Stephanes prevê novo choque de preços

Obama diz que quer trabalhar com Brasil por energia limpa

Soja: vazio contém a ferrugem em Minas

Bancos garantem ao Governo que produtores já podem renegociar dívidas

Parlamentares querem acelerar votação da MP do endividamento

Asbraer propõe parceria ao Ministério da Agricultura

Inscrições para a 20ª Semana da Família Rural em Uberlândia continuam abertas

 

Stephanes prevê novo choque de preços

 

O preço dos alimentos não deve baixar no curto prazo. A expectativa é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que prevê que, a partir de 2010, um novo choque de preços poderá penalizar mais a economia mundial. Para ele, apenas uma política de aumento de produção pode atenuar uma nova onda inflacionária. O ministro defende a mudança de regras para obrigar que as empresas do setor de adubos e fertilizantes ampliem a oferta e reduzam a dependência externa do país. Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

 

 

Obama diz que quer trabalhar com Brasil por energia limpa

 

O senador Barack Obama, candidato democrata à Casa Branca, deu importantes pistas de como seria a relação de seu governo com a América Latina. Em entrevista publicada ontem pelo jornal chileno El Mercurio, sem citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Obama afirmou que gostaria de se unir ao Brasil na busca de energias alternativas. Obama já declarou várias vezes que é contra a redução da tarifa de importação do etanol brasileiro.

 

Analistas dizem que a posição do senador dificilmente mudará em razão de dois de seus redutos eleitorais, os estados de Illinois e Iowa, liderarem a produção de milho, matéria-prima do etanol americano. "Aqueles que defendem a substituição da produção americana de biocombustíveis pelas exportações de álcool do Brasil podem até estar com boas intenções, mas não entendem o desafio que temos para obter uma segurança energética de longo prazo", disse o democrata em março. Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

 

 

Soja: vazio contém a ferrugem em Minas

 

O processo de fiscalização do vazio sanitário da soja em Minas Gerais começará em 1º de julho e seguirá até 30 de setembro, visando reduzir a incidência de ferrugem asiática nas plantações e amenizar perdas dos produtores. No último ano, das 1,357 mil propriedades levantadas, foram vistoriadas 378 unidades em 56 municípios localizados nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba, Noroeste, Sudeste e Norte do Estado.

 

Airton Rigueira Bezerra, fiscal agropecuário do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), destaca a importância da denúncia junto ao órgão que, de acordo com ele, funciona como uma forma de realização do trabalho com maior eficiência. "Se o produtor perceber resquícios de soja na plantação ao lado deve nos informar. Estamos buscando o máximo de propriedades uma vez que não temos cadastro e falta conscientização por parte de muitos ruralistas", salienta. Fonte: Diário do Comércio

 

 

 

 

 

Bancos garantem ao Governo que produtores já podem renegociar dívidas

 

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, disse que os produtores rurais já podem procurar os bancos para aderir ao processo de repactuação das dívidas, cujo prazo vai até 30 de setembro. Após reunir-se, hoje (11/6)  com representantes do Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB) e Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), afirmou que as agências bancárias já estão preparadas para operacionalizar a renegociação das dívidas de operações de crédito rural contempladas na Medida Provisória (MP) 432, que trata da reestruturação deste passivo. O ministro discutiu com os representantes das instituições financeiras públicas e privadas a efetivação das resoluções regulamentadas há duas semanas pelo Banco Central, que estabelecem as condições para solucionar estes débitos. Também participaram do encontro o Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, e representantes da bancada ruralista.    

 

Stephanes ressaltou, no entanto, que ainda há pendências em relação às dívidas de operações de investimentos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que ainda não repassou as instruções de operacionalização aos agentes financeiros cujos recursos são repassados por esta instituição a outros bancos. Segundo ele, o BNDES ficou de acelerar este processo. Disse, também, que outro ponto que ainda não ficou totalmente definido, por necessidade de adaptação dos bancos, se refere às dívidas de custeio, cujo procedimento deve ser normalizado nos próximos dias. “De forma geral, houve um comprometimento dos bancos. Todos entendem que a Medida Provisória é boa, que todos terão que participar deste processo de renegociação e operacionalizar as medidas”, enfatizou.

 

Segundo participantes do encontro, o BNDES foi duramente cobrado pelo fato de ainda não ter repassado as informações necessárias para a operacionalização do processo de repactuação das dívidas rurais, duas semanas após a edição da MP. “Os bancos estão dispostos a operacionalizar, mas precisam que o BNDES faça sua parte, para que o produtor possa estar tomando recursos para o custeio da próxima safra”, disse o presidente da Comissão Nacional de Endividamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), deputado Homero Pereira (PR/MT). “Isso é um entrave, pois dificulta a operacionalização pelos bancos para as prorrogações dos investimentos e os produtores rurais continuam recebendo cartas de cobrança”, emendou o relator da MP 432, deputado Luís Carlos Heinze (PP/RS), que recomendou aos produtores pagarem suas dívidas assim que o BNDES repassar as instruções aos bancos.

 

A expectativa de Homero Pereira é que os produtores comecem a procurar os bancos a partir da próxima semana, para receberem planilhas detalhadas de seus débitos. “Esta é uma questão importante, pois os bancos nunca forneceram estas planilhas”, enfatizou. Ele relatou, ainda, que os parlamentares cobraram do Banco do Brasil a operacionalização do Fundo de Recebíveis do Agronegócio (FRA), linha de crédito criada para quitar dívidas com fornecedores de insumos referentes às safras 2004/2005 e 2005/2006. Também fizeram duras críticas ao envio de cartas de cobrança aos produtores rurais, mesmo após a regulamentação das condições para renegociar a MP. “Os bancos precisam rever este procedimento a partir de agora”, disse o presidente da Comissão Nacional de Endividamento da CNA

 

 

 

 

 

Parlamentares querem acelerar votação da MP do endividamento

 

Após a apresentação de mais de 555 emendas ao texto da Medida Provisória (MP) 432, que traz as condições para renegociação das dívidas rurais, o próximo passo da bancada ruralista é selecionar as propostas que possam aprimorar o conteúdo da MP e sejam aceitas pelo Governo. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Endividamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), deputado Homero Pereira, o objetivo é acelerar a apresentação do relatório para votar a Medida Provisória, na Câmara e no Senado, antes de 12 de julho, prazo máximo para que a matéria seja analisada sem trancar a pauta de votação da Casa onde estiver tramitando.

 

De acordo com Pereira, o relator da MP, deputado Luiz Carlos Heinze (PP/RS), que teve sua indicação confirmada ontem pela Presidência da Câmara, já está analisando os pontos que podem entrar na negociação. “Não adianta acatar emendas que não estejam acertadas com o Governo, sem negociação. O ideal é que a MP seja aprovada sem precisar trancar a pauta”, enfatizou Homero Pereira, autor de três emendas que propõem mais cinco anos de pagamento para débitos decorrentes de operações de custeio prorrogado contratadas nas safras 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006 e de investimentos. “Minha preocupação é aumentar este prazo de forma a melhorar a capacidade de pagamento dos produtores”, frisou.

 

Pelas condições regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os prazos adicionais aos atuais contratos de custeio e investimento são de dois e três anos, respectivamente. Ainda segundo Homero Pereira, outras emendas que podem ser objeto de negociação com o Executivo referem-se à ampliação do prazo para pagamento de operações de crédito rural transferidas para a Dívida Ativa da União (DAU), de cinco para 10 anos. Em relação ao Nordeste, parlamentares da região defendem acréscimos superiores a 10% em relação a outras regiões em descontos para liquidação ou renegociação das dívidas de securitização e DAU, além de juros menores para dívidas referentes ao PESA.

 

Já os cacauicultores reivindicam tratamento isonômico para todas as etapas do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira. Na MP, os descontos para as etapas 1 e 2 chegam a 80%, enquanto que, para as etapas 3 e 4, o rebate máximo é de 50%. No âmbito das cooperativas, um dos pleitos do setor é contemplar, na liquidação antecipada, as operações referentes ao Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop) sem risco para a União, uma vez que grande parte destas operações é de responsabilidade das instituições financeiras, além da repactuação do saldo devedor com taxas de juros de 6,75%.

 

Conforme a Resolução nº. 1 do Congresso Nacional, as Medidas Provisórias precisam ser votadas em 60 dias, na Câmara e no Senado, a partir da publicação no Diário Oficial da União, o que aconteceu no dia 28 de maio. Em 45 dias, a MP tranca a pauta de votação no Plenário da Casa onde estiver a matéria. No caso da MP 432, o prazo para que a MP não perca a eficácia termina no dia 9 de agosto. No entanto, o período para apreciação pelo Congresso nacional pode ser prorrogado por mais 60 dias. A tramitação inicia na Câmara e depois a matéria segue para o Senado.

 

 

 

 

 

Asbraer propõe parceria ao Ministério da Agricultura

 

O presidente  da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), José Silva Soares,  se reuniu no último dia 10 de junho, com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

 

No encontro, em Brasília, José Silva, mostrou que a extensão rural está atravessando um processo de importante revitalização em todo o país, o que tem garantido efetivo trabalho pelo desenvolvimento rural sustentável e de comunidades sustentáveis para assegurar eqüidade, cidadania, geração de renda, inclusão e justiça social, além de participação popular e qualidade de vida no campo.

 

O presidente ressaltou ainda que,  a capilaridade do meio rural exige cada vez mais  a atuação de extensionistas junto aos agricultores, para alcançar êxito na implementação de políticas públicas direcionadas ao setor. "Hoje os extensionistas têm um perfil diferenciado. Precisam entender não só de tecnologia, mas de mercado, negócios e principalmente de pessoas. É um agente de desenvolvimento, que utiliza metodologias participativas, atua como facilitador e provocador de transformações. O que deve prevalecer é que a famílias rurais construam o próprio futuro, por meio de projetos e programas geridos pelas comunidades às quais pertencem", reforçou.

 

O ministro Reinhold recebeu das mãos do presidente da Asbraer e da Emater-MG, um documento,  relatando o papel da extensão rural brasileira, como estratégia de desenvolvimento de comunidades sustentáveis. De acordo o estudo, o serviço público estatal de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) está distribuído em 27 entidades estaduais oficiais, com 4.500 escritórios locais. Do total de 19.500 profissionais que atuam no setor, 16 mil são extensionistas rurais dos quadros funcionais das instituições estaduais. O serviço é patrocinado com recursos públicos oriundos dos estados, dos municípios, do governo federal e da arrecadação própria de outras receitas.

 

Além de entregar o documento e de salientar a importância do papel da extensão rural, José Silva também chamou a atenção para a redes de ater de biodisel e de certificação de produtos, e se comprometeu a encaminhar um projeto, propondo estender em outras regiões do Estado de Minas Gerais, a criação de um Circuito de Integração Lavoura,  Pecuária e Floresta, a exemplo do que já vem acontecendo na Zona da Mata mineira.

 

No mês de maio, a Emater-MG promoveu em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, um evento em 17 municípios da região para divulgar uma prática que, além de recuperar o solo, aumenta com sustentabilidade, a produtividade agrícola e pecuária. No ano agrícola 2007/2008, a Emater-MG, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está utilizando 17 Unidades Demonstrativas na região. Assim, os produtores podem acompanhar todo o processo de desenvolvimento da produção integrada.

 

A criação de um PAC para a extensão rural, nos moldes do que já existe no segmento da pesquisa, foi também reivindicada ao ministro Reinhold Stephanes, que demonstrou simpatia pela idéia.

 

 

 

 

Inscrições para a 20ª Semana da Família Rural em Uberlândia continuam abertas

 

Continuam abertas as inscrições para a 20ª Semana da Família Rural, realizada pela Emater-MG, Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia e Prefeitura Municipal. Os interessados devem procurar a empresa o quanto antes pois as vagas estão sendo preenchidas rapidamente e algumas turmas já estão encerradas.

 

Até o momento, ainda há vagas para os seguintes cursos:

- Administração da Produção de Recursos Materiais, Humanos, Financeiros e Naturais; Comercialização e Marketing.

 

- Agricultura Orgânica: Cultivo de hortaliças sem produtos químicos

- Apicultura (iniciantes): Noções gerais de manejo- Apicultura (aperfeiçoamento): Preparo de Enxames/Produção de mel; União e divisão de enxames

- Artesanato: Bolsa em Tecido

- Artesanato: Mosaico

- Artesanato: Boneca de Pano

- Artesanato: Pintura em Tecido (iniciantes)

- Artesanato: Tear de Pregos: Cachecol, Blusa e Jogo Americano

- Avicultura e Cunicultura: Noções sobre Avicultura e Cunicultura

- Decoupage: Aplicação de imagens em madeira

- Fruticultura: Produção de mudas/podas; Identificação e controle de pragas; Doenças das plantas frutíferas.

- Jardinagem e Floricultura

- Olericultura/Hortaliças: Cultivo protegido e fertirrigação; Calagem e adubação; Uso adequado de defensivo; Agregação de valores aos produtos hortifrutigranjeiros.

- Piscicultura e Minhocultura: Construção de tanques, alimentação e doenças; Noções gerais sobre minhocultura.

- Processamento Artesanal de Carnes/Defumação

- Processamento Artesanal de Derivados de Cana-de-Açúcar – rapadura, melado e açúcar mascavo.

- Processamento Artesanal de Derivados de Cana-de-Açúcar – cachaça

- Processamento Artesanal de Derivados do Leite

- Processamento Artesanal de Farinhas e Farináceos – quitandas caseiras, derivados de mandioca e de soja.

- Processamento Artesanal de Frutas; Geléias e Licores

- Processamento Artesanal de Hortaliças: Picles e Conservas

- Saber Rural: Como Administrar uma Pequena Propriedade Rural

- Silvicultura: Cultura de eucalipto e seus múltiplos usos; Legislação ambiental; Linhas de crédito.

- Soluções Ambientais para Pequenas Propriedades Rurais

- Técnicas de Vendas

O evento

 

O evento, que acontece entre os dias 9 e 12 de julho na Escola Agrotécnica, tem como objetivo proporcionar aos agricultores e seus familiares qualificação e aperfeiçoamento do conhecimento técnico e administrativo. Serão oferecidos 34 cursos, com carga horária de 24h cada, nas áreas de agropecuária, agroindústria, artesanato, pequenos animais, meio ambiente e administração rural, totalizando 900 vagas.

 

O encontro propicia também o acompanhamento das tendências de mercado, além de oferecer uma oportunidade de integração e de lazer. A Semana da Família Rural tornou-se tradicional e passou a abranger as mais diversas regiões dos Estados de Goiás, São Paulo e demais localidades e é aberto ao público rural em geral.

 

 

Os participantes inscritos nos cursos recebem pastas com material de divulgação, bloco e caneta para anotações, crachá, boné, material técnico, material para aulas práticas, certificado reconhecido pelo MEC e ainda três refeições diárias. Serão disponibilizados aos participantes de outros municípios 200 vagas para alojamento, na própria Escola, com direito a cinco refeições diárias.

 

Ao final de cada dia de realização do evento, serão comercializados, a preços simbólicos, artesanatos e gêneros alimentícios produzidos durante a realização dos cursos, como: panos de pratos, peças em mosaico, doces, queijos, carnes defumadas, quitandas, rapaduras, licores, geléias e muito mais. Parte destes produtos é destinada a degustação, promovida para todos os participantes presentes no encerramento do evento, realizado no sábado (12), a partir das 10h.

 

Inscrições

 

O período da inscrição encerra no dia 27 de junho, a idade mínima para participar é de 14 anos e o valor é de R$15,00 (sem hospedagem) e R$25,00 (com hospedagem). Basta procurar os escritórios da Emater-MG de toda a região.