Ação dos Sindicatos Rurais diminui impacto no Decreto 6.514

Minas terá GTA eletrônica para aves e suídeos

Anistia a pecuaristas mineiros termina dia 30 de novembro

Vacinação tem seu calendário unificado

 

Ação dos Sindicatos Rurais diminui impacto no Decreto 6.514

 

Desde o início do ano os Sindicatos de Produtores Rurais de Minas buscam forças junto a lideranças políticas para que as questões ambientais não tragam prejuízo maior ao setor produtivo.

 

Segundo Romes Gouveia Bastos, Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ituiutaba, com o surgimento do Núcleo dos Sindicatos de Produtores, essas ações ganharam força, e através do trabalho desempenhado pelo Deputado Federal Marcos Montes, membro da Comissão de Agricultura em Brasília, muito daquilo que foi discutido na base foi levado à mesa de reunião e tratado com seriedade e em alguns pontos as decisões foram favoráveis ao setor.

 

Segundo o Deputado Marcos Montes, após um esforço concentrado e uma forte negociação, os Deputados conseguiram reduzir os impactos desastrosos do Decreto n.º 6.514 de 2008, que trouxe em seu corpo muitos pontos prejudiciais ao setor produtivo. “Os questionamentos por mim apresentados, flexibilizou e até eliminou muitos pontos negativos dessa proposição, porém, esperamos que sejam oficialmente reavaliados pelo governo nos próximos dias”, afirmou o Deputado.

 

Dentre esses impactos podem ser destacados alguns pontos em que o setor agrícola saiu vitorioso, como o prazo de um ano para averbação da Reserva Legal, o que pode ser considerado uma vitória do setor que ganha tempo para se organizar e enfrentar esse debate.

 

Outro ponto que merece destaque é a real possibilidade de reformulação da Legislação Ambiental. Houve bastante aceitação do Executivo em discutir esse assunto, pois percebeu a necessidade de modernização da Lei Ambiental. Ficou acertado também a formação de um grupo de trabalho, do qual Marcos Montes fará parte, representando a classe produtora mineira, que irá discutir essas reformulações com o setor agrícola.

 

Segundo Marcos, tais reformulações consistem em:

 

·         Admitir que a área de APP possa ser cumulada com a de reserva legal;

·         Permitir a compensação da Reserva Legal fora da bacia hidrográfica e até mesmo do estado;

·         Não prejudicar as plantações situadas em áreas montanhosas.

 

Essa sem dúvida é uma luta constante do setor produtivo, cujas dificuldades e desafios não tiram um dia de descanso, significando que os produtores e lideranças políticas não pode afrouxar com seus objetivos, conclui Marcos Montes.

 

 

 

 

 

Minas terá GTA eletrônica para aves e suídeos

 

A emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para aves e suídeos, seja para qual for a sua finalidade e destino, passa a ser obrigatoriamente eletrônica a partir de 31de outubro, de acordo com a Portaria nº 934 de 23 de setembro de 2008, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

 

A suinocultura e avicultura de Minas Gerais já operam desde setembro com o Sistema de Georeferenciamento de Defesa Sanitária Animal (GeoDsa) e é através dele que serão emitidas as GTAs, nas unidades do IMA ou através de médicos veterinários habilitados para a emissão do documento.

 

É importante ressaltar que o profissional que não estiver operando o GeoDsa ou que descumprir algum item relacionado na Portaria, terá sua habilitação cancelada. Atualmente há 71 médicos veterinários habilitados para a atividade.

 

Através do novo sistema, os profissionais passarão a enviar semanalmente os relatórios de movimentação de aves e suínos no estado e o IMA terá uma maior facilidade na disponibilização de dados de trânsito em menor tempo, melhor controle das atividades do setor e dos dados cadastrais dos estabelecimentos produtores, dentre outras vantagens.

 

No mês de setembro o IMA promoveu um treinamento para a utilização do GeoDsa para habilitados, já que a emissão de GTA por eles estava condicionada à participação no curso.

 

Para o diretor-geral do Instituto, Altino Rodrigues Neto essas mudanças são necessárias tendo em vista a evolução da informatização. "Temos que estar atualizados para não ficarmos para trás. A modernização dos processos traz diversos benefícios como agilidade na transmissão dos dados e informações mais precisas e seguras", concluiu.

 

Avicultura

 

Uma outra publicação, a Portaria nº 933, baixada pelo IMA no mesmo dia, torna obrigatório o registro de estabelecimentos avícolas  comerciais no IMA e os estabelecimentos avícolas de reprodução no Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

 

As granjas terão até o dia 4 de dezembro de 2009 para cumprir a obrigatoriedade e se registrarem. Aquelas que não cumprirem estarão sujeitas a interdição do estabelecimento, proibição da entrada e saída de aves, produtos e subprodutos e as aves podem ser abatidas e os produtos e subprodutos destruídos.

 

Antes, os estabelecimentos tinham apenas um registro cadastral, agora é necessário a apresentação de alguns documentos previstos na Instrução Normativa Nº 56, de 4 de dezembro de 2007, publicada pelo MAPA, que regulamenta procedimentos para registro, fiscalização e controle de estabelecimentos avícolas de reprodução e comerciais.

 

 

 

 

 

Anistia a pecuaristas mineiros termina dia 30 de novembro

 

Os pecuaristas de Minas Gerais terão que atualizar as informações do cadastro do rebanho bovino junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O recadastramento deverá ser feito na próxima etapa da campanha de vacinação dos animais contra a febre aftosa, marcada para o período de 3 a 30 de novembro. O produtor terá que declarar o número de cabeças existentes da propriedade, o sexo dos animais e a faixa etária.

 

A atualização deve ser feita por declaração formal do produtor ou por intermédio de representação. “Vamos unificar o calendário existente no IMA com aquele da Secretaria de Fazenda de Minas Gerais”, explica o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana Rodrigues.  Segundo ele, o objetivo é criar um cadastro único para o Estado, tanto qualitativo quanto quantitativo.

 

O produtor que tiver informações divergentes entre o cadastro do IMA e o da Secretaria de Fazenda ficará livre de multas, desde que faça a atualização no período estipulado. “A partir de 1º de dezembro a anistia acaba e o produtor estará sujeito a multas e outras penalidades”, alerta o secretário. A anistia, segundo Gilman Viana, vai “estimular a formalidade” entre os pecuaristas, pois muitos declaravam à Secretaria de Fazenda um número de animais diferente daquele informado ao IMA.

 

Além da unificação do cadastro, a Secretaria de Fazenda só passará a emitir notas fiscais de comercialização daqueles animais que tiveram a GTA (Guia de Trânsito Animal) emitida pelo IMA. O objetivo é aumentar o controle do gado que circula em Minas Gerais e evitar o surgimento de doenças que possam comprometer a sanidade do rebanho estadual. Minas Gerais tem o terceiro maior rebanho do país, com 22,3 milhões de cabeças.

 

 

 

 

 

Vacinação tem seu calendário unificado

 

Os 530 municípios do Circuito Pecuário Leste de Minas Gerais terão, a partir deste semestre, um novo calendário de vacinação contra febre aftosa. Os municípios localizados à margens direita dos rios Grande e São Francisco passarão a vacinar seus rebanhos nos meses de maio de novembro. As datas são as mesmas adotadas no Circuito Pecuário Centro-Oeste, que é composto pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

 

O calendário foi unificado pelo Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) a pedido do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), órgão representativo dos secretários de Estado de Agricultura de todo o Brasil e é parte do grande esforço das autoridades sanitárias brasileiras para a erradicação da doença no País até o final de 2010.

 

Estratégia e avanços

 

A estratégia do programa nacional considera a implantação gradativa de zonas livres de aftosa, de acordo com as regras definidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para os processos de zonificação e regionalização, visando conquistar em futuro próximo todo o País como livre desta doença.

 

O conjunto de esforços visando integrar o trabalho de todos os segmentos da agropecuária tem permitido um avanço sustentável para alcançar a erradicação da enfermidade em uma vasta área do país, compreendida pelo estado de Santa Catarina, considerada como livre de aftosa sem vacinação, e pelos Circuitos Sul, Centro-Oeste e Leste.

 

Estudo sorológico

 

Como parte deste processo o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento realiza estudo sorológico anual para detecção de anticorpos do vírus da doença em propriedades rurais em Estados reconhecidos como áreas livres de aftosa. Este procedimento periódico é uma exigência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e busca comprovar a ausência da chamada atividade viral nessas regiões. Está ação, que é realizada com o máximo rigor em Minas Gerais, é requisito para manter a condição sanitária internacional conquistada pelo Brasil, que tem atualmente o reconhecimento da OIE como área livre da enfermidade em 15 Estados.

 

Vantagens

 

A mudança no calendário de vacinação permitirá que as etapas de imunização em grande parte do Brasil sejam promovidas na mesma época, o que facilitará enormemente no trânsito de animais. Para isso, o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, chama atenção dos pecuaristas mineiros para que, durante o mês de outubro, os animais com origem nos locais que tiverem o calendário alterado deverão ser imunizados quando destinados a trânsito interestadual, respeitando os prazos de carência para movimentação, previstos na Instrução Normativa de nº 44/2007. O diretor informa que serão dispensados da vacinação os animais destinados ao abate imediato, desde que comprovem as três últimas vacinações consecutivas.

 

Novo programa

 

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA, está se empenhando para implantar um novo programa de computador destinado a melhorar o controle da vacinação e da movimentação dos animais: o Sidagro – Sistema de Defesa Agropecuária.

 

Segundo o diretor do IMA, para a operacionalização do programa a partir de novembro de 2008, serão tomadas algumas providências, para as quais ele chama atenção dos pecuaristas: o cartão sanitária vai ser substituído por um cartão de identificação do produtor. A declaração da vacina só poderá ser entregue no escritório do IMA onde está o cadastro do produtor, que deverá se atualizado nessa mesma ocasião. Para isso, é imprescindível a apresentação do CPF ou CNPJ. Na ocasião, o produtor receberá o novo cartão de identificação, com a inutilização do antigo.

 

O diretor ressalta que uma das grandes vantagens que a informatização trará para os produtores será a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) em qualquer escritório do IMA em todo o território mineiro, desde que a vacinação e o cadastro estejam atualizados.

 

Por outro lado, informa o dirigente, no caso de falta ou atraso da vacinação o Sidagro bloqueará a emissão da GTA e emitirá multa automaticamente.

 

“Para evitar que isso aconteça, são imprescindíveis a participação e a colaboração de todos os produtores imunizando seus animais dentro das datas estabelecidas no Calendário Oficial da Vacinação. Desta forma, estarão colaborando para manter o status de Minas Gerais como área livre de aftosa com vacinação”, diz.