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Núcleo dos Sindicatos se reúne em Carneirinho

O município de Carneirinho, Pontal do Triângulo Mineiro foi palco
das discussões do Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do
Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, em reunião realizada
no Anfiteatro do Centro Administrativo de Carneirinho na manhã desse
dia 17/10.
Vários temas foram debatidos na reunião, dentre eles a questão
ambiental e a forma com que os produtores estão sendo tratados por
parte da Polícia Ambiental, além da criação de órgãos que possam
ajudar aos produtores a resolver esse problema.
Na mesa diretora dos trabalhos estiveram presentes: Vicente Queiróz
– Presidente do Sindicato, Cássio Rosa de Assunção – Prefeito de
Carneirinho, Luiz Otávio – Secretário de Governo do Município,
Ricardo Vilela – Vereador, José Alves Machado – Secretário de
Desenvolvimento, Amauri Rezende Junqueira – Presidente do Núcleo,
Romes Gouveia Bastos – vice-presidente do Núcleo, Hermógenes Ribeiro
– Tesoureiro do Núcleo, Flávio Henrique Silveira – Gerente Regional
do Senar ER01.
Vicente Queiróz falou da importância dessa reunião, e acima de tudo
uma mostra de resultados obtidos pelo Núcleo ao longo dos últimos
meses. Para Ele, as reuniões são importantes, mas as ações têm que
ser mais fortalecidas em prol da classe.
Flávio Henrique Silveira fez um breve relato dos trabalhos
desenvolvidos pelo Senar Minas, inclusive com a apresentação de um
grande resultado que foi apresentado a representantes do Senar de
outros estados, com destaque para os Programas GQC – Gestão com
Qualidade no Campo, Gestão com Qualidade nos Sindicatos, Novas
Lideranças e Balde Cheio.
Cássio Rosa de Assunção disse que a união do produtor é a única
saída para o setor, e a criação desse Núcleo vem para fortalecer as
ações políticas e quem ganha com isso são todos os municípios, pois
não são ações isoladas, são atitudes inteligentes que vai dar muitas
conquistas ao agronegócio.
Amauri Rezende Junqueira afirmou durante a abertura do evento que
hoje o maior problema do setor é a questão ambiental, e que não dá
mais para ver produtores, homens de bem, Pais de Família serem
tratados como marginais por parte das autoridades que fiscalizam o
meio ambiente. A mudança na legislação ambiental está chegando a um
ponto que vai tirar todos os produtores do setor, inviabilizando sua
presença no mercado.
Amauri disse que o Produtor Rural quer andar dentro da lei, quer
agir conforme determina os decretos e as licenças necessárias,
porém, o primeiro passo é uma parceria entre produtores e órgãos
governamentais que devem sentar à mesa e buscar uma saída de forma
inteligente e justa.
Amauri citou que o Núcleo conseguiu resolver um sério problema junto
à CEMIG, quanto a limpeza de suas redes na zona rural, além da
questão do leite, uma ação política que começa a dar resultado
positivo para o setor. Para Ele, será dessa forma que o Núcleo vai
agir com respeito a questões ambientais, e se for necessário os
produtores irão a Brasília ou a Belo Horizonte.
Na reunião em Carneirinho participaram representantes dos Sindicatos
de Produtores Rurais dos municípios: Campina Verde, Capinópolis,
Carneirinho, Comendador Gomes, Conquista, Fronteira, Frutal,
Gurinhatã, Iraí de Minas, Ituiutaba, Iturama, Limeira do Oeste,
Monte Alegre de Minas, Prata, Sacramento, Santa Vitória, Tapira,
Uberaba, Uberlândia, União de Minas e Veríssimo.
Senar realiza Integração Institucional

O Programa Cana Limpa do Senar Minas foi apresentado
neste dia 14/10 a representantes do Senar – Serviço Nacional de
Aprendizagem Rural dos estados de Goiás, Paraná, Mato Grosso,
Alagoas e Distrito Federal.
A visita técnica faz parte de um trabalho de
“Integração Institucional” do Senar Minas, que quer levar a outros
estados programas que estão sendo considerados de suma importância
para o crescimento do meio rural, num processo de capacitação e
profissionalização de todos os setores da produção rural.
A coordenação dos trabalhos ficou a cargo do
Coordenador do Programa Cana Limpa em Minas, Adriano Alves
Fernandes, e Celso Furtado Júnior, Coordenador do Programa Gestão
com Qualidade no Campo, sempre acompanhados do Gerente Regional do
Senar ER-01 de Uberaba, Flavio Henrique Silveira.
Nesta terça-feira, a comitiva visitou a Usina de
Açúcar e Álcool Caeté, no município de Delta, pertencente do Grupo
Carlos Lyra.
Durante a visita, diretores da Usina mostraram um
vídeo institucional da empresa, além de vários depoimentos e
palestras quanto aos avanços importantes obtidos pela Usina através
do Programa Cana Limpa e seus Seminários.
“A parceria Usina Caeté e Senar trouxe motivação em
todos os setores da empresa, e mostrou que desde o profissional do
corte de cana até o Gerente Administrativo temos que termos
tratamento igual, com respeito e gostar de fazer a nossa obrigação
do dia a dia”. A afirmação é do Supervisor da Área Agrícola da
Usina, Sr. Eduardo Scandiuzzi, que recepcionou os representantes do
Senar na sala de reuniões da empresa.
Para Eduardo, depois que a empresa viu a
transformação obtida através dos Seminários, mudando o trabalhador
rural para o profissional do corte de cana, a empresa viu que todos
se sentiram valorizados, e foi o momento em que a Usina e o Senar
firmaram parcerias para novos cursos, onde foram capacitados os
fiscais, trabalhadores com agrotóxicos, e até mesmo os Coordenadores
da empresa.
Eduardo disse também que um dos momentos importantes
na seqüência de Seminários foi a realização do Curso para Gestão de
Pessoas, atendendo a 82 pessoas da empresa com características de
liderança e comunicação.
Adriano Fernandes falou sobre o Programa Cana Limpa,
criado em 2007, onde 9.888 trabalhadores foram capacitados, de maio
a dezembro. Neste ano já foram mais de 18 mil trabalhadores
capacitados.
Da área de recursos humanos da empresa, Osório Tales
Carneiro afirmou que a motivação dos funcionários tem feito com que
eles busquem novas conquistas dentro da própria empresa, mudando de
funções, graças à motivação conseguida através de seminários de
capacitação. Osório disse que durante os seminários, a presença de
fiscais e coordenadores ajudou a quebrar alguns paradigmas dentro da
empresa, o que ajudou a melhorar o ambiente de trabalho.
Após um relato completo dos benefícios do Programa
Cana Limpa, a comitiva fez visita a duas áreas de colheita de cana,
sendo uma com a utilização de máquinas, com operadores capacitados
pelo Senar Minas, e outra área com colheita usando mão-de-obra
capacitada nos seminários e treinamentos do Senar.
Para Adílio, Mobilizador do Senar em Uberaba, a Usina
Caeté é uma grande parceira do Senar, e exemplo de avanço na
produtividade e qualidade através da valorização humana, onde a
capacitação de mão-de-obra representa a profissionalização do setor
e maior segurança no ambiente de trabalho.
Os representantes do Senar que participaram das
visitas foram:
Clóvis Antônio Pereira Fortes (Senar Mato Grosso),
Élcio Chagas da Silva (Senar Paraná), Pedro Santos Leão (Senar
Goiás), Salvador Morales Stefano (Senar Paraná), Vanísio Eloi da
Silva (Senar Alagoas) e Victor Rodrigues Ferreira (Senar Central.
O Jornalista Gladiston Pires, Assessor de Comunicação
do Senar Regional Uberaba acompanhou a visita à região.
Novembro será mês de vacinação contra aftosa em 18 estados e DF
Bovinos e bubalinos do Distrito Federal e de 18 estados brasileiros
começam a ser vacinados contra a febre aftosa, em novembro. De 1º a
30 do próximo mês, se realizará a segunda etapa de vacinação contra
a doença nos estados de Rondônia, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul,
Mato Grosso, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas
Gerais, Paraná, Piauí, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e
Tocantins. Só em 10 estados, mais de 75 milhões de bovídeos devem
ser imunizados. Nas outras unidades da federação, a segunda etapa
foi em outubro.
Em Rondônia, Amapá e Mato Grosso do Sul, a campanha já começou. O
coordenador-geral de Combate às Doenças do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Guilherme Marques, recomenda
aos criadores atenção às condições da vacina. “Para ter bovinos
efetivamente imunes, há que ter cuidados na conservação, transporte
e aplicação da vacina. É importante que as vacinas sejam
acondicionadas em caixas de isopor, com gelo suficiente para manter
a temperatura de dois a oito graus, até o momento do uso”, explicou.
Após os cuidados com o manuseio das vacinas e imunização do rebanho,
os pecuaristas têm prazo de até 15 dias, que pode variar de acordo
com o estado, para declarar o rebanho vacinado. A declaração pode
ser feita nos escritórios locais das agências de defesa agropecuária
estaduais. Caso não declare, o criador pode pagar multa em dinheiro,
perder a Guia de Trânsito Animal (GTA), entre outras penalidades
previstas pela legislação sanitária.
Dívidas rurais renegociadas não sofrerão reclassificação de riscos
As dívidas rurais decorrentes de contratações de crédito
renegociadas no âmbito da Lei nº 11.775, que trata da repactuação de
R$ 75 bilhões em débitos do setor agropecuário, não sofrerão
reclassificação de riscos em razão das operações de crédito rural
contratadas por produtores. Esta decisão foi publicada no dia 15/10,
na Carta-Circular 3345, do Banco Central, e atende a uma solicitação
protocolada na semana passada pela Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA) nos Ministérios da Fazenda e da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ao defender a medida,
a entidade alegou que mais de 50% dos produtores rurais, ao aderirem
ao processo de renegociação, tiveram seus riscos rebaixados pelas
instituições financeiras, o que dificultou o acesso ao crédito para
financiamento do plantio da safra 2008/2009.
“Ao mesmo tempo em que pleiteavam a renegociação, grande parcela dos
produtores requeriam recursos para o financiamento da safra”,
enfatiza o presidente da CNA, Fábio de Salles Meirelles, no
documento encaminhado aos dois órgãos. Esta reclassificação de
riscos está prevista na Resolução 2682, do Banco Central, e prevê a
capacidade dos mutuários pagarem os empréstimos feitos junto às
instituições financeiras. O risco de inadimplência é medido por nove
níveis. O nível AA é considerado de risco mínimo e o H o mais alto.
Para que o produtor possa obter crédito, precisa estar enquadrado no
nível C, o patamar mínimo para conseguir recursos sem maiores
dificuldades. A partir da divulgação da Carta Circular, os riscos
destes produtores não serão alterados, podendo ser reclassificados
para um patamar de menor risco, conforme prevê outra Resolução do
Banco Central, a 3499. |