Núcleo dos Sindicatos se reúne em Carneirinho

Senar realiza Integração Institucional

Novembro será mês de vacinação contra aftosa em 18 estados e DF

Dívidas rurais renegociadas não sofrerão reclassificação de riscos

 

Núcleo dos Sindicatos se reúne em Carneirinho

 

O município de Carneirinho, Pontal do Triângulo Mineiro foi palco das discussões do Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, em reunião realizada no Anfiteatro do Centro Administrativo de Carneirinho na manhã desse dia 17/10.

 

Vários temas foram debatidos na reunião, dentre eles a questão ambiental e a forma com que os produtores estão sendo tratados por parte da Polícia Ambiental, além da criação de órgãos que possam ajudar aos produtores a resolver esse problema.

 

Na mesa diretora dos trabalhos estiveram presentes: Vicente Queiróz – Presidente do Sindicato, Cássio Rosa de Assunção – Prefeito de Carneirinho, Luiz Otávio – Secretário de Governo do Município, Ricardo Vilela – Vereador, José Alves Machado – Secretário de Desenvolvimento, Amauri Rezende Junqueira – Presidente do Núcleo, Romes Gouveia Bastos – vice-presidente do Núcleo, Hermógenes Ribeiro – Tesoureiro do Núcleo, Flávio Henrique Silveira – Gerente Regional do Senar ER01.

 

Vicente Queiróz falou da importância dessa reunião, e acima de tudo uma mostra de resultados obtidos pelo Núcleo ao longo dos últimos meses. Para Ele, as reuniões são importantes, mas as ações têm que ser mais fortalecidas em prol da classe.

 

Flávio Henrique Silveira fez um breve relato dos trabalhos desenvolvidos pelo Senar Minas, inclusive com a apresentação de um grande resultado que foi apresentado a representantes do Senar de outros estados, com destaque para os Programas GQC – Gestão com Qualidade no Campo, Gestão com Qualidade nos Sindicatos, Novas Lideranças e Balde Cheio.

 

Cássio Rosa de Assunção disse que a união do produtor é a única saída para o setor, e a criação desse Núcleo vem para fortalecer as ações políticas e quem ganha com isso são todos os municípios, pois não são ações isoladas, são atitudes inteligentes que vai dar muitas conquistas ao agronegócio.

 

Amauri Rezende Junqueira afirmou durante a abertura do evento que hoje o maior problema do setor é a questão ambiental, e que não dá mais para ver produtores, homens de bem, Pais de Família serem tratados como marginais por parte das autoridades que fiscalizam o meio ambiente. A mudança na legislação ambiental está chegando a um ponto que vai tirar todos os produtores do setor, inviabilizando sua presença no mercado.

 

Amauri disse que o Produtor Rural quer andar dentro da lei, quer agir conforme determina os decretos e as licenças necessárias, porém, o primeiro passo é uma parceria entre produtores e órgãos governamentais que devem sentar à mesa e buscar uma saída de forma inteligente e justa.

 

Amauri citou que o Núcleo conseguiu resolver um sério problema junto à CEMIG, quanto a limpeza de suas redes na zona rural, além da questão do leite, uma ação política que começa a dar resultado positivo para o setor. Para Ele, será dessa forma que o Núcleo vai agir com respeito a questões ambientais, e se for necessário os produtores irão a Brasília ou a Belo Horizonte.

 

Na reunião em Carneirinho participaram representantes dos Sindicatos de Produtores Rurais dos municípios: Campina Verde, Capinópolis, Carneirinho, Comendador Gomes, Conquista, Fronteira, Frutal, Gurinhatã, Iraí de Minas, Ituiutaba, Iturama, Limeira do Oeste, Monte Alegre de Minas, Prata, Sacramento, Santa Vitória, Tapira, Uberaba, Uberlândia, União de Minas e Veríssimo.

 

 

 

 

 

 

Senar realiza Integração Institucional

 

O Programa Cana Limpa do Senar Minas foi apresentado neste dia 14/10 a representantes do Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural dos estados de Goiás, Paraná, Mato Grosso, Alagoas e Distrito Federal.

 

A visita técnica faz parte de um trabalho de “Integração Institucional” do Senar Minas, que quer levar a outros estados programas que estão sendo considerados de suma importância para o crescimento do meio rural, num processo de capacitação e profissionalização de todos os setores da produção rural.

 

A coordenação dos trabalhos ficou a cargo do Coordenador do Programa Cana Limpa em Minas, Adriano Alves Fernandes, e Celso Furtado Júnior, Coordenador do Programa Gestão com Qualidade no Campo, sempre acompanhados do Gerente Regional do Senar ER-01 de Uberaba, Flavio Henrique Silveira.

 

Nesta terça-feira, a comitiva visitou a Usina de Açúcar e Álcool Caeté, no município de Delta, pertencente do Grupo Carlos Lyra.

 

Durante a visita, diretores da Usina mostraram um vídeo institucional da empresa, além de vários depoimentos e palestras quanto aos avanços importantes obtidos pela Usina através do Programa Cana Limpa e seus Seminários.

 

“A parceria Usina Caeté e Senar trouxe motivação em todos os setores da empresa, e mostrou que desde o profissional do corte de cana até o Gerente Administrativo temos que termos tratamento igual, com respeito e gostar de fazer a nossa obrigação do dia a dia”. A afirmação é do Supervisor da Área Agrícola da Usina, Sr. Eduardo Scandiuzzi, que recepcionou os representantes do Senar na sala de reuniões da empresa.

 

Para Eduardo, depois que a empresa viu a transformação obtida através dos Seminários, mudando o trabalhador rural para o profissional do corte de cana, a empresa viu que todos se sentiram valorizados, e foi o momento em que a Usina e o Senar firmaram parcerias para novos cursos, onde foram capacitados os fiscais, trabalhadores com agrotóxicos, e até mesmo os Coordenadores da empresa.

 

Eduardo disse também que um dos momentos importantes na seqüência de Seminários foi a realização do Curso para Gestão de Pessoas, atendendo a 82 pessoas da empresa com características de liderança e comunicação.

 

Adriano Fernandes falou sobre o Programa Cana Limpa, criado em 2007, onde 9.888 trabalhadores foram capacitados, de maio a dezembro. Neste ano já foram mais de 18 mil trabalhadores capacitados.

 

Da área de recursos humanos da empresa, Osório Tales Carneiro afirmou que a motivação dos funcionários tem feito com que eles busquem novas conquistas dentro da própria empresa, mudando de funções, graças à motivação conseguida através de seminários de capacitação. Osório disse que durante os seminários, a presença de fiscais e coordenadores ajudou a quebrar alguns paradigmas dentro da empresa, o que ajudou a melhorar o ambiente de trabalho.

 

Após um relato completo dos benefícios do Programa Cana Limpa, a comitiva fez visita a duas áreas de colheita de cana, sendo uma com a utilização de máquinas, com operadores capacitados pelo Senar Minas, e outra área com colheita usando mão-de-obra capacitada nos seminários e treinamentos do Senar.

 

Para Adílio, Mobilizador do Senar em Uberaba, a Usina Caeté é uma grande parceira do Senar, e exemplo de avanço na produtividade e qualidade através da valorização humana, onde a capacitação de mão-de-obra representa a profissionalização do setor e maior segurança no ambiente de trabalho.

 

Os representantes do Senar que participaram das visitas foram: Clóvis Antônio Pereira Fortes (Senar Mato Grosso), Élcio Chagas da Silva (Senar Paraná), Pedro Santos Leão (Senar Goiás), Salvador Morales Stefano (Senar Paraná), Vanísio Eloi da Silva (Senar Alagoas) e Victor Rodrigues Ferreira (Senar Central.

O Jornalista Gladiston Pires, Assessor de Comunicação do Senar Regional Uberaba acompanhou a visita à região.

 

 

 

 

 

Novembro será mês de vacinação contra aftosa em 18 estados e DF

 

Bovinos e bubalinos do Distrito Federal e de 18 estados brasileiros começam a ser vacinados contra a febre aftosa, em novembro. De 1º a 30 do próximo mês, se realizará a segunda etapa de vacinação contra a doença nos estados de Rondônia, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Só em 10 estados, mais de 75 milhões de bovídeos devem ser imunizados. Nas outras unidades da federação, a segunda etapa foi em outubro.

 

Em Rondônia, Amapá e Mato Grosso do Sul, a campanha já começou. O coordenador-geral de Combate às Doenças do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Guilherme Marques, recomenda aos criadores atenção às condições da vacina. “Para ter bovinos efetivamente imunes, há que ter cuidados na conservação, transporte e aplicação da vacina. É importante que as vacinas sejam acondicionadas em caixas de isopor, com gelo suficiente para manter a temperatura de dois a oito graus, até o momento do uso”, explicou.

 

Após os cuidados com o manuseio das vacinas e imunização do rebanho, os pecuaristas têm prazo de até 15 dias, que pode variar de acordo com o estado, para declarar o rebanho vacinado. A declaração pode ser feita nos escritórios locais das agências de defesa agropecuária estaduais. Caso não declare, o criador pode pagar multa em dinheiro, perder a Guia de Trânsito Animal (GTA), entre outras penalidades previstas pela legislação sanitária.

 

 

 

 

 

 

Dívidas rurais renegociadas não sofrerão reclassificação de riscos

 

As dívidas rurais decorrentes de contratações de crédito renegociadas no âmbito da Lei nº 11.775, que trata da repactuação de R$ 75 bilhões em débitos do setor agropecuário, não sofrerão reclassificação de riscos em razão das operações de crédito rural contratadas por produtores. Esta decisão foi publicada no dia 15/10, na Carta-Circular 3345, do Banco Central, e atende a uma solicitação protocolada na semana passada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nos Ministérios da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ao defender a medida, a entidade alegou que mais de 50% dos produtores rurais, ao aderirem ao processo de renegociação, tiveram seus riscos rebaixados pelas instituições financeiras, o que dificultou o acesso ao crédito para financiamento do plantio da safra 2008/2009.

 

“Ao mesmo tempo em que pleiteavam a renegociação, grande parcela dos produtores requeriam recursos para o financiamento da safra”, enfatiza o presidente da CNA, Fábio de Salles Meirelles, no documento encaminhado aos dois órgãos. Esta reclassificação de riscos está prevista na Resolução 2682, do Banco Central, e prevê a capacidade dos mutuários pagarem os empréstimos feitos junto às instituições financeiras. O risco de inadimplência é medido por nove níveis. O nível AA é considerado de risco mínimo e o H o mais alto. Para que o produtor possa obter crédito, precisa estar enquadrado no nível C, o patamar mínimo para conseguir recursos sem maiores dificuldades. A partir da divulgação da Carta Circular, os riscos destes produtores não serão alterados, podendo ser reclassificados para um patamar de menor risco, conforme prevê outra Resolução do Banco Central, a 3499.