Edital de Convocação do Sindicato

Abertas inscrições para cursos do Senar em Capinópolis

Setor pede ao governo que sustente o preço do leite para escoar o excedente de produção

Última semana para participar do Concurso do Programa Semeando

PIB do agronegócio cresce e pode chegar a R$ 84,4 bilhões neste ano

Sobrevivência do Produtor depende de ação emergencial do governo

Marcos Montes destaca ação do Núcleo dos Sindicatos Rurais

Corrida para renegociação está na reta final

Triângulo Mineiro se destaca no volume de laranjas produzidas

Mudanças nas regras do Pronaf podem estimular a busca por recursos

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

 

Assembléia Geral Ordinária

 

 

O Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Capinópolis, no uso de suas atribuições que lhe confere o Estatuto Sindical, art. 19, convoca os seus associados para uma Assembléia Geral Ordinária á realizar no dia 01 de Outubro de 2008, em sua sede localizada na Avenida Pres. JK. De Oliveira nº. 758, nesta cidade, a ser instalada em primeira convocação ás 18h30min, e, não havendo quorum suficiente, em segunda convocação às 19h30min, com qualquer número de associados presente, para a seguinte ordem do dia:

 

- Apreciação e Deliberação sobre as Contas dos Exercícios de 2007.

 

Capinópolis, 17 de Setembro de 2008.

 

 

 

- Paulo Henrique Ferreira Fontoura –

- Presidente-

 

 

 

 

 

 

 

 

AVISO

IMPORTANTE

 

CURSOS DO SENAR EM CAPINÓPOLIS

 

 

SINDICATO DOS PRODUTORES RURAL DE CAPINÓPOLIS em parceria com  O SENAR MINAS, avisa que estão abertas ás inscrições para os seguintes Cursos:  

 

-CORTE E COSTURA – 13 A 17 DE OUTUBRO;

-PATCHWORK – 20 A 24 DE OUTUBRO;

-PANIFICAÇÃO – 28 A 31 DE OUTUBRO;

 

Os alunos interessados podem procurar a Secretaria do Sindicato  para fazer sua inscrição, o curso é gratuito e as vagas são limitadas. Maiores informações procure o Sindicato Rural no Parque de Exposição, ou Pelo FONE; 3263-1719..

 

 

SINDICATO DOS PRODUTORES RURAIS DE CAPINÓPOLIS e SENAR MINAS

“UNIDOS EM PROL DE UMA VIDA MELHOR”

 

 

 

 

 

 

Setor pede ao governo que sustente o preço do leite para escoar o excedente de produção

 

Sem medidas oficiais de apoio à comercialização do leite, como contratos privados de opção e venda (Prop) para sustentar o preço pago pela indústria ao produtor, não será possível escoar o excedente de produção das regiões produtoras para as regiões consumidoras, como alguns Estados do Norte. “Estimulado pelo mercado, o produtor aumentou em 20% a sua produção, de janeiro a julho deste ano, e agora não consegue preço suficiente para cobrir seus custos”, afirma o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados e da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. A destinação de R$ 300 milhões para Empréstimo do Governo Federal (EGF) é outra reivindicação do setor que será levada ao Governo pela Câmara Setorial.

 

Segundo Alvim, o aumento expressivo da oferta de leite sem o crescimento correspondente das demandas interna e externa geraram excedentes de produção e, por conseqüência, a queda dos preços pagos ao produtor. Dados do Cepea/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo) confirmam que o leite foi vendido, em agosto de 2008, a preços 15% menores do que em agosto do ano passado. Para enfrentar essa crise de renda que atinge o setor, a Câmara Setorial decidiu solicitar, entre outras medidas, a ampliação das compras governamentais para os programas sociais de distribuição de leite e derivados. “Ações emergenciais de apoio à comercialização poderão salvar a produção de leite no Brasil”, diz Rodrigo Alvim.

 

A implantação do programa de marketing institucional, com a participação de produtores e indústrias, além de eventual parceria do Governo, é outra medida incluída no documento elaborado, hoje, pela Câmara Setorial para ser entregue ao Executivo. Sua criação é considerada fundamental pelo setor para evitar a queda de preços em momentos desfavoráveis, como o vivido atualmente. Também serão solicitadas ações efetivas dos Governos Federal e estaduais para o combate à fraude e à comercialização do leite informal. É necessário, ainda, que se dê agilidade à implantação da reforma tributária, para coibir os efeitos negativos da guerra fiscal, que atinge principalmente os Estados exportadores.

 

Para Rodrigo Alvim, são necessárias ações emergenciais eficientes por parte do Governo Federal para fazer frente a uma crise que poderá comprometer o crescimento e a modernização do setor leiteiro, iniciada há 10 anos. “Houve crescimento da produção e da produtividade, além de melhoria da qualidade da matéria-prima”, afirmou o presidente da Câmara. Tais transformações permitiram ao País passar da condição de importador líquido a de exportador de leite e derivados. O Brasil é o país com melhores condições de abastecer a crescente demanda mundial por produtos lácteos, mas, segundo Alvim, “a falta de estabilidade e de previsibilidade do mercado comprometem o aumento da competitividade da cadeia produtiva do leite”.

 

 

 

 

 

Última semana para participar do Concurso do Programa Semeando

 

Quarta-feira, dia 24/9 é o último dia para que os interessados em participar do Concurso do Programa Semeando enviem seus trabalhos.

 

O Programa Semeando é uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais - FAEMG e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR MINAS que pretende proporcionar às crianças e aos educadores uma reflexão sobre a importância do desenvolvimento sustentável.

 

O Objetivo do programa é conduzir ações educativas nas escolas, para desenvolver o entendimento e a compreensão das relações entre o campo, a cidade e o meio ambiente, dentro de um contexto de cidadania e qualidade de vida. A cada ano um novo tema é trabalhado pelos participantes. Este ano o tema é: " Ética, Cidadania e Meio Ambiente.

 

Para valorizar o trabalho dos educadores e a participação dos estudantes, o programa oferece Concursos de Desenho, Redação e Experiências Pedagógicas. A classificação é regional, de acordo com o ciclo escolar e tem como prêmios: computadores e prêmios em dinheiro. Os trabalhos devem ser enviados até o dia 24 de setembro (quarta-feira) para: Programa Semeando - Caixa Postal 1958 - CEP 30411-970 - Belo Horizonte - MG.

 

Em 2007 participaram do programa mais de 2,5 milhões de alunos, 122.617 professores, de 840 municípios. Este ano a estimativa é de que cerca de 3 milhões de alunos do Ensino Público Fundamental, urbano e rural, e seus professores estejam participando do programa.

 

O Programa Semeando 2008 tem como parceiros: Sebrae Minas (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, IEF/Apflor, Sicoob Crediminas (Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais), CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), Votorantim Metais e Bunge. Apóiam o Programa as Prefeituras, os Sindicatos dos Produtores Rurais e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

 

Mais informações sobre o programa podem ser obtidas através do site: www.senarminas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

PIB do agronegócio cresce e pode chegar a R$ 84,4 bilhões neste ano

 

O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio mineiro cresceu quase 10% no primeiro semestre. É o que mostra levantamento feito pelo Cepea/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), patrocinado pela FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) e SEAPA (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais). Se o ritmo do crescimento se mantiver, o PIB do setor deve chegar a R$ 84,4 bilhões em 2008.

 

“Este resultado comprova a pujança do agronegócio e seu peso na economia mineira e nacional”, ressalta o superintendente de Economia e Política Agrícola da SEAPA, João Ricardo Albanez. O setor – acrescenta – já responde por 30% do PIB de Minas e por 11% do PIB do Brasil. A pesquisa mostra que o bom desempenho foi alavancado pelo agronegócio da pecuária, que cresceu 14,04%, puxado pela produção de leite. O agronegócio da agricultura teve taxa menor de crescimento, de 5,94%.

 

O coordenador da Assessoria Técnica da FAEMG, Rodolfo Oliveira, informa que o segmento que mais cresceu no primeiro semestre foi o de insumos, tanto para agricultura como para pecuária. Este crescimento deve-se à alta em torno de 60% dos preços dos produtos, que subiram motivados pela demanda crescente. “A procura por fertilizantes vem crescendo em todo o mundo, especialmente no Brasil, para atender à pressão por aumento da oferta de alimentos e de matéria-prima para biocombustíveis”, explica.

 

Tendências – Outro destaque da pesquisa foi o bom desempenho da produção agrícola, com o crescimento das safras de grãos e de café, embora este último produto esteja com preços em declínio. Por outro lado, a agroindústria de base vegetal registrou variação negativa de -2,75%. Esta baixa decorre, principalmente, da queda das cotações dos produtos das indústrias sucroalcooleira e cafeeira: álcool anidro (-16,85%), álcool hidratado (-18,62%), açúcar (-25,42%) e café (-6,59%).

 

O bom resultado do PIB não se reflete, no entanto, na renda do produtor rural. Segundo Rodolfo Oliveira, a tendência é de que os custos continuem subindo, sobretudo em virtude da alta dos insumos. Diante desse cenário, tanto a FAEMG como a SEAPA orientam o produtor a otimizar seu sistema de produção, acompanhando a evolução do mercado e, sobretudo, adotando a gestão de custos. Assim, poderá minimizar os impactos de possíveis variações de oferta e consumo.

 

 

 

 

 

 

 

Marcos Montes destaca ação do Núcleo dos Sindicatos Rurais

 

O Deputado Federal Marcos Montes (DEM) participou na última semana de uma reunião junto ao Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Triângulo, Noroeste de Minas e Alto Paranaíba, na cidade de Ibiá.

 

A reunião tratou de diversos assuntos, mas o principal deles foi o grande número de tópicos discutidos hoje na Comissão de Agricultura na Câmara dos Depurados, oriundos das discussões do Núcleo.

 

“Esse Núcleo criado na região, mostra que se o produtor se organizar, muitas conquistas virão, e esse Núcleo é um modelo a ser copiado em todo País, é o fortalecimento para o agronegócio, para as próprias Federações”, frisou o Deputado.

 

Marcos comentou sobre a “Bandeira do Agronegócio”, e pediu que fosse feito a “Carta do Núcleo”, referente às sugestões dos produtores rurais sobre as discussões em torno da nova legislação ambiental prestes a ser aprovada em Brasília.

 

Para Ele há a necessidade de mostrar ao Ministério da Agricultura a realidade dos produtores dessa região, que em muitos casos há demonstração clara de que o Governo desconhece essa realidade, que hoje coloca o produtor como o bandido do meio ambiente.

 

Marcos Montes tem sido considerado um dos granes defensores do agronegócio em Brasília, e é um grande defensor da criação de novos núcleos, que ajudem na aproximação dos produtores a nível regional, junto à Federação, o que irá fortalecer e muito as ações políticas da classe.

 

 

 

 

 

 

 

Sobrevivência do Produtor depende de ação emergencial do governo

 

O Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Capinópolis, Paulo Henrique Fontoura disse em reunião com produtores rurais na última semana na cidade de Ibiá sobre o fortalecimento político da classe para evitar uma grande crise pré-anunciada por todos os setores produtivos do País.

 

Paulo Henrique quer que os sindicatos possam conscientizar os seus produtores para que tomem muito cuidado na hora de pegar dinheiro ou comprar insumos para o plantio da próxima safra, cujo processo já foi iniciado.

 

“É melhor diminuir a quantidade de insumos e diminuir a tecnologia empregada na produção agrícola, que empregar tudo que nos é ofertado e depois sair sem dinheiro e com mais uma grande dívida. Sabemos que se diminuir a tecnologia a produtividade será menor, mas com o custo baixo, poderemos ter rentabilidade nas lavouras na próxima safra”, afirmou Paulo Henrique.

 

Segundo Ele, o Governo precisa urgentemente resolver o problema do futuro endividamento, citando o custo da produção de grãos no Mato Grosso, cujo preço de produção é maior que o de venda, e pode representar a maior quebradeira da história no Centro-Oeste Brasileiro.

 

Paulo Henrique pediu que fosse feito um trabalho junto às Prefeituras e que todos se unissem em prol da causa, pois grande parte dos municípios tem em seu PIB, quase 90% só do setor produtivo (agronegócio).

 

“Os municípios têm que saber que o que é investido em educação, saúde, lazer e assistência social vêm do agronegócio, graças à arrecadação de impostos quando o produtor tira a nota fiscal de venda dos seus grãos”, disse o Presidente.

 

Disse ainda que a FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais tem feito um trabalho de educação política para que os Produtores através de seus Sindicatos possam brigar politicamente, levar suas reivindicações e lutar por elas de forma profissional, e cobrou que algumas palestras da FAEMG sejam levadas pra todo estado, de forma a dar suporte aos produtores de se fortalecerem politicamente nas duas micro-regiões.

 

 

 

 

 

 

 

Corrida para renegociação está na reta final

 

Os produtores rurais têm uma semana para aderir aos benefícios do último pacote de renegociação de R$ 75 bilhões em dívidas do setor. O prazo final para adesão aos novos termos expira dia 30. Quem não aderir até lá, perderá direito a benefícios como ampliação de prazos de pagamento até 2025, descontos para liquidação e rolagem, eliminação de multas, extensão de bônus de adimplência e troca de indexadores dos débitos. Pressionado pelo forte aumento dos preços dos alimentos no mundo, o governo produziu o maior pacote de repactuação de débitos rurais da história.

 

As medidas, transformadas na Lei nº 11.775, devem dar um refresco de R$ 10 bilhões ao bolso de 2,8 milhões de produtores e cooperativas. O custo fiscal do pacote ao Tesouro Nacional será de R$ 1,16 bilhão ao longo dos próximos anos, mas a União já havia absorvido nos últimos dois anos R$ 12 bilhões em prejuízo de operações de fundos constitucionais ou lançadas como Dívida Ativa da União. "Vamos pressionar para que as instruções bancárias sejam repassadas o mais rápido possível às agências", afirma o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), relator da MP na Câmara. Fonte: Valor Econômico

 

 

 

 

 

 

 

Triângulo Mineiro se destaca no volume de laranjas produzidas

 

A produção de laranja, em Minas Gerais, vai aumentar neste ano apesar da redução da área colhida no Estado. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), organizados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a colheita estimada dos pomares mineiros vai passar de 583,6 mil toneladas para cerca de 596,9 mil toneladas da fruta.

 

O aumento da produção em Minas é de 2,26%, enquanto a diminuição da área foi de 32,3 mil hectares para 31,5 mil hectares. A redução da área é causada pela substituição de lavouras antigas por plantas novas.

 

Para o Brasil, está estimada uma queda de produção de 300 mil toneladas, o que deverá resultar em colheita de cerca de 18 milhões de toneladas de laranja, informa a Superintendência de Política e Economia Agrícola da Seapa, com base nos números do IBGE.

 

“O volume de produção, em Minas, aumentou porque houve ganhos de produtividade com a utilização de tecnologia”, diz o superintendente João Ricardo Albanez. “Os produtores aumentaram os investimentos no cultivo porque a fruta teve um bom mercado na safra anterior. A oscilação da produção de uma safra para outra é um fato comum e quase sempre depende do nível de estímulo do produtor, que investe mais no cultivo caso tenha alcançado boa receita no período anterior e o mercado sinalize positivamente para a safra seguinte”.

 

O produtor Mager Luiz (conhecido como Branco), de Frutal, no Triângulo Mineiro, confirma que o aumento da produção deste ano está sustentado nos investimentos em insumos e em outras práticas modernas de cultivo. “Os bons resultados da safra passada serviram de incentivo, mas o produtor de laranja investe em tecnologia mesmo no caso de queda de receita, porque a boa manutenção das plantas é indispensável para evitar que os prejuízos se agravem”.

 

Segundo Mager, a proteção das plantas é intensa mesmo antes de alcançarem sete anos, quando, em média, iniciam a fase plena de produção. Depois disso continuam investindo para manter a cultura rentável e evitar perda do dinheiro aplicado. “Além disso, os produtores de laranja sempre investem na tecnologia, que muda rapidamente, porque contam com a possibilidade de um mercado melhor no ano seguinte”, assinala.

 

Na Fazenda Brejão, onde Mager tem 30 hectares plantados de laranja, o custo que mais pesa atualmente é o do adubo, que teve um salto de R$ 850,00 para mais de R$ 1,5 mil a tonelada desde o ano passado. “O gasto com adubo é um entrave para o aumento de renda com a fruta”, ele explica. Mager diz que, apesar dos custos com tratos culturais, sobretudo para aquisição dos produtos que têm componentes químicos, os agricultores podem preservar parte de seus ganhos neste ano, porque há sinais de que a safra vai prosseguir até dezembro. Ele informa que o período normal de colheita vai de maio até o final de setembro. “Vamos ter ainda a safra temporona de fevereiro de 2009 e será possível manter muita laranja no pé para ajustar a oferta e a procura e, assim, garantir a obtenção de mais renda”, finaliza o produtor.

 

Grupo dos cinco

 

Minas Gerais é o quarto produtor de laranja do Brasil. Em primeiro lugar está São Paulo, que responde por 14,2 milhões de toneladas ou quase 80% do total nacional. Depois vem a Bahia, com 948,8 mil toneladas, e Sergipe, com 780,5 mil toneladas.

 

No Triângulo Mineiro encontra-se o grupo dos cinco municípios que mais produzem no Estado, respondendo por quase 68% de toda a oferta mineira de laranja. Destaca-se Frutal, com 130 mil toneladas anuais e produtividade da ordem de 20 mil quilos por hectares. Os demais grandes produtores são os municípios de Comendador Gomes, Prata, Uberlândia e Uberaba. A soma da colheita de laranja dos cinco alcança 397,7 mil toneladas.

 

 

 

 

 

 

 

Mudanças nas regras do Pronaf podem estimular a busca por recursos

 

Algumas mudanças nas regras para a disponibilização de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) vão estimular a procura por produtores de pequeno porte pelo crédito do programa. Entre estas alterações, o presidente da Comissão Nacional de Assuntos de Pequena Propriedade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Celso Rigo, destacou a extinção dos Grupos C, D e E, que passarão a integrar uma única categoria, chamada de Agricultura Familiar. “O enquadramento nestas faixas desestimulava os produtores e o processo era mais burocrático”, disse. Em reunião com o Diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), João Luís Guadagnin, em Florianópolis (SC), produtores e integrantes da Comissão da CNA puderam esclarecer dúvidas sobre os aspectos operacionais da nova regra, que vigora desde 1º de julho.

 

Segundo Rigo, com a unificação das faixas em uma só categoria, haverá um único teto de recursos por produtor. As taxas de juros também serão reduzidas, passando de 3% a 5,5% para 1,5% a 5,5%, no caso dos financiamentos de custeio. Já as operações de investimento terão juros entre 1% e 5% anuais, enquanto que, quando havia os grupos C, D e E, os percentuais variavam entre 2% e 5,5% ao ano. Os grupos A e B, que contemplam assentados e mini produtores, respectivamente, continuam com as mesmas normas. Outro ponto destacado por Celso Rigo foi a ampliação de recursos para assistência tecnológica, de R$ 190 milhões para R$ 360 milhões, previstos no Plano Safra 2008/2009, anunciado em julho. 

 

“É mais crédito para melhorar a produção”, ressaltou o presidente da Comissão de Assuntos da Pequena Propriedade. Pelo Plano Safra 2008/2009, anunciado em julho, os recursos para a agricultura familiar totalizam R$ 13 bilhões. Ainda segundo Celso Rigo, os membros da Comissão discutiram com representantes do MDA uma versão mais atualizada da Declaração de Aptidão ao Pronaf, documento que habilita o produtor rural a ter acesso aos recursos do programa, além da renegociação das dívidas rurais previstas na Lei 11.775, que atingem pequenos produtores.