Sindicatos Rurais reelegem diretoria da FAEMG

CNA protocola documento com sugestões de alteração no Decreto 6514

Crise pode aumentar desequilíbrio entre receita e custos de produção

PIB do agronegócio cresce e pode chegar a R$ 84,4 bilhões neste ano

Cursos do Senar Minas de 29/09 a 03/10

 

Sindicatos Rurais reelegem diretoria da FAEMG

Com 99,13% dos votos válidos, o presidente da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Roberto Simões, foi reeleito hoje (30/09/08) para o mandato 2008-2011. Também compõem a diretoria executiva o diretor-secretário, Marcos de Abreu e Silva; e o diretor-tesoureiro, João Roberto Puliti. A posse está marcada para o dia 20 de novembro, em Belo Horizonte.

 

Entre as metas da diretoria, estão o incremento do processo de interiorização das ações da FAEMG, a consolidação da formação de novas lideranças e o fomento dos processos de gestão com qualidade nos negócios rurais. Também irá revigorar o programa de realização de grandes eventos, como feiras de produtos alimentícios mineiros e o Congresso Pan-Americano do Leite, em 2010, em Belo Horizonte.

 

A FAEMG tem filiados quase 400 Sindicatos Rurais, representando 400 mil agricultores, pecuaristas e silvicultores. A entidade lidera uma das maiores forças do agronegócio brasileiro. O Estado, que tem 550 mil estabelecimentos rurais, está em primeiro lugar na produção de café, leite, queijo, batata, cenoura, morango e florestas plantadas, além de responder por 7% da produção nacional de grãos.

 

DIRETORIA DA FAEMG ELEITA PARA 2008-2001

 

PRESIDENTE

Roberto Simões (Paraopeba)

 

VICE-PRESIDENTES

Antônio Pitangui de Salvo (Curvelo)

Délio Prado Lopes (Buritis)

Domingos Frederico Neto (Juiz de Fora)

Edélcio José Cançado Ferreira (Moema)

Evaristo José Caixeta (Patos de Minas)

Fausto de Ávila (Araxá)

José Geraldo Ferreira Batista (Carlos Chagas)

Júlio Gonçalves Pereira (Montes Claros)

Lino da Costa e Silva (Manhuaçu)

Paulo Roberto Andrade Cunha (Uberlândia)

Renato José Laguardia de Oliveira (Barbacena)

Rivaldo Machado Borges Júnior (Uberaba)

Roberto Cezar de Almeida (Governador Valadares)

Rodrigo Sant’Anna Alvim (Volta Grande)

Sebastião Tardioli (Machado)

 

DIRETORES-SECRETÁRIOS

1º) Marcos de Abreu e Silva (Pará de Minas)

2º) Jerônimo Giacchetta (Cabo Verde)

 

DIRETORES-TESOUREIROS

1º) João Roberto Puliti (São Gonçalo do Sapucaí)

2º) Breno Pereira de Mesquita (Santa Rita do Sapucaí)

 

CONSELHO FISCAL

Geraldo Ferreira Porto (João Pinheiro)

João Vicente Diniz (Três Pontas)

Newton Bernardino de Souza (Cláudio)

 

SUPLENTES DA DIRETORIA

Salviano Junqueira Ferraz Júnior (Leopoldina)

Everton Gonçalves Borges (Ibiá)

Denise Cássia Garcia (Campo Belo)

Maurício Ferreira Cruz Homem (Várzea da Palma)

Amauri Rezende Junqueira (Prata)

Leonardo dos Reis Medeiros (Passos)

Políbio Esteves Guedes Júnior (Itambacuri)

Murilo Barbosa Horta (Capelinha)

Luiz Antônio Garcia Carvalho (Luz)

Jadir Maurício Lanza Rabelo (Sete Lagoas)

José Januário Carneiro Neto (Ubá)

Jefferson Salomão Fadlallah (Lajinha)

Luiz Geraldo Maia Serrano (Campanha)

Marques José Naves (Iraí de Minas)

Soeliton José Reis (Carmo da Cachoeira)

Francisco Eugênio Ribeiro (Baependi)

Eliziário Clemente Guimarães (Lima Duarte)

Cláudio de Almeida Queiroz (Campina Verde)

Hermógenes Vicente Ribeiro (Sacramento)

Sebastião Araújo (São Vicente de Minas)

 

SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL

Domingos Inácio Salgado (Cássia)

José Éder Leite (Pitangui)

Murilo Dutra Lanziotti (Conselheiro Lafaiete)

 

 

 

 

 

 

Crise pode aumentar desequilíbrio entre receita e custos de produção

 

A crise financeira nos Estados Unidos, que tem contagiado os principais mercados internacionais, pode afetar o agronegócio brasileiro, aumentando o desequilíbrio entre os custos de produção da atividade rural e a receita obtida pelo produtor. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, o setor produtivo está preocupado com a queda dos preços das commodities e a restrição de crédito dos bancos, o que já vem ocorrendo diante da dificuldade de captação de recursos no exterior para empréstimos.

 

A consolidação deste cenário agravará a situação do produtor em razão da elevação dos custos de produção da lavoura em plena época de plantio e pelo fato de a maioria dos produtos, hoje, não dispor de hedge, instrumento de proteção contra as oscilações do câmbio. “Não sabemos onde esta crise vai chegar e como vai impactar o agronegócio, mas temos uma percepção ruim, porque os riscos sempre ficam por conta do produtor”, afirma Schreiner.

 

Na sua avaliação, apesar de o Governo ter aumentado o volume de recursos para a safra 2008/2009 em relação à safra anterior, o montante diminuiu proporcionalmente à variação dos custos de produção, cujo aumento superou os 50% do ano passado para cá. Para Schreiner, com a limitação para conseguir crédito junto às instituições financeiras, as taxas de juros ficarão mais altas, o que levará os produtores a buscar outras fontes de recursos. As tradings, por exemplo, também enfrentam dificuldades para obter recursos para financiar a safra dos agricultores e, conseqüentemente, já adotam encargos mais caros. Outra preocupação é o reflexo do aumento do dólar sobre os custos de produção, pois itens que compõem os desembolsos da atividade agropecuária, como os insumos, estão atrelados ao câmbio.

 

A retração do consumo pode ser outra conseqüência negativa da crise norte-americana, uma vez que a redução da demanda por produtos nacionais pode afetar principalmente as exportações brasileiras. “Os países emergentes, que ocasionaram o aumento da demanda, podem agora retrair o consumo, gerando um excedente de oferta e piorando a situação do Brasil”, afirma. Ele alerta, ainda, para a possibilidade de fuga dos investidores do mercado de commodities para outros mercados menos oscilantes, o que pode também ter reflexo nas cotações agrícolas.   

 

 

 

 

 

 

 

CNA protocola documento com sugestões de alteração no Decreto 6514

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, hoje (28/8), no Ministério do Meio Ambiente, documento assinado por 14 entidades ligadas aos setores da agropecuária e da indústria, além da Frente Parlamentar da Agropecuária, com as sugestões de alterações ou de supressões de diversos dispositivos do Decreto 6514, que estabelece novas exigências e punições a pretexto de regulamentar a Lei de Crimes Ambientais. Entre as alterações sugeridas, está a supressão do artigo 55, que trata das multas para os produtores que não averbarem as áreas de reserva legal. No texto em vigor, esta averbação deverá ser feita em até 180 dias a partir da data da publicação do Decreto, no último dia 22 de julho. Para o setor, o prazo mínimo deveria ser de dois anos, o que daria tempo para o produtor fazer  o devido registro da área de reserva legal em sua propriedade. “É preciso adequar a lei à realidade do setor agropecuário”, justifica o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Assuero Doca Veronez.

 

 

No documento entregue ao ministério, os setores produtivos argumentam que as multas para a não averbação da reserva legal não estão previstas em lei. Por esse motivo, defende a suspensão da punição até que seja encaminhada uma nova lei ao Congresso Nacional com base nas conclusões do grupo de trabalho, composto por Governo, setor privado e parlamentares, que deverá apresentar em 120 dias uma proposição para alterar a legislação ambiental em vigor. A formação desse grupo foi acertada em reunião com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na última terça-feira. Já está definido que, representando o Governo, deverão participar desses debates os ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Desenvolvimento Agrário, além de membros das Frentes Parlamentares da Agropecuária e do Meio Ambiente.

 

O setor produtivo defende, ainda, que seja suprimido o artigo 19, que trata de demolição de obras localizadas em áreas de preservação ambiental até a conclusão das discussões do grupo de trabalho. Outra sugestão incluída no documento pede a retirada do artigo 107, que trata da apreensão de animais domésticos que estejam em propriedades localizadas em áreas de proteção ambiental. “É mais um dos dispositivos que não está previsto em lei”, explica Assuero. Também foi sugerida a supressão dos artigos 129 e 130, que dão poder ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) de julgar recursos, em última instância, contra imposições de punições em casos de infrações ambientais. 

 

No ofício que acompanha o documento entregue pela CNA, os setores produtivos manifestam sua expectativa de adequação do Decreto e da legislação ambiental brasileira, “com o objetivo de proporcionar segurança jurídica às atividades produtivas e à conservação ambiental”. Segundo Assuero Veronez, “os setores querem uma proposta exeqüível, que tenha bom senso”. Na sua avaliação, o decreto é uma conseqüência da inaplicabilidade das leis que estão em vigor, entre as quais o Código Florestal Brasileiro (CFB). “É a fonte de todos ao males e de uma legislação que ficou ultrapassada, que tem trazido insegurança jurídica aos produtores rurais”, criticou Veronez, defendendo uma adaptação do Código à realidade atual do setor agropecuário.

 

Entre as alternativas para atualizar as normas ambientais, o representante da CNA defendeu a aprovação do Projeto de Lei 6424/05, que tramita na Câmara dos Deputados. Esta matéria permite a reposição de áreas de reserva legal com palmeiras que possam ser exploradas economicamente, como açaí e babaçu, além de prever o cômputo de Áreas de Preservação Permanente (APP) na reserva legal. Na última terça-feira (26/8), o ministro Carlos Minc assumiu o compromisso com os setores produtivos e parlamentares de que o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) não aplicaria as sanções previstas no Decreto durante as discussões para modificar o texto atual.  

 

Além da CNA, integram o ofício de encaminhamento do documento ao Ministério do Meio Ambiente a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (SEAGRI-SP), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Aprosoja Brasil, Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil e União Brasileira de Avicultura (UBA).

 

 

 

 

 

 

PIB do agronegócio cresce e pode chegar a R$ 84,4 bilhões neste ano

 

O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio mineiro cresceu quase 10% no primeiro semestre. É o que mostra levantamento feito pelo Cepea/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), patrocinado pela FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) e SEAPA (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais). Se o ritmo do crescimento se mantiver, o PIB do setor deve chegar a R$ 84,4 bilhões em 2008.

 

“Este resultado comprova a pujança do agronegócio e seu peso na economia mineira e nacional”, ressalta o superintendente de Economia e Política Agrícola da SEAPA, João Ricardo Albanez. O setor – acrescenta – já responde por 30% do PIB de Minas e por 11% do PIB do Brasil. A pesquisa mostra que o bom desempenho foi alavancado pelo agronegócio da pecuária, que cresceu 14,04%, puxado pela produção de leite. O agronegócio da agricultura teve taxa menor de crescimento, de 5,94%.

 

O coordenador da Assessoria Técnica da FAEMG, Rodolfo Oliveira, informa que o segmento que mais cresceu no primeiro semestre foi o de insumos, tanto para agricultura como para pecuária. Este crescimento deve-se à alta em torno de 60% dos preços dos produtos, que subiram motivados pela demanda crescente. “A procura por fertilizantes vem crescendo em todo o mundo, especialmente no Brasil, para atender à pressão por aumento da oferta de alimentos e de matéria-prima para biocombustíveis”, explica.

 

Tendências – Outro destaque da pesquisa foi o bom desempenho da produção agrícola, com o crescimento das safras de grãos e de café, embora este último produto esteja com preços em declínio. Por outro lado, a agroindústria de base vegetal registrou variação negativa de -2,75%. Esta baixa decorre, principalmente, da queda das cotações dos produtos das indústrias sucroalcooleira e cafeeira: álcool anidro (-16,85%), álcool hidratado (-18,62%), açúcar (-25,42%) e café (-6,59%).

 

O bom resultado do PIB não se reflete, no entanto, na renda do produtor rural. Segundo Rodolfo Oliveira, a tendência é de que os custos continuem subindo, sobretudo em virtude da alta dos insumos. Diante desse cenário, tanto a FAEMG como a SEAPA orientam o produtor a otimizar seu sistema de produção, acompanhando a evolução do mercado e, sobretudo, adotando a gestão de custos. Assim, poderá minimizar os impactos de possíveis variações de oferta e consumo.

 

 

 

 

 

Marcos Montes destaca ação do Núcleo dos Sindicatos Rurais

 

O Deputado Federal Marcos Montes (DEM) participou na última semana de uma reunião junto ao Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Triângulo, Noroeste de Minas e Alto Paranaíba, na cidade de Ibiá.

 

A reunião tratou de diversos assuntos, mas o principal deles foi o grande número de tópicos discutidos hoje na Comissão de Agricultura na Câmara dos Depurados, oriundos das discussões do Núcleo.

 

“Esse Núcleo criado na região, mostra que se o produtor se organizar, muitas conquistas virão, e esse Núcleo é um modelo a ser copiado em todo País, é o fortalecimento para o agronegócio, para as próprias Federações”, frisou o Deputado.

 

Marcos comentou sobre a “Bandeira do Agronegócio”, e pediu que fosse feito a “Carta do Núcleo”, referente às sugestões dos produtores rurais sobre as discussões em torno da nova legislação ambiental prestes a ser aprovada em Brasília.

 

Para Ele há a necessidade de mostrar ao Ministério da Agricultura a realidade dos produtores dessa região, que em muitos casos há demonstração clara de que o Governo desconhece essa realidade, que hoje coloca o produtor como o bandido do meio ambiente.

 

Marcos Montes tem sido considerado um dos granes defensores do agronegócio em Brasília, e é um grande defensor da criação de novos núcleos, que ajudem na aproximação dos produtores a nível regional, junto à Federação, o que irá fortalecer e muito as ações políticas da classe.

 

 

 

 

 

 

 

Cursos do Senar Minas de 29/09 a 03/10

 

Santa Juliana - Trabalhadores na Aplicação de Agrotóxicos

SPR SANTA JULIANA - 29/09 a 01/10 - SENAR MINAS – Instrutor: Raimundo Papa Júnior

 

Iturama - Sangrador de Seringueira

SPR ITURAMA - 29/09 a 03/10 - SENAR MINAS – Instrutor: Ascânio Maria de Oliveira

 

Iturama - Trabalhadores na Aplicação de Agrotóxicos

SPR ITURAMA - 29/09 a 01/10 - SENAR/CANA LIMPA – Instrutor: Ednaldo Liberato de Oliveira

 

União de Minas - Trabalhadores na Equideocultura

SPR UNIAO DE MINAS - 29/09 a 03/10 - SENAR MINAS – Instrutor: João Adolfo Ribeiro Netto

 

Canápolis - Artesanato de Rendas, Bordados e Congêneres

SPR CANAPOLIS - 29/09 a 02/10 - SENAR MINAS – Instrutora: Cássia Maria Rapôso de Andrade

 

Indianópolis - Trabalhadores na Operação e na Manutenção de Tratores Agrícolas

SPR INDIANOPOLIS - 29/09 a 03/10 - SENAR MINAS – Instrutor: João Batista Pedro

 

Ibiá - Saúde na Terceira Idade

SPR IBIA - 01/10 a 03/10 - SENAR MINAS – Instrutor:    Maria Ana Knychala Faria

 

Fronteira - Higiene, Conservação e Armazenamento de Alimentos

SPR FRONTEIRA - 01/10 a 09/10 - SENAR MINAS – Instrutora: Maria Luz da Silva

 

Fronteira - Higiene, Conservação e Armazenamento de Alimentos

SPR FRONTEIRA - 01/10 a 09/10 - SENAR MINAS – Instrutora: Maria Luz da Silva

 

Conceição das Alagoas - Trabalhadores no Cultivo de Plantas Industriais (Cana-de-Açúcar)

AGROCANA - 02/10 a 02/10 - SENAR/CANA LIMPA – Instrutor: Humberto Antônio Cavalari Perez

 

Iturama - Trabalhadores na Operação e na Manutenção de Sistemas Convencionais de Irrigação por Aspersão

SPR ITURAMA - 02/10 a 04/10 - SENAR MINAS – Instrutor: Ednaldo Liberato de Oliveira

 

Veríssimo - Trabalhadores na Aplicação de Agrotóxicos

SPR VERISSIMO - 02/10 a 04/10 - SENAR/CANA LIMPA - Instrutor: Mauro Ferreira Machado

 

Centralina - Artesanato de Rendas, Bordados e Congêneres

SPR CANAPOLIS - 03/10 a 07/10 - SENAR MINAS – Instrutora: Cássia Maria Rapôso de Andrade