Núcleo dos Sindicatos Rurais se reúnem em Ibiá

Senado aprova renegociação das dívidas de produtores rurais

Levantamento da safra de cana vai detalhar evolução da colheita

CNA protocola documento com sugestões de alteração no Decreto 6514

CNA: zerar a alíquota das matérias-primas aumentará a concorrência e reduzirá os preços dos insumos

Cursos do Senar Minas de 1 a 7 setembro

Núcleo dos Sindicatos Rurais se reúnem em Ibiá

O agronegócio tem novo encontro no início de setembro em reunião do Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas.

A reunião foi confirmada na última semana e será realizada na cidade de Ibiá, Noroeste de Minas, neste dia 5 de setembro, às 9h.

 

Segundo o Presidente do Núcleo, Amauri Rezende Junqueira a reunião será dirigida pelo Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ibiá, Sr. Everton Gonçalves Borges, tendo ainda a presença do Prefeito de Ibiá, Sr. Paulo José da Silva e do Superintendente Técnico da FAEMG, Sr. Afonso Damásio.

 

De acordo com Everton Gonçalves, a reunião fará discussões de temas importantes para o setor rural, dentre eles, assuntos ligados ao Meio Ambiente, Instituto Mineiro de Agropecuária, Endividamento, além da questão do ECAD – Escritório de Arrecadação de Direito Autoral, cujas Feiras Agropecuárias promovidas pelos Sindicatos tem enfrentado problemas quanto á cobrança de valores considerados alto por parte dos promotores.

 

A abertura da reunião itinerante do Núcleo será às 9h, na cidade de Ibiá, na sede do Sindicato Rural.

 

O Núcleo dos Sindicatos surgiu como uma associação de apoio aos trabalhos da FAEMG – Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais, cujas reuniões na região têm sido realizadas mensalmente e sempre em cidades diferentes.

 

Os assuntos discutidos sempre tratam do foco regional, onde são feitos relatórios daquilo que foi discutido e em seguida encaminhado à Federação, ou seja, tem sido um elo entre os produtores e a entidade maior do segmento no Estado, o que tem facilitado e muito as conquistas junto aos órgãos governamentais.

 

Para Amauri Rezende, Presidente do Sindicato de Prata e do Núcleo, o fortalecimento do agronegócio se faz com união, e o Núcleo nada mais é que um representante da FAEMG e CNA na região, que são as entidades mais importantes para o setor rural, em termos de defesa dos nossos direitos e do crescimento produtivo.

 

Amauri destaca ainda nesse Sistema, o SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, que hoje tem sido o grande elo de ligação entre o trabalhador e o produtor do passado, com os avanços do futuro, ou seja, o Senar está capacitando mão-de-obra e qualificando todos aqueles que atuam no setor, garantindo a sua permanência de forma profissional e lucrativa, acrescenta Amauri.

 

 

 

 

Senado aprova renegociação das dívidas de produtores rurais

O Senado aprovou, no dia 27/8, o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 22/08, originário da Medida Provisória 432, que renegocia R$ 75 bilhões em dívidas de produtores rurais, envolvendo 2,8 milhões de contratos da agricultura empresarial e da familiar. O relator da matéria, senador Neuto de Conto (PMSB/SC), não fez alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, mantendo a substituição da Taxa Selic, atualmente em 13% ao ano, mais 1%, pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6,25%, para correção de débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU), um dos pontos mais polêmicos, incluído na MP na Câmara. O texto agora vai à sanção presidencial. Para o presidente da Comissão Nacional de Endividamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Homero Pereira, a expectativa é de que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vete o dispositivo que trata desta troca de correção. “Esperamos o bom senso. Estipular juros incompatíveis com a renda gera mais inadimplência. A troca não foi acordo, foi uma decisão da maioria”, justificou.

Para evitar que a matéria volte à Câmara, o relator optou por incluir pontos acordados durante as discussões no Senado nos textos de outras Medidas Provisórias que tramitam na Casa, como a inclusão da fruticultura e carcinicultura na renegociação. Também será contemplada a reclassificação das operações de crédito rural com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para os Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). Entre os pontos mantidos no texto original, o PLV manteve os bônus de 5% a 45% para a liquidação antecipada das dívidas de securitização até 2010, mais descontos fixos em reais. Para o Nordeste, os bônus são de 15% a 55%. Também define descontos para quitação antecipada de débitos referentes ao Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA), com risco do Tesouro Nacional, e redução de cinco pontos percentuais. O prazo para pagamento destes saldos continua de quatro anos.                   

Nas dívidas do Funcafé, foi acrescentado ao texto dispositivo que torna explícito o bônus de 3,75% sobre os juros. Algumas emendas relacionadas à cafeicultura também asseguraram a contemplação de dívidas relativas às Cédulas de Produto Rural (CPR), totalizando um passivo de R$ 300 milhões. Os descontos para liquidação antecipada são de 5% a 25%, mais descontos fixos em reais. Nas operações inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), além da troca do indexador, o prazo de pagamento passou de cinco para 10 anos e será excluído o acréscimo de 20% no valor da dívida quando a operação passa a ser incluída no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). O prazo para aderir à renegociação das operações transferidas para a DAU passou para 30 de junho de 2009. Também serão dados descontos de 38% a 70% para liquidação antecipada e de 33% a 65% para renegociação. Para o Nordeste, serão acrescidos de 10 pontos percentuais.  

O texto aprovado na Câmara ampliou, também, de 30 de setembro para 30 de dezembro, o prazo para contratação do Fundo de Recebíveis do Agronegócio, linha criada no ano passado para quitar dívidas com fornecedores de insumos referentes às safras 2004/2005 e 2005/2006. Já nas dívidas referentes aos débitos do Programa de Revitalização da Lavoura Cacaueira, a MP foi alterada para incluir operações renegociadas no âmbito da Lei 11.322. Foram mantidos ainda os percentuais de 15% a 80% para quitação antecipada e de 5% a 75% para renegociação.      

 

 

 

Levantamento da safra de cana vai detalhar evolução da colheita

O segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar2008 vai detalhar a distribuição da colheita no país. O estudo trará uma evolução da quantidade de cana que é colhida mensalmente em cada estado. A estimativa, com as novas informações, será divulgada no dia4de setembro, às 14h30,na XVI Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), em Sertãozinho/SP.

Esses dados vão auxiliar o setor sucroalcooleiro a realizar um prognóstico da quantidade de cana que seguirá para moagem a cada mês, contribuindo para um melhor aproveitamento da capacidade industrial. Na parcial anunciada em abril, apenas a região Centro-Sul tinha iniciado a colheita. Nos estados do Norte e Nordeste o corte começa a partir de setembro.

Na primeira pesquisa desta safra, a produção nacional de cana-de-açúcar foi estimada pela Conab entre 558,1 e 579,8 milhões de toneladas. Dessa vez será apresentado um único número, sem intervalos.

 

 

 

 

CNA protocola documento com sugestões de alteração no Decreto 6514

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, hoje (28/8), no Ministério do Meio Ambiente, documento assinado por 14 entidades ligadas aos setores da agropecuária e da indústria, além da Frente Parlamentar da Agropecuária, com as sugestões de alterações ou de supressões de diversos dispositivos do Decreto 6514, que estabelece novas exigências e punições a pretexto de regulamentar a Lei de Crimes Ambientais. Entre as alterações sugeridas, está a supressão do artigo 55, que trata das multas para os produtores que não averbarem as áreas de reserva legal.  No texto em vigor, esta averbação deverá ser feita em até 180 dias a partir da data da publicação do Decreto, no último dia 22 de julho. Para o setor, o prazo mínimo deveria ser de dois anos, o que daria tempo para o produtor fazer  o devido registro da área de reserva legal em sua propriedade. “É preciso adequar a lei à realidade do setor agropecuário”, justifica o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Assuero Doca Veronez.

No documente entregue ao ministério, os setores produtivos argumentam que as multas para a não averbação da reserva legal não estão previstas em lei. Por esse motivo, defende a suspensão da punição até que seja encaminhada uma nova lei ao Congresso Nacional com base nas conclusões do grupo de trabalho, composto por Governo, setor privado e parlamentares, que deverá apresentar em 120 dias uma proposição para alterar a legislação ambiental em vigor. A formação desse grupo foi acertada em reunião com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na última terça-feira. Já está definido que, representando o Governo, deverão participar desses debates os ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Desenvolvimento Agrário, além de membros das Frentes Parlamentares da Agropecuária e do Meio Ambiente.

O setor produtivo defende, ainda, que seja suprimido o artigo 19, que trata de demolição de obras localizadas em áreas de preservação ambiental até a conclusão das discussões do grupo de trabalho. Outra sugestão incluída no documento pede a retirada do artigo 107, que trata da apreensão de animais domésticos que estejam em propriedades localizadas em áreas de proteção ambiental. “É mais um dos dispositivos que não está previsto em lei”, explica Assuero. Também foi sugerida a supressão dos artigos 129 e 130, que dão poder ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) de julgar recursos, em última instância, contra imposições de punições em casos de infrações ambientais. 

No ofício que acompanha o documento entregue pela CNA, os setores produtivos manifestam sua expectativa de adequação do Decreto e da legislação ambiental brasileira, “com o objetivo de proporcionar segurança jurídica às atividades produtivas e à conservação ambiental”. Segundo Assuero Veronez, “os setores querem uma proposta exeqüível, que tenha bom senso”. Na sua avaliação, o decreto é uma conseqüência da inaplicabilidade das leis que estão em vigor, entre as quais o Código Florestal Brasileiro (CFB). “É a fonte de todos ao males e de uma legislação que ficou ultrapassada, que tem trazido insegurança jurídica aos produtores rurais”, criticou Veronez, defendendo uma adaptação do Código à realidade atual do setor agropecuário.

Entre as alternativas para atualizar as normas ambientais, o representante da CNA defendeu a aprovação do Projeto de Lei 6424/05, que tramita na Câmara dos Deputados. Esta matéria permite a reposição de áreas de reserva legal com palmeiras que possam ser exploradas economicamente, como açaí e babaçu, além de prever o cômputo de Áreas de Preservação Permanente (APP) na reserva legal. Na última terça-feira (26/8), o ministro Carlos Minc assumiu o compromisso com os setores produtivos e parlamentares de que o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) não aplicaria as sanções previstas no Decreto durante as discussões para modificar o texto atual.  

Além da CNA, integram o ofício de encaminhamento do documento ao Ministério do Meio Ambiente a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (SEAGRI-SP), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Aprosoja Brasil, Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil e União Brasileira de Avicultura (UBA).

 

 

 

CNA: zerar a alíquota das matérias-primas aumentará a concorrência e reduzirá os preços dos insumos

A inclusão do fosfato bicálcico, ácido fosfórico e do ácido sulfúrico na lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, com alíquota zero, aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), vai estimular as importações desses produtos, aumentando a concorrência e contribuindo para baixar os preços de insumos básicos para a agropecuária, como sal mineral e adubo fosfatado. Esta é a avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou em conjunto com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em favor da medida. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da entidade, Rodrigo Alvim, “estes produtos servem de matéria-prima para a fabricação da suplementação mineral da alimentação animal, cujos preços em alta vêm contribuindo significativamente para o aumento dos custos da produção agropecuária“.

A suplementação mineral tem peso significativo nos custos de produção da pecuária de corte, representando cerca de 23% dos custos operacionais efetivos da atividade. Apenas no primeiro semestre do ano, o custo da suplementação mineral subiu 80%, em média. Segundo Antenor Nogueira, presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA, a redução do imposto de importação do fosfato bicálcico “veio em boa hora”, uma vez que os preços da arroba do boi gordo não vêm conseguindo acompanhar a evolução de custos de produção. “É importante que essa redução nos custos de importação do fosfato bicálcico chegue efetivamente até o bolso do produtor rural”,  complementa Antenor Nogueira.

Segundo Rodrigo Alvim, os preços do sal mineral, de fundamental importância para os ganhos de produtividade da pecuária de leite, praticamente dobraram desde novembro do ano passado, aumentando de R$ 25,00 para R$ 50,00 a saca. A razão destes aumentos está relacionada diretamente à elevação dos preços do fosfato bicálcico, responsável por 60% dos custos do sal mineral. "O aquecimento da demanda mundial por ácido fosfórico, matéria-prima fundamental para a produção do fosfato bicálcico, foi o principal responsável pelos aumentos do sal mineral”, explica o presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA.

Por esse motivo, a CNA e o MAPA se empenharam na inclusão dessas matérias-primas na lista de exceção da TEC do Mercosul, com alíquota zero, pois facilitará as importações do ácido fosfórico e fosfato bicálcico  de fora do Mercosul, que até agora entravam no País com alíquotas de 4% e 10%, respectivamente. Segundo dados dos Ativos da Pecuária de Leite da CNA, desde novembro de 2007, o preço do fosfato bicálcico mais do que dobrou, passando de R$ 800,00 a tonelada para R$ 2.100,00 a tonelada. Os maiores consumidores mundiais de fosfato bicálcico são China, Índia, Estados Unidos e Brasil, que adquirem o produto do Marrocos, Rússia, Tunísia e Jordânia.

 

 

 

 

 

 

Cursos do Senar Minas de 1 a 7 setembro

 

 

Uberaba - Prevenção de Acidentes

SR UBERABA - 03/09 a 05/09 - SENAR MINAS – Instrutora: Ellen Sant'Anna Martins de Oliveira

 

Delta - Trabalhadores na Administração de Empresas Agrossilvipastoris

SR UBERABA - 04/09 a 06/09 - SENAR/CANA LIMPA – Instrutora: Maria Tereza Gazzinelli Porto

 

Limeira do Oeste - Trabalhadores na Operação e na Manutenção de Colhedoras Automotrizes

SPR LIMEIRA DO OESTE - 02/09 a 06/09 - SENAR/CANA LIMPA – Instrutor: José Maurício de Gois

 

Santa Juliana - Trabalhadores na Aplicação de Agrotóxicos

SPR SANTA JULIANA - 04/09 a 06/09 - SENAR MINAS – Instrutor: Raimundo Papa Júnior

 

Ibiá - Artesanato de Rendas, Bordados e Congêneres

SPR IBIA - 01/09 a 04/09 - SENAR MINAS – Instrutora: Zinar Maria da Silva Rodrigues

 

Araguari - Produção Artesanal de Alimentos

SPR ARAGUARI - 03/09 a 06/09 - SENAR MINAS – Instrutora: Maria Luz da Silva

 

Prata - Artesanato de Rendas, Bordados e Congêneres

SR PRATA - 01/09 a 04/09 - SENAR MINAS – Instrutora: Cássia Maria Rapôso de Andrade

 

Prata - Artesanato de Rendas, Bordados e Congêneres

SR PRATA - 05/09 a 09/09 - SENAR MINAS – Instrutora: Cássia Maria Rapôso de Andrade

 

Capinópolis - Artesanato de Sementes, Cascas, Folhas e Flores

SPR CAPINOPOLIS - 01/09 a 04/09 - SENAR MINAS – Instrutor: Arnaldo Mendes