia
que a implantação de um seguro rural seria a medida mais adequada
para assegurar rentabilidade ao produtor diante de prejuízos na
safra. “Os problemas climáticos independem das pessoas. Não temos
como evitar”, enfatiza. O 1º Vice-Presidente da CNA também é a favor
da criação de um mecanismo que assegure a comercialização dos
produtos que saem de “dentro da porteira da fazenda”. Também é a
favor de outros mecanismos de renda mínima, diante da oscilação de
preços dos produtos em razão do comportamento do mercado. Ele também
aconselha os produtores a se mobilizarem junto às entidades de
classe para cobrar providências para reduzir os riscos da atividade
rural.
Fracasso da Rodada pode servir de combustível para alta dos preços
dos alimentos
A falta de ofertas consistentes na área agrícola dificulta cada vez
mais a consolidação de um acordo na Rodada Doha da OMC (Organização
Mundial do Comércio). Para o presidente da Comissão Nacional de
Comércio Exterior da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil), Gilman Viana Rodrigues, o cenário observado nas negociações
aponta para mais um adiamento de uma decisão que resulte na abertura
do comércio mundial. Para ele, uma análise técnica do assunto mostra
que é difícil sair um acordo. “Gostaria que houvesse um acordo
justo, mas o que tem sido oferecido é modesto”, afirma Viana.
Segundo ele, apenas quem aplica subsídios e altas tarifas agrícolas
continuará ganhando se os encontros entre os ministros, reunidos
desde segunda-feira em Genebra, na Suíça, não tiverem um desfecho.
No caso dos produtos agrícolas, ele avalia que um novo fracasso nas
discussões sobre maior flexibilidade de acesso a mercados “servirá
como combustível para uma alta no preço dos alimentos”.
Segundo Gilman Viana, a liberalização do comércio seria uma
oportunidade para abastecer o mercado mundial de produtos agrícolas
em um momento de alta de demanda e queda de oferta. “Esta restrição
ao comércio será revertida apenas quando realmente houver um
desequilíbrio no abastecimento. Quem tiver, receberá mais”, afirma.
No caso brasileiro, enfatizou que o país é um dos que mais perdem,
pois o acesso a novos mercados é fundamental para o Brasil aumentar
a quantidade de parceiros comerciais. No entanto, pondera que as
contrapartidas oferecidas por países desenvolvidos para abertura do
setor industrial brasileiro, em troca da redução de subsídios, “é o
mesmo que não querer fazer acordo”. O presidente da Comissão de
Comércio Exterior da CNA justifica que o agronegócio tem obtido
saldos positivos superiores aos demais setores da balança comercial
total do país. “Se tirarmos o agronegócio da balança, haverá
déficit. A liberação do setor agravaria este déficit”, argumenta.
Gilman Viana diz, ainda, que a abertura de novos mercados
disciplinaria o uso de subsídios. Ele explica que, em um período de
preços baixos, um provável acordo agrícola, ainda que longe do
ideal, seria extremamente necessário para pressionar países ricos a
não utilizar subsídios e continuar distorcendo o mercado. Em momento
de quedas de preços, os países tendem a aumentar os gastos com
subsídios e subir proteções tarifárias, para proteger a renda de
seus agricultores. Segundo o representante da CNA, um acordo
agrícola funcionaria como um seguro contra um futuro período de
preços baixos. Para ele, apenas a adoção de tetos de subsídios por
produto, oferecida pelos Estados Unidos, foi um ponto elogiado pelo
setor agrícola, pois evitaria que os recursos não destinados
integralmente a uma atividade fossem destinados a outra cultura,
evitando a concorrência desleal. Os produtos brasileiros que
poderiam ser favorecidos com a medida seriam algodão, milho e soja.
Estação de chuvas deve ser boa em todo o Brasil
As condições necessárias que caracterizam o fenômeno La Niña estão
quase totalmente desaparecendo no Oceano Pacífico Equatorial, sendo
que somente próximo à sua parte central (linha imaginária do
Equador) a temperatura da superfície do oceano ainda se encontra
discretamente abaixo da média. Para se identificar qual o momento a
partir do qual ocorre o início ou o fim de um episódio El Niño ou La
Niña, foi associado à ocorrência desses fenômenos um índice
conhecido como IOS (Índice de Oscilação Sul). Logo, El Niño e
Oscilação Sul participam do fenômeno ENOS.
O episódio La Niña, que teve início em agosto de 2007, pode ter seu
final considerado entre o final de maio e o início de junho de 2008,
podendo, a partir de então, as condições serem consideradas
"neutras". No Brasil, com o final antecipado do La Niña e a previsão
de condições neutras, pode-se esperar que o "período das águas"
ocorra dentro da normalidade e em condições normais de volume de
chuvas, propiciando, assim, o plantio no momento certo e assegurando
uma estabilidade inicial para a safra 2008/2009 em grande parte da
região Sudeste.
Diário do Comércio
Frigoríficos estão em alerta
A onda de demissões em frigoríficos do Mato Grosso do Sul, em função
dos altos preços do boi gordo no mercado, não deve chegar a Minas
Gerais. Esta é a avaliação do presidente do Sinduscarne-MG
(Sindicato das Indústrias de Carne de Minas Gerais), Eurípedes José
da Silva, ressaltando que é pouco provável que uma medida radical
dessas ocorra na Estado, uma vez que no mercado mineiro a arroba de
carne bovina é comercializada com os preços mais baixos do país. Ele
informa que estados como São Paulo e Rio de Janeiro estão comprando
carne em Minas devido aos preços atrativos.
No Estado, em municípios como Governador Valadares e Montes Claros,
além da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a arroba do boi
gordo está sendo comercializada entre R$ 80,00 e R$ 85,00. Mesmo com
os frigoríficos mineiros também passando por dificuldades, o
dirigente acredita que será possível manter os postos de trabalho
até o mês de dezembro, quando o período de safra é reforçado. "Nosso
maior problema é conseguir segurar até o final do ano. Caso isso
seja possível, é provável que grandes demissões não venham a ocorrer
no Estado", projeta.
Diário do Comércio |