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Biodiesel,
desenvolvimento
social e
respeito ao meio
ambiente
Foi realizado na
Câmara Municipal
de Capinópolis
no último dia
5/9, seminário
que trouxe a
discussão sobre
biodiesel e meio
ambiente, em
evento promovido
pelo Sindicato
dos Produtores
Rurais de
Capinópolis,
Grupo MGS,
Prefeitura
Municipal e
Universidade
Federal de
Viçosa.
Lideranças do
setor marcaram
presença,
acompanhando de
perto palestras
que mostraram
aos produtores
rurais como
desenvolver a
região através
do biodiesel,
respeitando o
meio ambiente.
Na abertura um
dos
coordenadores,
Sauro Paes Leme,
do Grupo MGS,
disse da
importância do
assunto,
principalmente
num momento em
que todos estão
muito
preocupados com
o futuro, e o
biodiesel é a
saída em termos
de combustíveis
alternativos no
mundo. Sauro
agradeceu ainda
o apoio ao
evento dado pela
Câmara
Municipal, Usina
Vale do
Paranaíba, Auto
Posto Transcap,
Conselho
Municipal do
Desenvolvimento
Rural
Sustentável,
Promotoria
Pública e Coval.
O Presidente do
Sindicato dos
Produtores
Rurais de
Capinópolis,
Paulo Henrique
Fontoura falou
do
desenvolvimento
regional em
termos do
biodiesel, e
todos os setores
da sociedade
estão
preocupados em
produzir com
respeito ao meio
ambiente,
geração de
empregos e
economia maior
para o setor
rural, através
da
diversificação.
O assunto
despertou o
interesse de
alunos da Escola
Municipal
Aureliza
Alcântara, onde
duas turmas de
salas diferentes
marcaram
presença,
acompanhando de
perto tudo o que
diz respeito ao
biodiesel e meio
ambiente.
A primeira
palestra foi
proferida pelo
Eng.º Agrônomo
da Universidade
Federal de
Viçosa, Ítalo
Moraes Rocha
Guedes, que
falou sobre o
“Monitoramento
da água do solo
sob diferentes
culturas”,
citando exemplos
como o milho,
capim, cana,
dentre outras
culturas da
região, sempre
com a atenção
voltada para a
cobertura
deixada no solo,
que é importante
nesse processo.
Em seguida o
Professor e
Especialista em
Genética e
Melhoramento de
Plantas, Marcio
Henrique Pereira
Barbosa falou
sobre o cenário
da
cana-de-açúcar e
álcool, além da
preservação dos
recursos
naturais,
citando o
trabalho feito
por várias
usinas no
Brasil, que já
utilizam energia
própria para
manutenção da
indústria.
Também comentou
sobre a
importância da
logística no
setor produtivo,
principalmente
no transporte
até os portos
para exportação.
Biodiesel,
combustível
verde e social
foi o tema da
palestra
proferida pelo
Professor e
Doutor em
Genética e
Melhoramento de
Perenes da UFV,
Luiz Antonio dos
Santos Dias, que
mostrou a
realidade do
biodiesel no
mundo, desde seu
surgimento,
passando pelas
discussões de
mercado, além
dos diferentes
tipos de plantas
de onde se
extraem óleo. Os
valores de
mercado, custos
de produção,
melhor cultura
para cada
região, tudo
isso fez parte
do arsenal de
informações
passadas pelo
palestrante.
A última
palestra foi uma
apresentação do
que vem sendo
feito no
município de
Santa Vitória,
onde o
Coordenador do
Projeto
Biodiesel da
Coval, Adãonete
Rodrigues de
Aquino, falou
sobre a
implantação do
Pinhão Manso na
região, sendo
mostrado todo
trabalho de
produção de
sementes,
orientações e
distribuição de
sementes e mudas
a produtores do
município.
Também marcaram
presença no
evento: Wagner
Juvêncio –
Presidente da
Câmara Municipal
de Capinópolis;
vereadores:
Dinair Isaac,
Eurides Martins,
João Paulo
França e Caetano
Neto
(Capinópolis),
Suru (Santa
Vitória);
Alberto Buiate –
Secretário
Municipal de
Agricultura;
Nivaldo
Vilarinho –
Presidente da
ACIAC; Volnei
Ferreira de
Paiva –
Presidente do
Conselho
Municipal de
Desenvolvimento
Rural
Sustentável;
Washington
Carlos Silva –
Presidente da
Coval; Marcos
Parreira –
Presidente do
Sindicato de
Produtores
Rurais de
Ipiaçu; Maria
Lenice –
Secretária
Municipal de
Educação;
Marcelo Vilela –
Diretor do
Sindicato dos
Produtores
Rurais de
Ituiutaba; Dr.
Geraldo Costa –
Gerente da Usina
Vale do
Paranaíba;
Humberto Antonio
Cavallari –
Instrutor do
Senar Cana
Limpa; José
Maria – Diretor
do Cepet/UFV;
além de
representantes
do Escritório da
Administração
Fazendária,
Emater e
produtores
rurais.
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Adiada análise
de projeto para
rolagem de
dívidas
A ameaça de
aprovação de uma
proposta de
renegociação de
R$ 70 bilhões em
dívidas rurais
na Comissão da
Agricultura
mobilizou
ministros e
líderes do
governo ao longo
dos últimos dois
dias.
Entre reuniões,
jantares e
promessas para
adotar medidas
adicionais de
auxílio ao
setor, o governo
desdobrou-se
para evitar uma
derrota em sua
própria base de
apoio
parlamentar no
Congresso. Em
insistentes
pedidos aos
deputados
aliados, os
ministros
Walfrido dos
Mares Guia
(Relações
Institucionais),
Reinhold
Stephanes
(Agricultura) e
Guilherme Cassel
(Desenvolvimento
Agrário)
conseguiram
convencer a
bancada
ruralista e o
núcleo agrário
do PT a adiar
para a próxima
semana a
avaliação do
projeto que
prevê o
recálculo geral
e a rolagem dos
débitos antigos
por até 30
anos.
O Ministério da
Fazenda também
entrou em campo
para evitar a
aprovação do
texto que
vincula os
pagamentos a um
máximo do
faturamento
bruto e concede
descontos de até
45% nos saldos
devedores. "Está
na hora do
governo dar
atenção ao
setor. E vai ter
que fazer
concessões",
afirma o
deputado Moacir
Micheletto
(PMDB-PR). "Não
abrimos mão do
recálculo das
dívidas, de
reduzir o custo
desses débitos.
E queremos que o
ministro
Stephanes assuma
nossas
bandeiras".
Nos bastidores,
o projeto de
renegociação tem
servido como
biombo para
exigências ainda
específicas dos
ruralistas.
Pressionada por
seus eleitores,
a bancada quer
ter maior
participação no
debate de temas
delicados como o
novo Código
Florestal, as
demarcações de
terras a índios
e as concessões
a remanescentes
de quilombos.
"Esta Casa não
pode ficar de
cócoras para as
medidas
provisórias.
Temos que
legislar", diz
Micheletto. Em
jantar na casa
do colega
Waldemir Moka
(PMDB-MS), na
terça, os
presidente
pemedebista,
Michel Temer
(SP), e o líder
do partido,
Henrique Alves
(RN), combinaram
com a bancada
que Stephanes
passará a
debater esses
temas também em
nome do PMDB.
O projeto de
nova
renegociação das
dívidas também
serviu para
expor a
insatisfação da
base ruralista
do governo com
um alegado
descumprimento
de acordo nas
regras de
repactuação
recém-aprovadas
pelo governo.
"Vamos adiar por
uma semana, mas
queremos o
cumprimento das
regras pelo
Banco do
Brasil", afirma
Homero Pereira
(PR-MT). Segundo
ele, as
resoluções que
prorrogaram R$ 7
bilhões em
dívidas de
investimento e
custeio já
rolados saíram
diferentes do
combinado.
O racha ficou
tão explícito
que até
deputados da
oposição foram
chamados a
ajudar na
recomposição da
bancada. "É
preciso um freio
de arrumação nas
medidas que o
governo já
anunciou. Isso
desgasta o
ministro da
Agricultura",
diz Abelardo
Lupion (DEM-PR).
O presidente da
Comissão de
Agricultura,
Marcos Montes (DEM-MG),
vai mais fundo:
"A coalizão
governista não
está funcionando
para o setor. Os
deputados não
agüentam mais a
pressão dos
produtores. Há
uma insatisfação
com o governo
por isso",
avalia ele.
"Havia cisão na
base do governo
e o ministro
Walfrido tem
tentado
ajudar".
O recuo dos
ruralistas de
oposição, que
concordaram em
adiar a
aprovação do
projeto, foi uma
tática. "Aprovar
na nossa
comissão sem ter
compromisso do
governo não
adianta. Vamos
trabalhar num
acordo para
levar ao
plenário sem
parar na gaveta
de outras
comissões". Se
aprovado na
Agricultura, o
projeto poderia
ser avaliado
direto no
plenário da
Câmara em função
de um acordo de
lideranças com o
presidente da
Casa, Arlindo
Chinaglia
(PT-SP). "Vamos
fazer relatórios
de plenário e
acelerar a
tramitação",
afirma Lupion.
Produtor de
grãos teme falta
de chuva
Às vésperas do
plantio da safra
de grãos
2007/08, as
chuvas abaixo da
média histórica
começam a
preocupar
agricultores do
Centro-Oeste, do
Paraná e de
Minas Gerais,
especialmente em
função do
fenômeno La Niña,
que torna o
clima mais seco
e quente no Sul
do país. De
acordo com
levantamento da
Climatempo,
algumas regiões
do Paraná
tiveram em
agosto déficit
de chuvas de 50
mm. Também
choveu abaixo da
média em Santa
Catarina e no
noroeste do Rio
Grande do Sul.
"A previsão é
que volte a
chover na
segunda quinzena
de setembro em
toda a região
Sul. Apenas o
sul do Paraná
pode ter falta
de chuva",
afirma André
Madeira,
meteorologista
da Climatempo.
Para o
Centro-Oeste,
onde regiões de
Goiás e Mato
Grosso estão sem
chuvas desde
abril, Madeira
prevê melhora do
índice
pluviométrico
também na
segunda quinzena
do mês.
No Centro-Oeste,
a falta de
chuvas preocupa
sobretudo
produtores de
soja, primeira
cultura a ser
semeada, entre
setembro e
outubro. "As
chuvas na
segunda metade
do mês serão
decisivas para
iniciar o
plantio", afirma
Argino Bedin,
produtor em
Sorriso (MT),
que prevê
repetir a área
cultivada na
safra 2006/07 de
soja, de 9,6 mil
hectares, desde
que as chuvas
permitam o
plantio a partir
do fim do mês. A
Federação de
Agricultura do
Estado de Mato
Grosso (Famato)
prevê manutenção
da área plantada
com soja no
ciclo 2007/08 em
6 milhões de
hectares.
Em Goiás, a
situação é mais
grave, segundo
Mauricio Miguel,
gerente de
agronomia da
Cooperativa
Mista dos
Produtores
Rurais do
Sudoeste de
Goiás (Comigo).
"Não chove desde
abril e a
previsão é de
que só vai
chover forte em
outubro." Se for
assim, diz, a
situação dos
sojicultores
complica, a soja
plantada mais
tarde tem mais
risco de perdas
com a ferrugem.
Ele observa, no
entanto, que os
produtores da
região estão
animados com os
preços
internacionais.
Os cooperados da
Comigo prevêem
plantar entre 1
milhão e 1,1
milhão de
hectares na
safra 2007/08,
ante 1 milhão no
ciclo passado.
No Paraná,
segundo Marcelo
Brauer,
meteorologista
do Instituto
Tecnológico
Simepar, a média
de chuvas está
melhor neste ano
que em 2007, mas
o La Niña
preocupa porque
as chuvas podem
ficar
concentradas em
poucos eventos.
Para o
agrometeorologista
Paulo Caramori,
do Instituto
Agronômico do
Paraná (Iapar),
o agricultor não
tem motivo para
ficar
apreensivo, mas
a preocupação
pode surgir a
partir da
próxima semana e
se intensificar
até o final do
mês caso não
chova. "Em
alguns lugares
do Paraná
produtores já
estariam
plantando feijão
e milho, mas não
há umidade
suficiente",
afirma.
Pastagens, café
e hortaliças
também sofrem.
"Se a falta de
chuva se
prolongar muito,
pode atrasar o
plantio, mas por
enquanto é cedo
pra falar que o
clima pode
afetar a safra
de verão",
afirma.
Em Minas Gerais,
a falta de chuva
coloca em risco
a próxima safra
de café. Segundo
Joaquim Goulart,
gerente do
departamento
técnico da
Cooperativa de
Cafeicultores de
Guaxupé
(Cooxupé), a
região Sul do
Estado está com
déficit hídrico
desde julho, o
que atrapalha a
floração e o
desenvolvimento
dos cafezais que
entrarão em
colheita no
próximo ano. E
não há previsão
de chuvas até o
dia 15, diz. A
falta de chuvas
também preocupa
cafeicultores da
Bahia e de São
Paulo.
Em São Paulo, o
clima seco não
trouxe efeitos
para os
produtores de
gado bovino,
observa Leonardo
Alencar,
analista da Scot
Consultoria.
Para o setor
canavieiro, a
falta de chuvas
ajudou a
acelerar a
colheita, que
atrasou um mês
devido a chuvas
excessivas em
maio, de acordo
com Antônio de
Pádua Rodrigues,
da União da
Indústria de
Cana-de-Açúcar (Unica).
Asiáticos vêm
atrás de usinas
Um grupo de três
estatais
petrolíferas da
Ásia está
interessado em
investir cerca
de US$ 500
milhões em
usinas de açúcar
e álcool no
Brasil. Segundo
Giancarlo
Oliveira,
consultor da
empresa The Jai
Group, essas
estatais querem
construir usinas
e também
adquirir
unidades em
operação no
país.
De acordo com
Oliveira, as
estatais juntas
faturam cerca de
US$ 100 bilhões.
"Ainda não temos
negócio fechado
no Brasil.
Estamos à
procura", disse
o executivo. O
Jai Group está
representando no
país esses
possíveis
investidores.
O foco de
atuação dessas
estatais será no
mercado de
etanol, com
forte demanda no
mercado
internacional.
Em um primeiro
momento, as
estatais
pretendem
investir em
usinas no
Centro-Sul do
país. Mas não
descarta fazer
investimentos em
projetos
greenfield
(construção) na
região
Centro-Oeste,
sobretudo em
Goiás e Mato
Grosso. A
expectativa é
construir ou
mesmo comprar
usinas que
processem de 4
milhões a 5
milhões de
toneladas,
consideradas
unidades
produtoras de
grande porte.
Se concretizado
o negócio, a
participação de
grupos
estrangeiros no
setor
sucroalcooleiro
deverá crescer
no país.
Atualmente, os
grupos
internacionais
processam cerca
de 35 milhões de
toneladas de
cana no
Centro-Sul, ou
8% do mercado. |