|
Lideranças do Pontal debatem licenciamento ambiental em BH

Representantes dos Produtores Rurais do Pontal participaram nesta
semana em Belo Horizonte das discussões que envolveram o setor
produtivo, ambientalistas, governo e sociedade organizada, junto ao
“Ciclo de Debates Licenciamento Ambiental e Desenvolvimento
Sustentável”, promovido pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
Da região do Pontal estiveram presentes os Presidentes de Sindicatos
Rurais: Romes Gouvêia Bastos – Ituiutaba; Paulo Henrique Fontoura –
Capinópolis; Amauri Rezende Junqueira – Prata; e Delano Bittencourt
– Monte Alegre de Minas, além do Vice-Presidente da FEAM – Fundação
Estadual do Meio Ambiente, Gastão Vilela França Filho.
O evento começou na segunda (10), quando produtores rurais lotaram
as galerias do Plenário para reivindicar mudanças no Decreto 44.309,
de 2006, que estabelece normas para o licenciamento, tipifica e
classifica infrações e a aplicação das penalidades. Eles se queixam
de demora e burocracia no licenciamento, além do elevado valor das
multas.
O evento contou com a participação da FAEMG – Federação da
Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, que teve uma
atuação importante em alguns painéis de discussão.
Os participantes do ciclo de debates apresentaram propostas sobre
licenciamento ambiental, a serem encaminhadas às comissões técnicas
que irão preparar os documentos básicos do seminário Minas de Minas.
Quanto às reivindicações dos produtores, o secretário de Estado de
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho,
informou, em entrevista à imprensa, que desde novembro de 2007 a
Polícia Ambiental tem enfatizado a orientação de natureza mais
educativa, principalmente em relação à outorga de uso da água. O
esforço atual, disse ele, é para cadastrar os usos insignificantes,
reduzindo os conflitos entre órgãos de fiscalização e produtores
rurais. O secretário disse que, entre as mudanças propostas no
Decreto 44.309, está a de trabalhar com advertência ao invés de
aplicar imediatamente a multa. Essas modificações passam, agora,
pelo crivo da Advocacia-Geral do Estado (AGE).
Também em entrevista, o deputado Domingos Sávio (PSDB) pediu a
revisão urgente do decreto, alegando que um produtor hoje pode
demorar meses para obter o licenciamento, o que acaba inviabilizando
financiamentos e a possibilidade de fechar negócios. "É preciso
desburocratizar as relações entre quem quer trabalhar e nós todos,
que queremos preservar o meio ambiente", disse.
Para Romes Gouvêia, a questão ambiental é um sério problema, cuja
burocracia, principalmente a demora, tem desanimado alguns
produtores na região.
Paulo Henrique Fontoura diz que não se trata apenas de agricultores,
mas a pecuária e todas as demais áreas da diversificação estão com
projetos emperrados pela demora. O Produtor quer produzir de forma
sustentável, quer proteger o meio ambiente, mas o governo não tem
sido parceiro nessa hora, afirmou Paulo Henrique.
Amauri Rezende Junqueira, Presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais
do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas afirmou que a ALMG
abriu um espaço importante para as discussões e que os produtores
estão necessitando de uma luz no fim do túnel. “Todos estão cientes
de que temos que mudar nossos hábitos, mas que os produtores estão
pagando por uma coisa que não foi é culpa deles”, relatou Amauri.
O diretor de Meio Ambiente do Sindiextra, Vítor Feitosa, avalia que
as regras para o licenciamento e a legislação ambiental deveriam
estimular o desenvolvimento e o investimento produtivo, com a
preservação do patrimônio natural. Mas a realidade, opina ele, é que
o licenciamento se perde em uma "teia burocrática", sem a garantia
da proteção do meio ambiente. Ele critica ainda a necessidade de
renovação da licença, que considera onerosa e também burocrática.
Defende um tratamento diferenciado para as empresas que possuem
certificações, além de considerar uma distorção do sistema a
exigência de que as empresas assumam obrigações que são de Estado,
como construção de escolas e postos de saúde em áreas afetadas pelos
empreendimentos.
Pecuária alavanca PIB do Agronegócio Mineiro
O crescimento do agronegócio mineiro em 2007 foi puxado pela
pecuária – fato inédito desde 2001. É o que mostra levantamento do
PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio mineiro, apresentado hoje
(06/03/08) pelo presidente da FAEMG (Federação da Agricultura e
Pecuária do Estado de Minas Gerais), Roberto Simões, e pelo
secretário de Agricultura, Gilman Viana. Conforme pesquisa feita
pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da
Universidade de São Paulo, o PIB do agronegócio foi de R$ 70,255
bilhões, alta de 8,7% ante 2006.
O PIB do agronegócio mineiro representa quase 30% do PIB estadual e
11% do PIB do agronegócio nacional. Em 2007, o destaque foi o
agronegócio da pecuária, com crescimento de 21,81%. Registraram
expansão tanto a produção “dentro da porteira” (23,96%) –
especialmente leite e carne bovina –, como a agroindústria de base
animal (19,82%). “Estes números mostram que, ao contrário do que
ocorreu nos últimos anos, a industrialização dos produtos da
pecuária vem mostrando tanto vigor quanto a produção primária”,
assinala o presidente da FAEMG.
Já o desempenho do agronegócio da agricultura foi negativo: baixa de
1,9%. Mesmo com as boas cotações dos grãos no ano passado, o grupo
acabou sendo prejudicado pela queda no faturamento das cadeias
produtivas do café e da cana-de-açúcar. A agroindústria de base
vegetal também sofreu queda de 3,64% no ano passado. A única área
que registrou expansão no agronegócio da agricultura foi a de
insumos agrícolas. O segmento, que teve expansão de 22,9% no ano
passado, foi impulsionado pelos bons preços do milho e da soja.
Cenário positivo –
Dos sete anos abrangidos pela pesquisa, 2007 teve o segundo melhor
crescimento anual, aproximando-se de 2002, quando cresceu 8,8%.
Neste período, o crescimento foi de 41% – média de 5,96% ao ano. O
agronegócio da agricultura cresceu 5,21% ao ano, contra 7,22% da
pecuária. Em contrapartida, a agroindústria de base vegetal cresceu
7,76% ao ano, contra 3,51% da de base animal, o que mostra que a
agregação de valor ainda é mais forte na agricultura. Também neste
período, o segmento que mais se expandiu foi o de insumos.
Para 2008, as perspectivas são boas. Segundo Roberto Simões, os
preços dos grãos continuam favoráveis, projetando um bom crescimento
do PIB da agricultura. Também se espera uma boa produção de café e a
melhoria dos preços para o setor sucroalcooleiro. “A única questão
que nos preocupa é o baixo índice de chuvas em Minas Gerais. Ainda
não temos uma avaliação pormenorizada da situação, mas sabemos que a
estiagem afetou plantios em várias regiões do Estado”, acrescenta o
presidente da FAEMG.
O setor pecuário também deve ter performance ainda melhor neste ano.
No caso do leite, espera-se cenário positivo, com a manutenção do
atual patamar de preços. O mesmo deve ocorrer com a carne. De acordo
com o secretário de Estado de Agricultura, “a queda na oferta de
animais para abate deve se refletir positivamente nas cotações, que
estiveram retraídas ao longo dos últimos quatro anos”. Além disso,
prossegue Gilman Viana, o mercado internacional dá sinais de
abertura para a carne brasileira.
CARNES
Europeus tiram 7 fazendas da lista (Estado de Minas)
Três apresentaram irregularidades e quatro saíram por
conta própria. Apesar disso, balanço da vistoria em Minas é positivo
Das 87 fazendas de Minas Gerais aptas a fornecer
carne bovina in natura para a União Européia, sete saíram da lista.
Em vistoria por amostragem realizada em 16 fazendas do estado, três
propriedades foram descredenciadas depois de os técnicos europeus
terem verificado falhas na documentação dos animais. As outras
quatro desistiram de fazer parte do sistema de rastreamento do gado,
o Sisbov, por decisão própria. Foram eliminadas fazendas localizadas
em Ipiaçu, no Triângulo Mineiro; em Frei Gaspar, no Vale do Rio
Doce; e Aimorés, no Vale do Jequitinhonha. Outras quatro fazendas,
localizadas em Carlos Chagas, também no Jequitinhonha; Durandé, na
Zona da Mata; Mutum, no Rio Doce; e Montes Claros, no Norte de
Minas, se retiraram do processo, antes mesmo de serem avaliadas. “No
balanço de uma semana de vistoria notamos uma qualidade no trabalho
do produtor rural e uma deficiência das certificadoras”, comentou o
secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Gilman Viana, que considera o resultado satisfatório para Minas.
Irregularidades no rastreamento já foram apontadas pelo Ministério
da Agricultura, que não descarta o descredenciamento de empresas. As
certificadoras deveriam acompanhar as vistoriais européias, já que
são responsáveis por encaminhar a Brasília os registros da
movimentação dos animais. Na fazenda eliminada em Montes Claros, ao
contrário do que determina a norma, nenhum representante acompanhou
a auditoria. O mesmo erro aconteceu em Francisco Sá, no Norte de
Minas, onde a certificadora, além de se ausentar da fiscalização,
não encaminhou a documentação do gado. Nesse caso, o produtor rural
se resguardou, apresentando aos técnicos europeus cópias do
rastreamento feito.
A UE, que chegou a interromper a importação de carne brasileira para
o bloco, liberou lista com 106 propriedades em seis estados
brasileiros aptas a exportar, sendo que, dessas, 28 estão sendo
vistoriadas, 16 em Minas. Hoje, as visitas prosseguem no Rio Grande
do Sul. Na quinta-feira, com os resultados obtidos nos estados, os
técnicos europeus se reúnem com autoridades do governo brasileiro.
“Solicitamos a participação dos estados na reunião”, comentou Viana,
ressaltando que ainda não está definido se representantes das
defesas sanitárias estaduais vão estar presentes.
Apesar das autoridades acreditarem que até o fim do ano todas as
fazendas aptas a exportar estarão autorizadas, antes disso ainda há
muito trabalho a ser feito. O Ministério da Agricultura terá que
reorganizar o processo de auditorias. Para se ter idéia, até
dezembro de 2007, nem os governos estaduais sabiam quais as fazendas
estavam incluídas no Sisbov em seus próprios estados, muito menos
tinham dados das propriedades. A fiscalização sanitária foi feita
por verificação do cumprimento dos itens listados no sistema de
rastreamento, sem que fosse feita a conferência de dados, restritos
ao ministério.
Ministro defende mercado aberto
No mesmo dia em que auditores da União Européia (UE)
visitam fazendas no Rio Grande do Sul habilitadas a fornecer carne
bovina ao bloco, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
avaliou ontem que “o importante é que o mercado europeu está
aberto”. A UE chegou a suspender as importações do Brasil depois de
disputa sobre o número de propriedades aptas a exportar ao bloco e
reabriu o mercado para 106 fazendas. Ao manter as exportações, o
Brasil evita possíveis reflexos do problema para terceiros mercados,
que poderiam deduzir a existência de problemas sanitários, ressaltou
o ministro, que participou ontem da abertura da Expodireto Cotrijal,
feira agrícola em Não-me-Toque, a 280 quilômetros de Porto Alegre
(RS).
Stephanes relatou que a UE sofre grande pressão dos produtores
europeus, que abastecem 95% do mercado doméstico do bloco. A região,
lembrou ele, exigiu dos fornecedores regras rígidas de sanidade,
feitas pensando na prevenção à doença da vaca louca. “O Brasil
aceitou essas regras, baixou suas normas e, no final, acabou não
cumprindo suas próprias normas”, resumiu
À medida em que mais propriedades atenderem às exigências, serão
incorporadas à lista daquelas habilitadas à exportação, reiterou
Stephanes. Ele previu que até o fim do ano a situação deve estar
normalizada, apostando na inclusão de 4 mil a 5 mil propriedades na
lista. Os auditores europeus cumprem agenda hoje no Rio Grande do
Sul, dentro da rodada de avaliação dos estados habilitados. Eles
devem visitar propriedades em cinco municípios gaúchos.
Sistema
para rastrear gado terá mudanças (Diário do Comércio)
Governo
se preocupa principalmente em aprimorar as normas sobre a
movimentação de animais .
São
Paulo
- Enquanto técnicos da União Européia finalizam, nesta semana, a
inspeção em fazendas que se estendeu do Rio Grande do Sul a Mato
Grosso, o Ministério da Agricultura e a iniciativa privada começam a
fechar a reforma do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia
Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), raiz das restrições dos
europeus para a carne bovina "in natura".
Os europeus querem informações precisas sobre onde nasceram, como
viveram, quando foram vacinados, local de abates, tudo isso recheado
de informações sobre manejo e uso de insumos nos rebanhos. Segundo o
coordenador do Sisbov, Naor Luna, o governo se preocupa
principalmente em aprimorar as normas sobre a movimentação de
animais.
Quando a União Européia anunciou a suspensão das compras de carne
bovina "in natura" do Brasil, em 31 de janeiro, havia 14,730
mil propriedades inscritas como Estabelecimento Rural Aprovado no
Sisbov (Eras), donas de 21 milhões de cabeças. Dos Estados
habilitados a embarque para a UE eram 8,747 mil - 3,077 mil de
Goiás, 2,857 mil de Mato Grosso, 2,159 mil de Minas Gerais, 621 do
Rio Grande do Sul e 33 do Espírito Santo.
Um dos problemas crônicos desde a implantação do Sisbov, em 2002, é
a precariedade do registro do trânsito dos rebanhos. Esse é um dos
motivos para ser tão baixo o número de fazendas agora habilitadas a
exportar para a UE - apenas 106.
A iniciativa privada insiste na simplificação do Sisbov, diz a
senadora Kátia Abreu (DEM), pecuarista no Tocantins. Sugestões de
grupo coordenado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA) devem ser encaminhadas até o final do mês. Na pauta
está a criação da Agência Nacional de Defesa Agropecuária. (FP)
Aftosa:
MG quer unificar campanha no país (Diário do Comércio)
Com
o objetivo de harmonizar a vacinação contra febre aftosa no Estado,
a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) está
em contato com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa) para unificar as datas e simplificar a vacinação nas cidades
limítrofes do Circuito Leste e Centro-Oeste. A etapa de vacinação
começou dia 1ø de março no Estado e se estenderá até o dia 31 do
mesmo mês.
De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, a campanha de vacinação do
Estado está sendo cumprida e a aferição dos dados será feita assim
que for concluído o processo. "A campanha está sendo realizada e
nosso objetivo agora é melhorar o sistema de rastreamento dos
animais no Estado para recuperar as vendas com a União Européia
(UE)", afirmou.
A expectativa do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é que sejam
imunizados cerca de 10,5 milhões de bovinos de todas as idades, em
166 mil fazendas, de 528 municípios em regiões que fazem divisa com
Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro além das regiões Central e
Metropolitana de Belo Horizonte.
Minas Gerais é considerado Estado livre de aftosa com vacinação e,
segundo o secretário, não seria prático tratar de evolução sanitária
para livre de aftosa sem vacinação antes de ter o gado totalmente
rastreado. "A prioridade será melhorar a rastreabilidade e, logo em
seguida, programar ações para progredir no
status
sanitário", destacou.
Auditorias
- Na última semana terminaram as verificações iniciais dos técnicos
da União Européia nas propriedades mineiras. Segundo o secretário, a
radiografia geral foi de constatações de boa qualidade gerencial dos
criadores.
"O que houve foi um trabalho mal qualificado das certificadoras.
Existem inclusive empresas de outros estados que terceirizaram os
serviços, prejudicando as auditorias iniciais. As certificadoras
terão que passar por uma grande mudança", reforçou. Viana afirmou
que até o momento não possuía a listagem com os nomes das
certificadoras que prestaram o serviço no Estado.
Com essa etapa de auditoria finalizada em Minas, as propriedades
foram qualificadas e o grupo do bloco não ofereceu nenhuma
predisposição predatória aos trabalhos realizados nas fazendas,
salientou Viana. "No final desta semana os técnicos terminarão as
auditorias no país. A partir desse momento o grupo da UE apontará as
106 propriedades aptas a exportar", considerou.
Segundo o secretário, das 16 que seriam auditadas, quadro
renunciaram à lista e três foram eliminadas. "Das três
desqualificadas foi encontrado, por exemplo, descarte de animais não
comunicados através do Sisbov para locais de abate não cadastrados.
Das quatro que renunciaram, as propriedades poderão ser auditadas em
uma próxima etapa", explicou.
(RM)
Técnicos finalizam as auditorias no Brasil (Diário do
Comércio)
Brasília
- Os técnicos europeus da União Européia (UE) que chegaram no
domingo passado ao Rio Grande do Sul e devem visitar seis fazendas
gaúchas até hoje. Os nove técnicos devem se dividir em três grupos
para a inspeção. Na quarta-feira próxima, os europeus devem seguir
para Brasília, onde se reunirão, até o fim da semana, com técnicos
da Secretaria de Defesa Agropecuária, para apresentar um balanço
preliminar da visita.
Um relatório oficial será elaborado em Bruxelas, na sede do bloco
econômico europeu, e encaminhado ao Brasil em um prazo máximo de 45
dias, disse uma fonte do governo. A data da reunião em Brasília
ainda não foi definida, mas a previsão inicial é que os europeus
fiquem no Brasil até sexta-feira próxima.
Desde o começo do mês, quando chegaram ao país, os europeus
visitaram fazendas de pecuária de corte do Goiás, Mato Grosso,
Espírito Santo e Minas Gerais, nessa ordem. O Rio Grande do Sul é o
último estágio da visita de campo. Santa Catarina também faz parte
da área habilitada para exportação, mas como não há frigoríficos
catarinenses credenciados para a venda de carne para o bloco. (AE)
Japoneses perto de vacina mais eficaz
(O Estado de São Paulo)
AFP
Cientistas japoneses afirmaram ter desenvolvido um método que pode
levar a uma vacina contra a gripe aviária. O diferencial dessa
técnica, de acordo com os pesquisadores, é que ela continuaria
eficaz mesmo no caso de o vírus sofrer mutações. Isso porque está
focada no interior do vírus, pouco sujeito a variações, e não em sua
superfície, que é mais variável.
Apesar
da UE, carnes lideram as exportações (Valor)
De São
Paulo
Com
expressivo crescimento também em fevereiro último, as carnes
lideraram as exportações brasileiras do setor de agronegócios no
primeiro bimestre de 2008, à frente dos produtos florestais, do
complexo soja (grão, farelo e óleo) e do complexo sucroalcooleiro
(açúcar e álcool).
De
acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex)
e compilados pelo Ministério da Agricultura, os embarques de carnes
bovina, suína e de frango somaram US$ 2,068 bilhões nos primeiros
dois meses do ano, 39,6% mais que em igual período de 2007.
O
Ministério ressaltou que o incremento observado aconteceu mesmo com
a queda de 9,4% das vendas de carne bovina in natura em fevereiro na
comparação com o mesmo mês do ano passado. Esta refletiu as
restrições impostas pela União Européia a partir de 31 de janeiro.
Ainda
que tenha "perdido" para os produtos florestais, sempre entre os
principais itens exportados pelo agronegócios, os embarques do
complexo soja foram os que mais aumentaram entre os sete principais
produtos ou "complexos" de exportação no primeiro bimestre de 2008.
O salto
em relação ao início de 2007 foi de 69,1%, para US$ 1,266 bilhão,
impulsionado pelo aumento das cotações do grão e seus derivados no
exterior, uma vez que o volume vendido caiu.
Merece
destaque, ainda, a balança do grupo formado por cereais, farinhas e
preparações. Graças ao milho, as exportações renderam US$ 66,8
milhões e amenizaram a disparada das importações, que puxadas pelo
trigo chegaram a US$ 175,2 milhões.
O
Ministério da Agricultura realçou, finalmente, o fato de as
exportações do agronegócios terem pela primeira vez ultrapassado a
marca de US$ 60 bilhões em um período de 12 meses.
No ano
móvel encerrado em fevereiro, os embarques alcançaram US$ 60,238
bilhões, puxados pelo complexo soja (US$ 11,899 bilhões), carnes
(US$ 11,882 bilhões), produtos florestais (US$ 9,12 bilhões) e
açúcar e álcool (US$ 6,332 bilhões). O superávit acumulado no
período alcançou US$ 50,593 bilhões.
Mais em
www.agricultura.gov.br
CRÉDITO RURAL
Dívida rural terá desconto na quitação (O Tempo)

O ministro da Agricultura adiantou ontem que o produtor que pagar
o débito antes do prazo terá um "bônus", que será definido hoje
NÃO-ME-TOQUE, RS - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
afirmou ontem que o desenho da renegociação das dívidas agrícolas
está praticamente pronto, mas evitou adiantar detalhes que serão
apresentados hoje em reunião da comissão encarregada de definir as
propostas. A Agricultura tem o projeto pronto, mas falta
compatibilizar a proposta com o Ministério da Fazenda, citou
Stephanes.
Os prazos de pagamento em discussão variam de cinco a vinte anos,
conforme Stephanes, citando que haverá dívidas com renegociação no
período intermediário de 10 e 15 anos. A rolagem deve ficar de
acordo "com a taxa de juros atual" e não com a da época em que foi
contratada, acrescentou o ministro, que falou em "tirar a gordura"
da dívida. Um atraso no pagamento atualmente gera correção pela
Selic, taxa básica de juros, exemplificou o ministro, ao considerar
que a taxa é "inadequada para a agricultura".
Além de mexer na "gordura" da dívida, a proposta deve prever um
desconto, que Stephanes chamou de "bônus", para o agricultor que
tiver condições de pagar a dívida antes do tempo. Ele considerou
fundamental abranger os próximos quatro anos, período que concentra
os vencimentos.
Negociação das dívidas (Diário do Comércio)
O Ministério da Agricultura espera ter, até o final
de março, a definição sobre a repactuação da dívida do setor rural,
após oito meses de discussões que envolveram representantes da
Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do setor privado com os
ministérios da Fazenda e da Agricultura. O grupo analisa os
diferentes tipos de dívidas contraídas desde a década de 90. De
acordo com o ministro Reinhold Stephanes já existe um esboço da
proposta que deve ser apresentada ao setor hoje, durante reunião no
Ministério da Fazenda.
GRÃOS
Soja deve passar de 60 toneladas (O Tempo)

SÃO PAULO - A produção de soja na safra 2007/08 está estimada em
62,416 milhões de toneladas (t.). A avaliação é da empresa de
consultoria Agroconsult, com base no resultado do Rally da Safra,
expedição realizada entre os dias 17 de fevereiro e 1º de março. Os
participantes do rally percorreram os principais pólos de produção
de grãos do Brasil, para analisar as condições da safra, num
percurso que totalizou cerca de 30 mil quilômetros em 12 Estados.
A estimativa da Agroconsult para produção de milho é de 40,190
milhões de t. O número para a soja e para o milho da Agroconsult é
superior à mais recente projeção oficial da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab), que indica safra de soja de 59,6 milhões de t
e produção de milho de 38 milhões de t. A produtividade média da
soja no país foi estimada em 48,8 sacas de 60 kg/hectare. Para o
milho, a consultoria projeta produtividade média de 69 sacas/
hectare.
Durante a expedição foram avaliadas 1.484 amostras de soja e de
milho. Na expedição, pela primeira vez a Agroconsult também avaliou
qual é a demanda pela aplicação da tecnologia das sementes
transgênicas. O resultado mostrou que em 59,1% das lavouras
analisadas foram aplicadas sementes transgênicas.
A Região Sul liderou o ranking, com 82,1% das lavouras plantadas com
organismos geneticamente modificados.
(Agência Estado)
LEITE
Leite:
cenário é promissor (Diário do Comércio)
Expectativa para este ano é de rentabilidade para
produtor inserido na atividade .
Com cinco grandes bacias leiteiras em Minas Gerais e uma produção de
7,4 bilhões de litros no último ano, o Estado mantém-se como o maior
produtor nacional de leite, com 28% de toda a produção do país. Para
este exercício, a previsão é de um mercado promissor, com boas
expectativas de manutenção dos preços, que se mantiveram em R$ 0,72
por litro no último mês.
De acordo com o assessor técnico da Federação da Agricultura e
Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio Carlos de Souza
Lima Neto, com base nos dados do instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), as principais regiões produtoras de leite
mineiras são o Alto Paranaíba e o Triângulo Mineiro.
"Essas duas regiões respondem por 24% da produção estadual, seguida
pelas regiões Sul de Minas e Sudoeste, com 17%", destacou. As
regiões da Zona da Mata, Central e Oeste de Minas registram 10%, 9%
e 8%, respectivamente.
A promessa para este exercício é de rentabilidade para o produtor
inserido nessa atividade produtiva. "Estamos com valorização dos
produtos lácteos no mercado internacional, que continua crescente.
No último mês, o produtor mineiro recebeu R$ 0,72 pela produção
entregue em janeiro. Há uma forte tendência de continuidade, sem
expectativa de queda", projetou.
O segmento encontra-se em período de safra até o mês de abril, mas a
estiagem prolongada do último ano poderá gerar conseqências
na produção à medida que os produtores têm que trabalhar com
suplementação alimentar para suprir a deficiência de bons pastos. "A
seca acabou influenciando o crescimento das pastagens, podendo
afetar a manutenção da oferta por parte dos produtores", salientou.
Grãos
- Outro ponto que poderá ser desfavorável para os produtores é com
relação aos preços de grãos no mercado, que no último ano foi um dos
vilões no período de estiagem. "A ração animal, feita principalmente
com milho e soja, pode tem um impacto direto nos custos dos
produtores caso eles não se antecipem para enfrentar o período de
seca", advertiu.
Lima Neto destacou que outro fator que poderá influenciar ainda mais
a rentabilidade dos produtores é o custo com sal mineral, no
segmento de insumos. "No mercado, se os produtores conseguirem
trabalhar com equilíbrio e com profissionalização poderão conseguir
se beneficiar. Ao mesmo tempo que eles se deparam com patamares de
preços bons, se preocupam com os custos de produção que continuam
aumentando", salientou.
A favor, o segmento encontra nas exportações de lácteos um nicho
promissor para a pecuária leiteira mineira. "Por uma série de ações,
as exportações conseguiram uma participação maior."
RODRIGO MOINHOS
CANA-DE-AÇÚCAR/ÁLCOOL
Álcool continua a subir em usinas paulistas (O Tempo)

O preço médio do álcool combustível subiu pela quarta semana
consecutiva nas usinas do Estado de São Paulo, mas manteve o ritmo
de desaceleração nos reajustes. Levantamento divulgado pelo Centro
de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostra que o
litro do álcool hidratado aumentou 0,81% na última semana, ante a
anterior. Já o combustível anidro fechou a semana passada com alta
de 0,3% em relação a semana anterior.
Publicado em:
11/03/2008
Setor ainda importa mão-de-obra
(O Estado de São Paulo)
José Maria Tomazela
Apesar da crescente mecanização da colheita da cana-de-açúcar, o
Estado de São Paulo ainda vai depender da importação de mão-de-obra
de outros Estados para a safra deste ano. A Pastoral do Migrante de
Guariba e os sindicatos rurais das regiões canavieiras calculam que
as usinas trarão 55 mil migrantes do norte de Minas Gerais e dos
Estados do Nordeste para a colheita, cujo início, normalmente em
maio, será antecipado para 1º de abril.
A chegada dos ônibus com os cortadores já mudou a rotina de cidades
das regiões canavieiras de Piracicaba, Ribeirão Preto e Avaré. De
acordo com Eduardo Porfírio, do Sindicato dos Empregados Rurais de
Mineiros do Tietê, na região central do Estado, os migrantes chegam
com a carteira de trabalho assinada e vão direto para as usinas.
“Muitas estão com o plantio atrasado por causa das chuvas”. O
sindicalista acredita que, apesar da adesão das usinas ao corte sem
queima, a utilização de mão-de-obra não sofrerá redução.
SP prevê que queimada da cana acabe em 2012
(Folha de São Paulo)
DA REPORTAGEM LOCAL
Pelo Protocolo Agroambiental assinado com a indústria
canavieira do Estado no ano passado, o governo paulista havia
determinado que a queima da palha da cana-de-açúcar em áreas planas
terminaria em 2014. Mas a administração José Serra já prevê que ela
se encerre completamente em 2012. "Enquanto a área colhida cresceu
16,9% em 2007, para 3,79 milhões de hectares, a de queima recuou
5,11%, para 2,023 milhões de hectares. Mantido o ritmo, é possível
que até 2012 a prática seja eliminada", disse Xico Graziano,
secretário estadual do Meio Ambiente. "É bom para o ambiente, para a
saúde e para a dona-de-casa, que se vê livre desse tormento no seu
quintal." Graziano se refere ao chamado "carvãozinho", cinzas da
palha que são espalhadas pelo vento.
Ontem, foi a vez de os produtores de cana aderirem ao pacto, em
cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. A lei estadual 11.241, de
2002, previa que a prática fosse completamente encerrada até 2021
nas áreas mais planas (com declividade de até 12%) e até 2031 nas
que possuem maior inclinação (superior a 12%). Mas o protocolo
antecipa essas datas, ao fixar o limite de 2017 para o segundo caso.
"Os números confirmam que está tendo sucesso nosso trabalho de
entendimento", comentou Serra.
"Estamos preocupados com a poluição. Não resta alternativa senão
agir", afirmou Ismael Perina Júnior, presidente da Orplana
(Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil)
e signatário do documento.
Graziano anunciou ainda que o governo quer recuperar 600 mil
hectares de matas ciliares que ficavam entremeadas nos canaviais.
Sobre isso deve encontrar forte resistência dos agricultores.
"Substituir área de lavoura por mata virgem é demais. Que pelo menos
nos deixem cultivar árvores frutíferas, senão vamos passar fome",
reclamou o pequeno empresário Valdir Olavo Vitti, de Jaú.
|