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EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Assembléia Geral Ordinária
O
Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Capinópolis, no uso
de suas atribuições que lhe confere o Estatuto Sindical, art. 19,
convoca os seus associados para uma Assembléia Geral Ordinária
á realizar no dia 01 de Outubro de 2008, em sua sede
localizada na Avenida Pres. JK. De Oliveira nº. 758, nesta cidade, a
ser instalada em primeira convocação ás 18h30min, e, não
havendo quorum suficiente, em segunda convocação às 19h30min, com
qualquer número de associados presente, para a seguinte ordem do
dia:
-
Apreciação e Deliberação sobre as Contas dos Exercícios de 2007.
Capinópolis, 17 de Setembro de 2008.
- Paulo Henrique Ferreira Fontoura –
- Presidente-
AVISO
IMPORTANTE
CURSOS DO SENAR EM
CAPINÓPOLIS
SINDICATO DOS PRODUTORES RURAL DE CAPINÓPOLIS
em parceria com O
SENAR MINAS, avisa que estão abertas ás inscrições para os
seguintes Cursos:
-CORTE E COSTURA – 13 A
17 DE OUTUBRO;
-PATCHWORK – 20 A 24 DE
OUTUBRO;
-PANIFICAÇÃO – 28 A 31
DE OUTUBRO;
Os alunos interessados
podem procurar a Secretaria do Sindicato para fazer sua inscrição,
o curso é gratuito e as vagas são limitadas. Maiores informações
procure o Sindicato Rural no Parque de Exposição, ou Pelo FONE;
3263-1719..
SINDICATO DOS PRODUTORES RURAIS DE CAPINÓPOLIS e SENAR MINAS
“UNIDOS EM PROL DE UMA VIDA MELHOR”
Setor pede ao governo que sustente o preço do leite para escoar o
excedente de produção
Sem
medidas oficiais de apoio à comercialização do leite, como contratos
privados de opção e venda (Prop) para sustentar o preço pago pela
indústria ao produtor, não será possível escoar o excedente de
produção das regiões produtoras para as regiões consumidoras, como
alguns Estados do Norte. “Estimulado pelo mercado, o produtor
aumentou em 20% a sua produção, de janeiro a julho deste ano, e
agora não consegue preço suficiente para cobrir seus custos”, afirma
o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e
Derivados e da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo
Alvim. A destinação de R$ 300 milhões para Empréstimo do Governo
Federal (EGF) é outra reivindicação do setor que será levada ao
Governo pela Câmara Setorial.
Segundo Alvim, o aumento expressivo da oferta de leite sem o
crescimento correspondente das demandas interna e externa geraram
excedentes de produção e, por conseqüência, a queda dos preços pagos
ao produtor. Dados do Cepea/USP (Centro de Estudos Avançados em
Economia Aplicada da Universidade de São Paulo) confirmam que o
leite foi vendido, em agosto de 2008, a preços 15% menores do que em
agosto do ano passado. Para enfrentar essa crise de renda que atinge
o setor, a Câmara Setorial decidiu solicitar, entre outras medidas,
a ampliação das compras governamentais para os programas sociais de
distribuição de leite e derivados. “Ações emergenciais de apoio à
comercialização poderão salvar a produção de leite no Brasil”, diz
Rodrigo Alvim.
A
implantação do programa de marketing institucional, com a
participação de produtores e indústrias, além de eventual parceria
do Governo, é outra medida incluída no documento elaborado, hoje,
pela Câmara Setorial para ser entregue ao Executivo. Sua criação é
considerada fundamental pelo setor para evitar a queda de preços em
momentos desfavoráveis, como o vivido atualmente. Também serão
solicitadas ações efetivas dos Governos Federal e estaduais para o
combate à fraude e à comercialização do leite informal. É
necessário, ainda, que se dê agilidade à implantação da reforma
tributária, para coibir os efeitos negativos da guerra fiscal, que
atinge principalmente os Estados exportadores.
Para Rodrigo Alvim, são necessárias ações emergenciais eficientes
por parte do Governo Federal para fazer frente a uma crise que
poderá comprometer o crescimento e a modernização do setor leiteiro,
iniciada há 10 anos. “Houve crescimento da produção e da
produtividade, além de melhoria da qualidade da matéria-prima”,
afirmou o presidente da Câmara. Tais transformações permitiram ao
País passar da condição de importador líquido a de exportador de
leite e derivados. O Brasil é o país com melhores condições de
abastecer a crescente demanda mundial por produtos lácteos, mas,
segundo Alvim, “a falta de estabilidade e de previsibilidade do
mercado comprometem o aumento da competitividade da cadeia produtiva
do leite”.
Última semana para participar do Concurso do Programa Semeando
Quarta-feira, dia 24/9 é o último dia para que os interessados em
participar do Concurso do Programa Semeando enviem seus trabalhos.
O Programa Semeando é uma iniciativa da Federação da Agricultura e
Pecuária do Estado de Minas Gerais - FAEMG e do Serviço Nacional de
Aprendizagem Rural - SENAR MINAS que pretende proporcionar às
crianças e aos educadores uma reflexão sobre a importância do
desenvolvimento sustentável.
O Objetivo do programa é conduzir ações educativas nas escolas, para
desenvolver o entendimento e a compreensão das relações entre o
campo, a cidade e o meio ambiente, dentro de um contexto de
cidadania e qualidade de vida. A cada ano um novo tema é trabalhado
pelos participantes. Este ano o tema é: " Ética, Cidadania e Meio
Ambiente.
Para valorizar o trabalho dos educadores e a participação dos
estudantes, o programa oferece Concursos de Desenho, Redação e
Experiências Pedagógicas. A classificação é regional, de acordo com
o ciclo escolar e tem como prêmios: computadores e prêmios em
dinheiro. Os trabalhos devem ser enviados até o dia 24 de setembro
(quarta-feira) para: Programa Semeando - Caixa Postal 1958 - CEP
30411-970 - Belo Horizonte - MG.
Em 2007 participaram do programa mais de 2,5 milhões de alunos,
122.617 professores, de 840 municípios. Este ano a estimativa é de
que cerca de 3 milhões de alunos do Ensino Público Fundamental,
urbano e rural, e seus professores estejam participando do programa.
O Programa Semeando 2008 tem como parceiros: Sebrae Minas (Serviço
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Secretaria de Estado de Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, IEF/Apflor, Sicoob
Crediminas (Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais), CBMM
(Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), Votorantim Metais
e Bunge. Apóiam o Programa as Prefeituras, os Sindicatos dos
Produtores Rurais e a Undime (União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação).
Mais informações sobre o programa podem ser obtidas através do site:
www.senarminas.org.br
PIB
do agronegócio cresce e pode chegar a R$ 84,4 bilhões neste ano
O PIB
(Produto Interno Bruto) do agronegócio mineiro cresceu quase 10% no
primeiro semestre. É o que mostra levantamento feito pelo Cepea/USP
(Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de
São Paulo), patrocinado pela FAEMG (Federação da Agricultura e
Pecuária do Estado de Minas Gerais) e SEAPA (Secretaria de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais). Se o ritmo
do crescimento se mantiver, o PIB do setor deve chegar a R$ 84,4
bilhões em 2008.
“Este
resultado comprova a pujança do agronegócio e seu peso na economia
mineira e nacional”, ressalta o superintendente de Economia e
Política Agrícola da SEAPA, João Ricardo Albanez. O setor –
acrescenta – já responde por 30% do PIB de Minas e por 11% do PIB do
Brasil. A pesquisa mostra que o bom desempenho foi alavancado pelo
agronegócio da pecuária, que cresceu 14,04%, puxado pela produção de
leite. O agronegócio da agricultura teve taxa menor de crescimento,
de 5,94%.
O
coordenador da Assessoria Técnica da FAEMG, Rodolfo Oliveira,
informa que o segmento que mais cresceu no primeiro semestre foi o
de insumos, tanto para agricultura como para pecuária. Este
crescimento deve-se à alta em torno de 60% dos preços dos produtos,
que subiram motivados pela demanda crescente. “A procura por
fertilizantes vem crescendo em todo o mundo, especialmente no
Brasil, para atender à pressão por aumento da oferta de alimentos e
de matéria-prima para biocombustíveis”, explica.
Tendências –
Outro
destaque da pesquisa foi o bom desempenho da produção agrícola, com
o crescimento das safras de grãos e de café, embora este último
produto esteja com preços em declínio. Por outro lado, a
agroindústria de base vegetal registrou variação negativa de -2,75%.
Esta baixa decorre, principalmente, da queda das cotações dos
produtos das indústrias sucroalcooleira e cafeeira: álcool anidro
(-16,85%), álcool hidratado (-18,62%), açúcar (-25,42%) e café
(-6,59%).
O bom
resultado do PIB não se reflete, no entanto, na renda do produtor
rural. Segundo Rodolfo Oliveira, a tendência é de que os custos
continuem subindo, sobretudo em virtude da alta dos insumos. Diante
desse cenário, tanto a FAEMG como a SEAPA orientam o produtor a
otimizar seu sistema de produção, acompanhando a evolução do mercado
e, sobretudo, adotando a gestão de custos. Assim, poderá minimizar
os impactos de possíveis variações de oferta e consumo.
Marcos Montes destaca ação do Núcleo dos Sindicatos Rurais
O
Deputado Federal Marcos Montes (DEM) participou na última semana de
uma reunião junto ao Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do
Triângulo, Noroeste de Minas e Alto Paranaíba, na cidade de Ibiá.
A
reunião tratou de diversos assuntos, mas o principal deles foi o
grande número de tópicos discutidos hoje na Comissão de Agricultura
na Câmara dos Depurados, oriundos das discussões do Núcleo.
“Esse Núcleo criado na região, mostra que se o produtor se
organizar, muitas conquistas virão, e esse Núcleo é um modelo a ser
copiado em todo País, é o fortalecimento para o agronegócio, para as
próprias Federações”, frisou o Deputado.
Marcos comentou sobre a “Bandeira do Agronegócio”, e pediu que fosse
feito a “Carta do Núcleo”, referente às sugestões dos produtores
rurais sobre as discussões em torno da nova legislação ambiental
prestes a ser aprovada em Brasília.
Para Ele há a necessidade de mostrar ao Ministério da Agricultura a
realidade dos produtores dessa região, que em muitos casos há
demonstração clara de que o Governo desconhece essa realidade, que
hoje coloca o produtor como o bandido do meio ambiente.
Marcos Montes tem sido considerado um dos granes defensores do
agronegócio em Brasília, e é um grande defensor da criação de novos
núcleos, que ajudem na aproximação dos produtores a nível regional,
junto à Federação, o que irá fortalecer e muito as ações políticas
da classe.
Sobrevivência do Produtor depende de ação emergencial do governo
O
Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Capinópolis, Paulo
Henrique Fontoura disse em reunião com produtores rurais na última
semana na cidade de Ibiá sobre o fortalecimento político da classe
para evitar uma grande crise pré-anunciada por todos os setores
produtivos do País.
Paulo Henrique quer que os sindicatos possam conscientizar os seus
produtores para que tomem muito cuidado na hora de pegar dinheiro ou
comprar insumos para o plantio da próxima safra, cujo processo já
foi iniciado.
“É
melhor diminuir a quantidade de insumos e diminuir a tecnologia
empregada na produção agrícola, que empregar tudo que nos é ofertado
e depois sair sem dinheiro e com mais uma grande dívida. Sabemos que
se diminuir a tecnologia a produtividade será menor, mas com o custo
baixo, poderemos ter rentabilidade nas lavouras na próxima safra”,
afirmou Paulo Henrique.
Segundo Ele, o Governo precisa urgentemente resolver o problema do
futuro endividamento, citando o custo da produção de grãos no Mato
Grosso, cujo preço de produção é maior que o de venda, e pode
representar a maior quebradeira da história no Centro-Oeste
Brasileiro.
Paulo Henrique pediu que fosse feito um trabalho junto às
Prefeituras e que todos se unissem em prol da causa, pois grande
parte dos municípios tem em seu PIB, quase 90% só do setor produtivo
(agronegócio).
“Os
municípios têm que saber que o que é investido em educação, saúde,
lazer e assistência social vêm do agronegócio, graças à arrecadação
de impostos quando o produtor tira a nota fiscal de venda dos seus
grãos”, disse o Presidente.
Disse ainda que a FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do
Estado de Minas Gerais tem feito um trabalho de educação política
para que os Produtores através de seus Sindicatos possam brigar
politicamente, levar suas reivindicações e lutar por elas de forma
profissional, e cobrou que algumas palestras da FAEMG sejam levadas
pra todo estado, de forma a dar suporte aos produtores de se
fortalecerem politicamente nas duas micro-regiões.
Corrida para renegociação está na reta final
Os
produtores rurais têm uma semana para aderir aos benefícios do
último pacote de renegociação de R$ 75 bilhões em dívidas do setor.
O prazo final para adesão aos novos termos expira dia 30. Quem não
aderir até lá, perderá direito a benefícios como ampliação de prazos
de pagamento até 2025, descontos para liquidação e rolagem,
eliminação de multas, extensão de bônus de adimplência e troca de
indexadores dos débitos. Pressionado pelo forte aumento dos preços
dos alimentos no mundo, o governo produziu o maior pacote de
repactuação de débitos rurais da história.
As
medidas, transformadas na Lei nº 11.775, devem dar um refresco de R$
10 bilhões ao bolso de 2,8 milhões de produtores e cooperativas. O
custo fiscal do pacote ao Tesouro Nacional será de R$ 1,16 bilhão ao
longo dos próximos anos, mas a União já havia absorvido nos últimos
dois anos R$ 12 bilhões em prejuízo de operações de fundos
constitucionais ou lançadas como Dívida Ativa da União. "Vamos
pressionar para que as instruções bancárias sejam repassadas o mais
rápido possível às agências", afirma o deputado Luis Carlos Heinze
(PP-RS), relator da MP na Câmara. Fonte: Valor Econômico
Triângulo Mineiro se destaca no volume de laranjas produzidas
A
produção de laranja, em Minas Gerais, vai aumentar neste ano apesar
da redução da área colhida no Estado. De acordo com dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), organizados
pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa),
a colheita estimada dos pomares mineiros vai passar de 583,6 mil
toneladas para cerca de 596,9 mil toneladas da fruta.
O
aumento da produção em Minas é de 2,26%, enquanto a diminuição da
área foi de 32,3 mil hectares para 31,5 mil hectares. A redução da
área é causada pela substituição de lavouras antigas por plantas
novas.
Para o Brasil, está estimada uma queda de produção de 300 mil
toneladas, o que deverá resultar em colheita de cerca de 18 milhões
de toneladas de laranja, informa a Superintendência de Política e
Economia Agrícola da Seapa, com base nos números do IBGE.
“O
volume de produção, em Minas, aumentou porque houve ganhos de
produtividade com a utilização de tecnologia”, diz o superintendente
João Ricardo Albanez. “Os produtores aumentaram os investimentos no
cultivo porque a fruta teve um bom mercado na safra anterior. A
oscilação da produção de uma safra para outra é um fato comum e
quase sempre depende do nível de estímulo do produtor, que investe
mais no cultivo caso tenha alcançado boa receita no período anterior
e o mercado sinalize positivamente para a safra seguinte”.
O
produtor Mager Luiz (conhecido como Branco), de Frutal, no Triângulo
Mineiro, confirma que o aumento da produção deste ano está
sustentado nos investimentos em insumos e em outras práticas
modernas de cultivo. “Os bons resultados da safra passada serviram
de incentivo, mas o produtor de laranja investe em tecnologia mesmo
no caso de queda de receita, porque a boa manutenção das plantas é
indispensável para evitar que os prejuízos se agravem”.
Segundo Mager, a proteção das plantas é intensa mesmo antes de
alcançarem sete anos, quando, em média, iniciam a fase plena de
produção. Depois disso continuam investindo para manter a cultura
rentável e evitar perda do dinheiro aplicado. “Além disso, os
produtores de laranja sempre investem na tecnologia, que muda
rapidamente, porque contam com a possibilidade de um mercado melhor
no ano seguinte”, assinala.
Na
Fazenda Brejão, onde Mager tem 30 hectares plantados de laranja, o
custo que mais pesa atualmente é o do adubo, que teve um salto de R$
850,00 para mais de R$ 1,5 mil a tonelada desde o ano passado. “O
gasto com adubo é um entrave para o aumento de renda com a fruta”,
ele explica. Mager diz que, apesar dos custos com tratos culturais,
sobretudo para aquisição dos produtos que têm componentes químicos,
os agricultores podem preservar parte de seus ganhos neste ano,
porque há sinais de que a safra vai prosseguir até dezembro. Ele
informa que o período normal de colheita vai de maio até o final de
setembro. “Vamos ter ainda a safra temporona de fevereiro de 2009 e
será possível manter muita laranja no pé para ajustar a oferta e a
procura e, assim, garantir a obtenção de mais renda”, finaliza o
produtor.
Grupo dos cinco
Minas Gerais é o quarto produtor de laranja do Brasil. Em primeiro
lugar está São Paulo, que responde por 14,2 milhões de toneladas ou
quase 80% do total nacional. Depois vem a Bahia, com 948,8 mil
toneladas, e Sergipe, com 780,5 mil toneladas.
No
Triângulo Mineiro encontra-se o grupo dos cinco municípios que mais
produzem no Estado, respondendo por quase 68% de toda a oferta
mineira de laranja. Destaca-se Frutal, com 130 mil toneladas anuais
e produtividade da ordem de 20 mil quilos por hectares. Os demais
grandes produtores são os municípios de Comendador Gomes, Prata,
Uberlândia e Uberaba. A soma da colheita de laranja dos cinco
alcança 397,7 mil toneladas.
Mudanças nas regras do Pronaf podem estimular a busca por recursos
Algumas mudanças nas regras para a disponibilização de recursos do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)
vão estimular a procura por produtores de pequeno porte pelo crédito
do programa. Entre estas alterações, o presidente da Comissão
Nacional de Assuntos de Pequena Propriedade da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Celso Rigo, destacou a
extinção dos Grupos C, D e E, que passarão a integrar uma única
categoria, chamada de Agricultura Familiar. “O enquadramento nestas
faixas desestimulava os produtores e o processo era mais
burocrático”, disse. Em reunião com o Diretor do Departamento de
Financiamento e Proteção da Produção Rural do Ministério do
Desenvolvimento Agrário (MDA), João Luís Guadagnin, em Florianópolis
(SC), produtores e integrantes da Comissão da CNA puderam esclarecer
dúvidas sobre os aspectos operacionais da nova regra, que vigora
desde 1º de julho.
Segundo Rigo, com a unificação das faixas em uma só categoria,
haverá um único teto de recursos por produtor. As taxas de juros
também serão reduzidas, passando de 3% a 5,5% para 1,5% a 5,5%, no
caso dos financiamentos de custeio. Já as operações de investimento
terão juros entre 1% e 5% anuais, enquanto que, quando havia os
grupos C, D e E, os percentuais variavam entre 2% e 5,5% ao ano. Os
grupos A e B, que contemplam assentados e mini produtores,
respectivamente, continuam com as mesmas normas. Outro ponto
destacado por Celso Rigo foi a ampliação de recursos para
assistência tecnológica, de R$ 190 milhões para R$ 360 milhões,
previstos no Plano Safra 2008/2009, anunciado em julho.
“É
mais crédito para melhorar a produção”, ressaltou o presidente da
Comissão de Assuntos da Pequena Propriedade. Pelo Plano Safra
2008/2009, anunciado em julho, os recursos para a agricultura
familiar totalizam R$ 13 bilhões. Ainda segundo Celso Rigo, os
membros da Comissão discutiram com representantes do MDA uma versão
mais atualizada da Declaração de Aptidão ao Pronaf, documento que
habilita o produtor rural a ter acesso aos recursos do programa,
além da renegociação das dívidas rurais previstas na Lei 11.775, que
atingem pequenos produtores. |