FAEMG fará reciclagem para Secretários Executivos de Sindicatos

Crise do Leite pode ser maior que muitos imaginam

Ato Declaratório Ambiental deve ser entregue até 30 de novembro

Sanidade do rebanho tem peso no sucesso da pecuária leiteira

Artesanato pode ajudar na renda familiar em Capinópolis

 

FAEMG fará reciclagem para Secretários Executivos de Sindicatos

 

A FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais estará realizando mais um treinamento voltado para o atendimento dos Sindicatos Rurais no Estado. Visando à valorização e à qualificação dos recursos humanos que integram o sistema sindical rural, a FAEMG promoverá um curso de reciclagem, exclusivo para funcionários (secretários executivos) de Sindicatos, que será realizado em Belo Horizonte, na sede da Federação.

 

A primeira turma será nos dias 3, 4 e 5 de novembro, a segunda turma nos dias 10, 11 e 12 de novembro e a terceira turma nos dias 17, 18 e 19 de novembro.

 

Para Amauri Rezende Junqueira, Presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo e Alto Paranaíba esse é um grande reforço nas ações sindicais em prol do associado, pois estamos em meio a um grande treinamento voltado para Gestão com Qualidade nos Sindicatos, somado a esse curso, com certeza a tendência é melhorar cada vez mais os serviços prestados dentre e fora do Sindicato Rural.

 

De acordo com a programação, vários temas de grande importância serão tratados no curso, como: Atendimento ao Público, Assuntos Jurídicos, Contabilidade, Meio Ambiente, ITR, CCIR, ADA, e Contribuição Sindical.

 

O Presidente da FAEMG, Dr. Roberto Simões estará participando da solenidade de encerramento do evento.

 

 

 

 

 

 

 

Crise do Leite pode ser maior que muitos imaginam

 

A FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais em atenção à pauta de reivindicações entregue pelos representantes do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo e Alto Paranaíba, desenvolveu algumas ações pertinentes à crise do leite que preocupa o setor em Minas Gerais:

 

Segundo Amauri Rezende Junqueira, Presidente do Núcleo, as ações da FAEMG tiveram início no dia 03/09, quando foi realizada uma reunião de emergência da Comissão Técnica de Leite da FAEMG que gerou algumas sugestões de medidas que foram imediatamente encaminhadas à Secretaria da Agricultura e à CNA.

 

Já no dia 18/09, reuniu-se a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados do MAPA, presidida pelo Vice-Presidente da FAEMG Rodrigo Alvim, tendo sido encaminhadas ao Ministro da Agricultura a solicitação das seguintes ações emergenciais: Apoio à comercialização, Carimbar em caráter emergencial R$ 300 milhões para Empréstimo do Governo Federal (EGF) de leite e ampliar o limite por empresa de 10 para 15 milhões, Operacionalizar R$ 100 milhões para retirar das principais bacias produtoras do País, cerca de 1 bilhão de litros de leite em Contratos Privados de Opção e Venda (PROP), Ampliar as compras governamentais para os programas sociais de distribuição de leite e derivados, e Facilitar a exportação de leite e derivados.

 

Além disso, outros pontos são considerados importantes por parte da CNA, como a decisão de acompanhar e exigir ações efetivas do Governo Federal no combate a fraude e comercialização informal do leite.

 

Outra ação da FAEMG foi em 09/10, quando os membros da entidade juntamente com Rodrigo Alvim e Eduardo Dessimoni, respectivamente, Presidente da Comissão Nacional e Estadual do Leite, pelo Vice-Presidente da Republica, José Alencar Gomes da Silva, onde na ocasião, os produtores solicitaram apoio foi prontamente prometido, principalmente no sentido da liberação dos recursos solicitados.

 

Também no início de outubro, em reunião realizada em Brasília, foi reestruturada a LÁCTEA BRASIL que já recebeu a filiação de várias cooperativas, indústrias e entidades de classe, inclusive a FAEMG. Esta entidade promoverá a arrecadação de fundos para realização do marketing do leite e o relacionamento com a imprensa e será presidida por Rodrigo Alvim.

 

Segundo a FAEMG, outro assunto de grande importância para o setor é a busca de apoio junto ao Governo do Estado, onde continuam as tratativas com o Secretário Gilman Viana Rodrigues para tentarmos junto à Secretaria da Fazenda a solução das questões relativas às condições de ICMS impostas pelo Estado de São Paulo.

 

O Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ituiutaba, Romes Gouveia Bastos afirma que os pecuaristas fizeram grandes investimentos e apostaram no mercado no início de 2008, e foram pegos de surpresa com a ação dos laticínios nesse momento, e a preocupação é ainda maior com relação ao que pode acontecer no futuro, visto que existe uma grande crise mundial e ainda não se sabe quando e se ela vai atingir o setor produtivo, deixando todo segmento atento às informações passadas pela imprensa, afirma Romes.

 

 

 

 

 

 

Ato Declaratório Ambiental deve ser entregue até 30 de novembro

 

O Produtor Rural ganhou mais um prazo para a entrega do ADA – Ato Declaratório Ambiental 2008, cuja data limite é 30 de novembro.

 

A confirmação foi feita pela FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais através de ofício encaminhado pelo IBAMA – Instituo Brasileiro de Meio Ambiente.

 

Segundo a FAEMG, desde 2007, os proprietários de imóvel rural que declararam área de reserva legal, preservação permanente, mata nativa ou qualquer área ambiental não tributável para efeito de ITR tem de apresentar ao IBAMA, anualmente, o ADA.

 

Para Romes Gouveia Bastos, Presidente do SIPRI – Sindicato dos Produtores Rurais de Ituiutaba, o produtor tem que estar atento a essa informação e não perder o prazo. Essas questões ambientais estão tirando o sono de todos os homens do agronegócio, por isso é importante sempre buscar informações junto ao SIPRI que através de sua diretoria tem buscado manter atualizado todas as informações pertinentes à legislação ambiental, que tem sido uma grande luta para que quem produz alimentos não seja impedido de trabalhar nos próximos anos, concluiu Romes.

 

 

 

 

 

 

 

Sanidade do rebanho tem peso no sucesso da pecuária leiteira

 

Um dos aspectos pouco valorizados por grande parte dos produtores de leite é a sanidade do rebanho. Quando enfrentam uma crise, por exemplo, os investimentos em sanidade são os primeiros a serem cortados.

 

Problema que limita a produção leiteira. Tanto os endo ou ectoparasitos e até mesmo algumas doenças, que são de vacinação obrigatória na região, causam sérios prejuízos aos pecuaristas.

 

Entretanto, o que se percebe é que o produtor tem modificado sua visão. Principalmente devido a exigência do mercado em relação a um leite de qualidade.

 

Para combater essas patologias, os produtores lançam mão de vacinas, exames, tratamentos profiláticos e curativos como antiparasitários, antibióticos, produtos homeopáticos e fitoterápicos entre outros, visando manter a sanidade do rebanho e com isso, obter um produto de qualidade em maior quantidade, aumentando assim seus resultados. Entretanto, o produtor não pode se esquecer de seguir a correta maneira de se utilizar estes produtos, principalmente quanto a seus períodos de carência quando necessários.

 

De acordo os pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Gado de Leite, apenas entre 11% e 12% dos criadores conhecem o controle sanitário estratégico, que consiste na aplicação dos produtos corretos em épocas certas do ano visando obter resultados satisfatórios.

 

Para se ter uma idéia, a aplicação de vermífugo ainda é uma barreira a ser vencida, pois cerca de 80% das aplicações realizadas anualmente em bovinos não surtem o efeito esperado, porque são feitas de maneira incorreta e não atendem aos programas de controle estratégico.

 

“O mais importante é que o produtor seja orientado”, sugere o veterinário Marcelo Nogueira, coordenador do Departamento Técnico da Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia – Calu. Segundo o profissional, a partir do momento em que o produtor tem um controle sanitário estratégico de seu rebanho,  o sucesso é mais garantido

 

A Calu, por exemplo, oferece aos cooperados um programa de sanidade, que está dentro do Projeto Excelência Rural. “Nós orientamos o produtor quanto às datas importantes para se realizar os controles estratégicos como vacinar o rebanho, a correta utilização de antiparasitários obedecendo à época do ano e com isso  temos obtido resultados positivos”, pontua Nogueira.

 

Combate à Aftosa

 

O próximo passo dentro do roteiro de ações que o produtor deve lançar mão para manter a sanidade do rebanho será a segunda etapa de vacinação contra aftosa que tem início em novembro em grande parte do Brasil. Dezoito estados devem imunizar seus rebanhos bovinos e bubalinos, com exceções para Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima, que aplicaram a segunda dose em outubro.

 

Em Minas Gerais, serão vacinados apenas os animais de até  24 meses.

 

No ano passado, cerca de 97% do rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos foram imunizado. A expectativa para esse ano é superar o percentual, com mais de 155 milhões de animais participantes.

 

“Nós já orientamos o nosso produtor. Ele já sabe, através das informações obtidas junto aos técnicos da cooperativa, que novembro devem vacinar o rebanho”, comenta o veterinário da Calu.

 

 

 

 

 

 

 

Artesanato pode ajudar na renda familiar em Capinópolis

 

Usar pequenos pedaços de tecidos para fabricar peças artesanais de grande necessidade no lar é uma alternativa de reciclar o que iria para o lixo e ainda ter lucro com o trabalho. Assim foi o curso de “Artesanato em Tecidos” aplicado pelo Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural aplicou entre os dias 20 e 24 na cidade de Capinópolis.

 

O curso aconteceu no Centro de Geração de Renda, da Prefeitura Municipal, numa parceria junto ao Sindicato dos Produtores Rurais de Capinópolis.

 

A Instrutora Miriam Gonçalves Arruda mostrou às alunas como podem ser aproveitados pedaços de tecidos que antes iria para o lixo, e agora podem ser transformados em peças, num trabalho denominado “Pat - Work”, onde almofadas foram fabricadas durante o curso.

 

Janete Cristina de Jesus, 29 anos foi uma das alunas, que busca através desse conhecimento um alternativa de melhoria na renda familiar, com muita qualidade no trabalho artesanal.

 

O Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Capinópolis, Paulo Henrique Fontoura disse que é hora de todos aqueles que já participaram dos cursos do Senar, formar uma associação para que possam vender seus produtos, e disse que para o próximo ano, novos projetos serão implantados em Capinópolis e vai proporcionar condições de expor e negociar tudo que for produzido de forma artesanal.

 

Paulo Henrique disse que irá trabalhar em prol de um projeto em parceria com a Prefeitura, o que vai garantir um espaço para esse tipo de trabalho, fortalecendo as ações do trabalho de Promoção Social desenvolvido pelo Senar em parceria com o Sindicato.